Rompante ígneo
Furacão de cores
É minha dor
Que lhe envolverá e engolfará em chamas e rochas
Sua vil milícia
Meus cães lhe roeram os calcanhares
E as garras das criaturas que conheço romperão seus tendões
Num estalo tão alusivo que a própria morte se afastará de ti
E você permanecerá inerte entre a barreira dos mundos
Vulnerável o bastante para que o metal atinja seu espírito
Tolo o bastante para se opor a luz que se irradia todas as manhãs
Minha mãe e meu pai são esse solo, o tempo soprou meus ouvidos até que pudesse caminhar
E conhecer os livros e folhas que sustentam as músicas dos relâmpagos
Afastei-vos, ante nossa bandeira
Ouçam meu chamado meus irmãos
Aproximem nossa ilha, nossos canhões
Distintos como o gelo das profundezas da terra e o vapor quente das montanhas
Nos unidos podemos ultrapassar o limite de vossa sanidade
Arrancaremos a carne de teu corpo e a devolveremos ao grande fluxo que tudo percorre
Meu espírito ruge
Tenho a visão e o brilho
A sensação e o instinto
Rasgarei tua vontade
Quebrarei teu poder em mil pedaços
Esta luta não é só minha
Criação e filhos partilham dessa vontade
Somos além da explicação
Somos o mais complexo paradoxo
Meu passo é profundo
Sinta o medo ruir com força das explosões
Somos ousados e prudentes
Rebeldes e indolentes
Punhos, sangue e dentes
Somos todos filhos de uma entidade dormente
Irmãos da flâmula da aurora espectral
Corpo e espírito da Revolução Mágica
Brados e gritos somados
Ouvi meu irmão o chamado
E vislumbre-se diante da esperança devastadora
De todos nós, a verdadeira força
A Vanguarda Digressora.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Fountaine
Quando todas as criaturas da terra se reunirem
Quando todos os seres mágicos fizerem um congresso
Quando toda a tristeza da terra sair em recesso
Então vocês enxergarão a verdade
Quando todos os vampiros entrarem no vale
E todos os livros baterem páginas pelos ares
Quando todas as baleias voarem
Quando todas as pedras cantarem
Então vocês ouvirão a verdade
Quando toda a imundice humana escorrer para dentro
Quando todo o espaço-tempo parar, repensar e entrar no convento
Quando toda faca for leite materno, quando todo abraço for sereno
Então quando todo som for silêncio, vocês sentirão a verdade
E quando a manada toda parar
Quando as roupas estiverem sujas demais pra rasgar
Quando toda vela for pura demais para queimar
Ai então, todos dirão.
A verdade
Até lá, ela ainda se esconde,
Confesso.
Debaixo da insanidade desses versos
Numa árvore de criatividade e progresso
Ainda mantendo o processo
Que faz toda criatura viva germinar
A verdade vive.
Nos meus olhos.
E no sentido de todas as coisas.
A verdade se move como as horas
E consome tudo e devora a todos.
A verdade se aproxima de você.
Já está em seu espírito e lhe consumirá.
Somente ela, a verdade poderia ser profeta do próprio destino.
E somente ele, poderia proferir a ela a verdade sobre tudo além.
A verdade vive.
Queima nos seus olhos.
No meu espírito.
A verdade.
Quando todos os seres mágicos fizerem um congresso
Quando toda a tristeza da terra sair em recesso
Então vocês enxergarão a verdade
Quando todos os vampiros entrarem no vale
E todos os livros baterem páginas pelos ares
Quando todas as baleias voarem
Quando todas as pedras cantarem
Então vocês ouvirão a verdade
Quando toda a imundice humana escorrer para dentro
Quando todo o espaço-tempo parar, repensar e entrar no convento
Quando toda faca for leite materno, quando todo abraço for sereno
Então quando todo som for silêncio, vocês sentirão a verdade
E quando a manada toda parar
Quando as roupas estiverem sujas demais pra rasgar
Quando toda vela for pura demais para queimar
Ai então, todos dirão.
A verdade
Até lá, ela ainda se esconde,
Confesso.
Debaixo da insanidade desses versos
Numa árvore de criatividade e progresso
Ainda mantendo o processo
Que faz toda criatura viva germinar
A verdade vive.
Nos meus olhos.
E no sentido de todas as coisas.
A verdade se move como as horas
E consome tudo e devora a todos.
