Longa vida comandante
Buena sorte
A la malavida
Tienes tempos tuya estrada
Longevidad enaltecida
Longa vida comandante
Patria nuestra as esculpido
La formosa niña blanca
La verdad ja a vencido
Y si yo tengo una plata
Una fuente de los pedidos
A ti desejo una bela muerte
En su tempo e su destino
Cambiando de las regras tolas
Mi capitán adormecido
Cuerpo fraco la cara dura
El pelo blanco entorpecido
Verdes fardas verdes almas
Sierra Madre de los santos Dios
Escuchai com atencion
Mira el pueblo todo unido
Son tu hijos comandante
Espirito siempre fortalecido
Si necessito
No hesitarei
A las armas mi amigos!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
De quem você fala quando não consegue impedir seus olhos de pararem de sorrir
Sou humilde de ambições. E nesse momento sou um personagem. Como outros mil, mas nenhum é igual a mim. Ninguem é igual a mim. As pessoas ignoram minha capacidade de escrever e de falar de coisas simples. Mas eu gosto de coisas simples. As coisas simples são as mais belas. Eu gosto muito. Mas, mesmo que eu fale de coisas simples, as pessoas insistirão em complicar. As pessoas insistem e complicam, e isso não é bom. Isso é ruim, ruim como alguns pensamentos que passam na minha cabeça algumas vezes. Vuupt... já se foi.
Agora não há mais nenhum pensamento ruim, somente as coisas simples. Sabe, não sei se já te disse, mas poderia escrever assim por horas, dias... Criar jeitos, estilos, músicas... consigo criar uma porção de coisas.
Só não sei fazer barquinhos de papel. Me enrolo com as dobraduras. Mas faço aviões. Já é um avanço, deve ter alguma vantagem nisso não é?
A gente sempre quer tirar vantagem das coisas, todas as horas, somos egoístas e estúpidos. Somos o Gollum e tudo aquilo que nos interessa é o Um anel. Somos mesquinhos, o ser humano é um baita bicho mesquinho. Droga... já estão começando minhas críticas, se não parar e pensar agora, de nada adiantará. Logo minha revolta e indignação tomarão o meu corpo, renderão meu cérebro com as mãos para cima e eles têm lenços enrolados no pescoço. Pelo menos é assim que eu imagino. Depois, a revolução e a rima tomarão conta do meu ser e será difícil me desvencilhar.
Poucas pessoas me ligaram no meu aniversário. Menos ainda no Natal, mas isso não quer dizer nada. Só fico um pouco triste. Eu fico triste às vezes, triste porque sou mesquinho, queria tudo para mim. Felicidades, ligações e tudo mais. Pena que não tenho. Só tenho pena do meu egoísmo.
Meu jeito de aprender é escrevendo, meu jeito de conhecer é escrevendo. Redigir e raciocinar são sinonimos no meu Aurélio. E Aurélio para mim é lutador de Judô. É assim que eu penso. Não aprendi a ter vergonha do meu mundo.
Não aprendi muita coisa ainda. Mas tenho redigido bastante...
Pare e pensa!
Imagina quantas pessoas passam por você na rua, no metrô, no trem. Você nunca se pegou perguntando o que elas fazem, o que pensam, porque agem assim ou assado? Sem julgamento, por pura curiosidade, você já parou pra pensar quantas pessoas são importantes na vida daquela pessoa ali, sentada no banco do busão? As pessoas se perguntam pouco. Ou talvez seja eu que me pergunte demais...
Em todos os casos, nada ainda foi resolvido.
Redenção e redação também têm o mesmo sentido.
Se sou ou não ouvido.
Se você vem aqui comigo.
Não guardo mais sigilo
Não guardo mais cilada.
Minha experiência não é nada.
Além de palavras desordenadas em telas brancas recém-tocadas
Pelo pisque-clique de um cursor
Eu sou o condutor da minha vida
Mas na minha linha
Eu sou o som.
Que você pronuncia em sua mente.