A verdade se aproxima de você.
Já está em seu espírito e lhe consumirá.
Somente ela, a verdade poderia ser profeta do próprio destino.
E somente ele, poderia proferir a ela a verdade sobre tudo além.
A verdade vive.
Queima nos seus olhos.
No meu espírito.
A verdade.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Aviso aos navegantes
Tem tempos que sou assim
Que estou perto, mas distante
Que estou longe, vociferante
Nadando entre as estrelas do cosmo e além
Como a grande A’tuin, como Rasputin,
Aniquilando as quimeras do passado
Decifrando enigmas de górgonas e seus vassalos
Sou eu.
Constelação austral
Aurora boreal
Tem tempos que sou assim
Que pego minha amada e a levo para longe
Para além daqui, pelo poço perto das amoreiras
E vamos para o lado de lá, conversar com entidades amigas
Conhecer nosso passado
Eu vou estreitar meus laços
Comer torradas estrangeiras noutro condado
Sou eu.
Sem muito problema de compreensão
Sem dilemas de moral de ficção
Meu clã conhece e sabe,
Meu irmão pastoreia os rebanhos
O mais novo reúne as cargas
O mais velho poda as árvores
E outros são viajantes como eu...
Sigo para a terra das montanhas
Para as terras escuras
Pelo caminho puro.
Sou eu.
Viajante de tempos em tempos.
Então não digo nada.
Eu me conheço...
Meu coração é feito de pedras que movem
De amor pela minha esposa
E das vontades do reino de amanhã.
Não devo nada aos pedintes
Nem satisfações aos que tem pensamento
Sou obra de meu próprio artífice
Sou um cão sem condenamento.
Meu uivo reverbera alto
Sou ancestral do meu próprio sentimento
Meus pelos são rubros sobre o queixo
Minha alma é afiada por dentro
Que estou perto, mas distante
Que estou longe, vociferante
Nadando entre as estrelas do cosmo e além
Como a grande A’tuin, como Rasputin,
Aniquilando as quimeras do passado
Decifrando enigmas de górgonas e seus vassalos
Sou eu.
Constelação austral
Aurora boreal
Tem tempos que sou assim
Que pego minha amada e a levo para longe
Para além daqui, pelo poço perto das amoreiras
E vamos para o lado de lá, conversar com entidades amigas
Conhecer nosso passado
Eu vou estreitar meus laços
Comer torradas estrangeiras noutro condado
Sou eu.
Sem muito problema de compreensão
Sem dilemas de moral de ficção
Meu clã conhece e sabe,
Meu irmão pastoreia os rebanhos
O mais novo reúne as cargas
O mais velho poda as árvores
E outros são viajantes como eu...
Sigo para a terra das montanhas
Para as terras escuras
Pelo caminho puro.
Sou eu.
Viajante de tempos em tempos.
Então não digo nada.
Eu me conheço...
Meu coração é feito de pedras que movem
De amor pela minha esposa
E das vontades do reino de amanhã.
Não devo nada aos pedintes
Nem satisfações aos que tem pensamento
Sou obra de meu próprio artífice
Sou um cão sem condenamento.
Meu uivo reverbera alto
Sou ancestral do meu próprio sentimento
Meus pelos são rubros sobre o queixo
Minha alma é afiada por dentro
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Retórica de Fliperama
Ouça os Sons que reverberam
Ouça os Sons que reverberam
Ouça os Sons que reverberam
A imagem fala e cala
A imagem grita e mente
A imagem fria e quente
A imagem solamente
Ouça os sons
Que reverberam
Ouça os sons
Ouça...
Estão lavando os seus cérebros com água mineral
Que tem sabor de fruta levemente gaseificada
Que coça seus neurônios enquanto tu não faz mais nada
Padronizaram tua forma de pensamento
Seus piercing no septo e o seu par de all star preto
Vem me dizer que é alternativo e super antenado
Me olha torto porque estou de bermuda e agasalho
Ou é o meu chinelo e cabelo sem franjinha?
Ou é minha camiseta que não tem suas listinhas?
Seus verbos e estrangeirismos, que todos eu dispenso
Ou seu excesso de brasilidade para todos os momentos
Sua mpbzice toda cheia de pirraça
Ser cult é ser otário sem usar roupa de marca
Agora vai vir com seu questionamento de moral
Dizendo que sou mano, de calça bag e falo errado
Mas não sobrevive dois minutos no beco que fui criado
Então toma tua linha e vê se volta pros jardins
Tira seu goticismo depressivo do campo belo
E vai morrer na augusta a suas custas só farelo
Tira sua onda de malandro de Itaquera
E sua roupinha de skatista Ibirapuera
De otaku da liberdade
De operário do Ipiranga
De burguezinho do ABC
De moça hippie com missangas
Eu não sou como vocês que vivem nesse abuso
E se calam, e se ladram, e não causam nenhum tumulto!
Não sou punk, nem socialite, imigrante ou exilado
Mas sou único ao deixar o meu recado
Sou aquele desconhecido subestimado
Sou um rebelde bem ordenado
Sou tudo isso que você leu e mais um monte que ficou guardado...
Ouça os sons que reverberam
Ouça os sons que reverberam
Ouça os sons que reverberam
Meu reino é o reino das feras...
Na esfera das idéias...
Ouça os Sons que reverberam
Ouça os Sons que reverberam
A imagem fala e cala
A imagem grita e mente
A imagem fria e quente
A imagem solamente
Ouça os sons
Que reverberam
Ouça os sons
Ouça...
Estão lavando os seus cérebros com água mineral
Que tem sabor de fruta levemente gaseificada
Que coça seus neurônios enquanto tu não faz mais nada
Padronizaram tua forma de pensamento
Seus piercing no septo e o seu par de all star preto
Vem me dizer que é alternativo e super antenado
Me olha torto porque estou de bermuda e agasalho
Ou é o meu chinelo e cabelo sem franjinha?
Ou é minha camiseta que não tem suas listinhas?
Seus verbos e estrangeirismos, que todos eu dispenso
Ou seu excesso de brasilidade para todos os momentos
Sua mpbzice toda cheia de pirraça
Ser cult é ser otário sem usar roupa de marca
Agora vai vir com seu questionamento de moral
Dizendo que sou mano, de calça bag e falo errado
Mas não sobrevive dois minutos no beco que fui criado
Então toma tua linha e vê se volta pros jardins
Tira seu goticismo depressivo do campo belo
E vai morrer na augusta a suas custas só farelo
Tira sua onda de malandro de Itaquera
E sua roupinha de skatista Ibirapuera
De otaku da liberdade
De operário do Ipiranga
De burguezinho do ABC
De moça hippie com missangas
Eu não sou como vocês que vivem nesse abuso
E se calam, e se ladram, e não causam nenhum tumulto!
Não sou punk, nem socialite, imigrante ou exilado
Mas sou único ao deixar o meu recado
Sou aquele desconhecido subestimado
Sou um rebelde bem ordenado
Sou tudo isso que você leu e mais um monte que ficou guardado...
Ouça os sons que reverberam
Ouça os sons que reverberam
Ouça os sons que reverberam
Meu reino é o reino das feras...
Na esfera das idéias...
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Deixe seu recado após o sinal... tuuuuu!
Turbilhão de devaneios
nada mais me foge
turbilhão em doses turvas
e tudo mais que me consome...
Se houvesse algo no meu crânio
passível de extração
seria um rugido rouco
descontrolado eloquente e devasso
Nunca me pus mais inteiro
sempre montado de cacos
Nunca fui tão verdadeiro
Como cartola de mágico
Sempre adorei a estética
de versos dividos em quatro
não há forma poética
em que eu não lhe encontre espaço
Minha alma, alma minha
outrora distante e bela
no momento é tão vazia
quanto de abelha colméia
Sou assim nesse instante
e no outro assim quem sabe
Já comi sucrilhos com leite
e engoli lágrimas com saudade
vendi frutas frescas na feira
embrulhadas em meias verdades
já vesti meias de seda
com all stars de caridade
A que maravilhosa verborragia
Poética e dôdecafonica
tão grande quanto exposição do MAM
tão pequena quanto a tabela periódica.
Então se me permite, vou encerrar com um versinho
com estética bem diferente, de todo o que já foi redigido
ele diz em sons bem profusos tudo aquilo de carce
ele me dá cáries areas em pensamentos vorazes
yaverbrandertorstk yeavarbandertorstk rush o flower god
great oath of winter
great king of north
yaverbrandertorstk yeavarbandertorstk
tanám...
sanidade?
não faz o menor sentido
nada mais me foge
turbilhão em doses turvas
e tudo mais que me consome...