Secretamente, quando lê o visor
Eu sou uma coisa abstrata
Mas aceito cartas, carinho e calor
Mas na verdade, acredite
Sou só um homem simples
que já conheceu a dor
Agora não há mais nenhum pensamento ruim, somente as coisas simples. Sabe, não sei se já te disse, mas poderia escrever assim por horas, dias... Criar jeitos, estilos, músicas... consigo criar uma porção de coisas.
Só não sei fazer barquinhos de papel. Me enrolo com as dobraduras. Mas faço aviões. Já é um avanço, deve ter alguma vantagem nisso não é?
A gente sempre quer tirar vantagem das coisas, todas as horas, somos egoístas e estúpidos. Somos o Gollum e tudo aquilo que nos interessa é o Um anel. Somos mesquinhos, o ser humano é um baita bicho mesquinho. Droga... já estão começando minhas críticas, se não parar e pensar agora, de nada adiantará. Logo minha revolta e indignação tomarão o meu corpo, renderão meu cérebro com as mãos para cima e eles têm lenços enrolados no pescoço. Pelo menos é assim que eu imagino. Depois, a revolução e a rima tomarão conta do meu ser e será difícil me desvencilhar.
Poucas pessoas me ligaram no meu aniversário. Menos ainda no Natal, mas isso não quer dizer nada. Só fico um pouco triste. Eu fico triste às vezes, triste porque sou mesquinho, queria tudo para mim. Felicidades, ligações e tudo mais. Pena que não tenho. Só tenho pena do meu egoísmo.
Meu jeito de aprender é escrevendo, meu jeito de conhecer é escrevendo. Redigir e raciocinar são sinonimos no meu Aurélio. E Aurélio para mim é lutador de Judô. É assim que eu penso. Não aprendi a ter vergonha do meu mundo.
Não aprendi muita coisa ainda. Mas tenho redigido bastante...
Pare e pensa!
Imagina quantas pessoas passam por você na rua, no metrô, no trem. Você nunca se pegou perguntando o que elas fazem, o que pensam, porque agem assim ou assado? Sem julgamento, por pura curiosidade, você já parou pra pensar quantas pessoas são importantes na vida daquela pessoa ali, sentada no banco do busão? As pessoas se perguntam pouco. Ou talvez seja eu que me pergunte demais...
Em todos os casos, nada ainda foi resolvido.
Redenção e redação também têm o mesmo sentido.
Se sou ou não ouvido.
Se você vem aqui comigo.
Não guardo mais sigilo
Não guardo mais cilada.
Minha experiência não é nada.
Além de palavras desordenadas em telas brancas recém-tocadas
Pelo pisque-clique de um cursor
Eu sou o condutor da minha vida
Mas na minha linha
Eu sou o som.
Que você pronuncia em sua mente.
Secretamente, quando lê o visor
Eu sou uma coisa abstrata
Mas aceito cartas, carinho e calor
Mas na verdade, acredite
Sou só um homem simples
que já conheceu a dor
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Esse eu fingi que era um e-mail para Barbara. Eevon ele se chama.
Renuncia é um tipo de devolução amarga.
É um engasgo comprido misturado com falta de ar.
Renúncia é não desejar ter o desejo do que pulsa, é ousar morder a própria carne, é uma pronuncia sem anunciar.
Renúncia não é a mais forte das dores, mas é tão lastiante quanto tudo mais que posso enfrentar.
A ti eu renuncio
A ti eu não aceito
Pretexto e preconceito
Enganos que conceberá
Mundano
Será sempre mundano
Reforçado de prantos
Enforcado no manto
Que um dia arrastou
Quem sou eu senão a dor?
Solidão
Tu que foste sempre meu consolo
Apoiai minha cabeça no seu colo
Porque é você tudo que tenho
Escureceu
Tudo que era lindo se apaga
Tudo que era oposto se pos às claras
Me forçando a voltar por onde eu já passei
Minha amarga solidão composta de valores
Tão cheia de temores
Que me recuso aceitar
A verdade tão cheia de malícia
Sua falta premissa
De me esquecer e deitar
O olhar indignado do seu semblante
O momento tortuoso naquele instante em ouso não querer mais falar
Minha pronuncia
Foi renunciada
In these dark days
Without any cloud in the sky
Who am I to ask?
Who are you that try...
I do not want to see you cry
Not anymore
Please leave me no pleasure
Our tresaure
Or give to me that message
The papers over the floor
The hand that cleans the musk out
The man that closes the door
Speaker that only laughs
Laugh that last for hours
Isn’t all my fault
Isn’t a clever hint
Please don’t make my speak
Your name forever more
At this very moment
I only wanna chose the fountain
To spend my last romance
Deep in outlaw trance
Away in my mind to dance
A construção está completa
Se propaga em linha reta
As profecias estão certas
Jamais saberei sonetar
Pois pegue todos os sonetos
E todos mais os seus concertos
Todo o fluxo de cultura
Toda a carne humana crua
Toda erva daninha suja
Que brota do seu altar
Toda lama negra e viscosa
Que escorre de onde brotam rosas
Que suas filhas vem cheirar
Aumente meu poder de foco
Desprove o que eu provoco
Ou desprovoque o que vou provar
Pois a palavra expande
E entende
Que todo esse encadaiamento
Que cada letra que respeito
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res peito
Falar
Aumente pois a palavra expande
Peito o que vou provocar
Ou desencadeio o que eu provo
Entende que cada letra respeito
Meu poder de foco
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res
Rés
Peitos
Lances
Lanças
Prumos
Meios
Ameadas
Gargulas
Criaturas
Terra
Chão
Fissura
Maldição
Da
Rima
Sobre
Minha
Figura
Não
Me
Deixa
Pensar
Res pei tar
Eu sei que você chega nessa hora. Como as crituras preguiçosas.Eis que chega minha vontade dissertativa.Alusões a cerca de vida, vontade de mostrar o que sei, de passar para qualquer alguem a mensagem que estou a teclar.
E como fazem barulho as teclas
E como fazem barulho as teclas
Res pei tar
Res pecto
Res peito
Respeito
Ei de falar
Guardo você pra outra hora
Deixo, a górgona me devora
Vem a vírgula, o silêncio, a hora
Eles vem me fazer calar.
Nas noites que despido busca a solidão em seus braços.
São os diabos dos grafites e os traços que solamente vou me afastar
E nesse pérfido romance me enebrio aluviante.
Não sou só eu que vou falar.
São as dezenas em mim perdidas.
São as centenas e as medidas
São as vontades de todo o lugar
As teclas falam a mim.
Res pei tar. Tak, tar, tak...
Nem sempre o ponto é fim.
Nunca paro de pensar.
É um engasgo comprido misturado com falta de ar.
Renúncia é não desejar ter o desejo do que pulsa, é ousar morder a própria carne, é uma pronuncia sem anunciar.
Renúncia não é a mais forte das dores, mas é tão lastiante quanto tudo mais que posso enfrentar.
A ti eu renuncio
A ti eu não aceito
Pretexto e preconceito
Enganos que conceberá
Mundano
Será sempre mundano
Reforçado de prantos
Enforcado no manto
Que um dia arrastou
Quem sou eu senão a dor?
Solidão
Tu que foste sempre meu consolo
Apoiai minha cabeça no seu colo
Porque é você tudo que tenho
Escureceu
Tudo que era lindo se apaga
Tudo que era oposto se pos às claras
Me forçando a voltar por onde eu já passei
Minha amarga solidão composta de valores
Tão cheia de temores
Que me recuso aceitar
A verdade tão cheia de malícia
Sua falta premissa
De me esquecer e deitar
O olhar indignado do seu semblante
O momento tortuoso naquele instante em ouso não querer mais falar
Minha pronuncia
Foi renunciada
In these dark days
Without any cloud in the sky
Who am I to ask?
Who are you that try...