Se houvesse algo no meu crânio
passível de extração
seria um rugido rouco
descontrolado eloquente e devasso
Nunca me pus mais inteiro
sempre montado de cacos
Nunca fui tão verdadeiro
Como cartola de mágico
Sempre adorei a estética
de versos dividos em quatro
não há forma poética
em que eu não lhe encontre espaço
Minha alma, alma minha
outrora distante e bela
no momento é tão vazia
quanto de abelha colméia
Sou assim nesse instante
e no outro assim quem sabe
Já comi sucrilhos com leite
e engoli lágrimas com saudade
vendi frutas frescas na feira
embrulhadas em meias verdades
já vesti meias de seda
com all stars de caridade
A que maravilhosa verborragia
Poética e dôdecafonica
tão grande quanto exposição do MAM
tão pequena quanto a tabela periódica.
Então se me permite, vou encerrar com um versinho
com estética bem diferente, de todo o que já foi redigido
ele diz em sons bem profusos tudo aquilo de carce
ele me dá cáries areas em pensamentos vorazes
yaverbrandertorstk yeavarbandertorstk rush o flower god
great oath of winter
great king of north
yaverbrandertorstk yeavarbandertorstk
tanám...
sanidade?
não faz o menor sentido
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Esperich
River river river river river river river river river river river
River plate river flows river mate river goes
River river river river river river river river river river river
Sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun
Straight ahead like a bookstore of smells
Like a package of an old crew
Like a melon lollipop
Like a candy hotspot
Sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun
Ninguém nunca entende as mazelas da lua
Ninguém nunca entende a verdade que é crua
Ninguém nunca assimilia
Ninguém nunca da conta
Ninguém nunca se admira
Ninguém nunca se espanta
Ninguém nunca morreu
Ninguém nunca levante
Ninguém que nunca leu
Ninguém que nunca canta
Entender as formas poéticas de maneira estética
Numa ordem que se estabelece através de um processo complexo de construção
Das estruturas da sonoridade e da sintaxe vazia de eixos
Compreender a suave diferença entre um torço e um seixo
E as minúcias do novo uniforme do homem aranha.
Saber de Renée Magretti e Eric Hobsbawn,
Ser fã da Jeane d’ Arc, Weezer, Manu Chao
Ter a experiência da plurimulticultaralidade
E usar da experiência em prol da diversidade
Revolucionária utópica plástica vivida
Eyes eyes eyes eyes
Pulse breath
Came go
Only that
I’ll not show
Because ye all
Need to know
Te life is more
Than a amazing show
River plate river flows river mate river goes
River river river river river river river river river river river
Sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun
Straight ahead like a bookstore of smells
Like a package of an old crew
Like a melon lollipop
Like a candy hotspot
Sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun sun
Ninguém nunca entende as mazelas da lua
Ninguém nunca entende a verdade que é crua
Ninguém nunca assimilia
Ninguém nunca da conta
Ninguém nunca se admira
Ninguém nunca se espanta
Ninguém nunca morreu
Ninguém nunca levante
Ninguém que nunca leu
Ninguém que nunca canta
Entender as formas poéticas de maneira estética
Numa ordem que se estabelece através de um processo complexo de construção
Das estruturas da sonoridade e da sintaxe vazia de eixos
Compreender a suave diferença entre um torço e um seixo
E as minúcias do novo uniforme do homem aranha.
Saber de Renée Magretti e Eric Hobsbawn,
Ser fã da Jeane d’ Arc, Weezer, Manu Chao
Ter a experiência da plurimulticultaralidade
E usar da experiência em prol da diversidade
Revolucionária utópica plástica vivida
Eyes eyes eyes eyes
Pulse breath
Came go
Only that
I’ll not show
Because ye all
Need to know
Te life is more
Than a amazing show
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
La isla e la verdad
Is la verdad
Is la isla
La isla de la verdad la no hay islan
Na isla de la verdad
So tiengo pouco
No hay plata
Mas hay cuba
No hay rima
Mas hay rumba
No hay chicas
Mas hay putas
Mi vida oh mi vida
Cladestino em la ciudad
En mi isla de la verdad
Is la isla
La isla de la verdad la no hay islan
Na isla de la verdad
So tiengo pouco
No hay plata
Mas hay cuba
No hay rima
Mas hay rumba
No hay chicas
Mas hay putas
Mi vida oh mi vida
Cladestino em la ciudad
En mi isla de la verdad
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