I do not want to see you cry
Not anymore
Please leave me no pleasure
Our tresaure
Or give to me that message
The papers over the floor
The hand that cleans the musk out
The man that closes the door
Speaker that only laughs
Laugh that last for hours
Isn’t all my fault
Isn’t a clever hint
Please don’t make my speak
Your name forever more
At this very moment
I only wanna chose the fountain
To spend my last romance
Deep in outlaw trance
Away in my mind to dance
A construção está completa
Se propaga em linha reta
As profecias estão certas
Jamais saberei sonetar
Pois pegue todos os sonetos
E todos mais os seus concertos
Todo o fluxo de cultura
Toda a carne humana crua
Toda erva daninha suja
Que brota do seu altar
Toda lama negra e viscosa
Que escorre de onde brotam rosas
Que suas filhas vem cheirar
Aumente meu poder de foco
Desprove o que eu provoco
Ou desprovoque o que vou provar
Pois a palavra expande
E entende
Que todo esse encadaiamento
Que cada letra que respeito
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res peito
Falar
Aumente pois a palavra expande
Peito o que vou provocar
Ou desencadeio o que eu provo
Entende que cada letra respeito
Meu poder de foco
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res
Rés
Peitos
Lances
Lanças
Prumos
Meios
Ameadas
Gargulas
Criaturas
Terra
Chão
Fissura
Maldição
Da
Rima
Sobre
Minha
Figura
Não
Me
Deixa
Pensar
Res pei tar
Eu sei que você chega nessa hora. Como as crituras preguiçosas.Eis que chega minha vontade dissertativa.Alusões a cerca de vida, vontade de mostrar o que sei, de passar para qualquer alguem a mensagem que estou a teclar.
E como fazem barulho as teclas
E como fazem barulho as teclas
Res pei tar
Res pecto
Res peito
Respeito
Ei de falar
Guardo você pra outra hora
Deixo, a górgona me devora
Vem a vírgula, o silêncio, a hora
Eles vem me fazer calar.
Nas noites que despido busca a solidão em seus braços.
São os diabos dos grafites e os traços que solamente vou me afastar
E nesse pérfido romance me enebrio aluviante.
Não sou só eu que vou falar.
São as dezenas em mim perdidas.
São as centenas e as medidas
São as vontades de todo o lugar
As teclas falam a mim.
Res pei tar. Tak, tar, tak...
Nem sempre o ponto é fim.
Nunca paro de pensar.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Lacuna de um mundo desavisado. A vitória do lírio branco. A marca da extrumunção. O jubilo da tristeza.
Escrevo
Porque só sei gritar em palavras
Só sei chorar em lágrimas
Silábicas e confusas
Não é toda regra que se usa
Mas a mensagem que acusa
Que aquilo que desfruta
Sempre demonstra no fundo
Que a lingua não é tão pura
E se o mundo não é tão belo
Quem, senão as cores
Como o tenro toque dos odores
Para transmutá-lo em arte
E afetá-lo em partes
Tão pequeninas
Que cabem na mão da minha donzela
E ela que sobe dentre as escadas
Ameias e debruçadas
Sob o chão sujo de fardas
Sobre a onda limpa do mar
Ès minha pequena fúria
Minha egoísta clausura de coração
Minha altruísta aqua-marina espelhada
Minha amada vestida de roxo
Minha rainha desocupada de cesto ou trono
Eu sou seu campeão de outono
Só sei lutar quando as folhas caem
Quando o céu da tarde
Coroado do vermelho
Aboboda que incendeia a mais pura e vil arte humana
Quem derá fosse semeado
Tal qual o agosto ressecado
Cada turva alma sã
Despertaria as manhãs
Tocaria as chaves
Trocaria as noites
Desmontaria os luares
Encadearia os risos
Num turbilhão de olhares
Minha mãe me deu um nome
Uma cor e uma razão
Meu irmão se chama fome
Minha irmã lamentação
Meus animais todos em segredo
Me espiam a palma das mãos
Sabem que o que acaricia mata
Sabem da cega paixão
Pela minha amada e lasciva
Pela morte da escuridão
Por todo ser que perambula
Entre as trevas e a penumbra
Que guincha e se contorce
Se desmancha e é forte
Como as cinzas do vulcão
Vem de a mim fruto de todos os bosques
Ventos de todos os nortes
Golpes de todas as sortes
Fantasmas de todas as mortes
Diga-me
Que chamo Ego
Que minhas entranhas entrego
Que o despero que prego
Seja alastrado no seu corpo são
Que essas letras contaminem
Que a metade se inicie
Que se contrariem os nãos
Afinal
Qual é o segredo?
Se sou o consolo azedo
Da sua amarga presunção
*Um dia a muito tempo atrás, um homem morreu de forma injusta, condenado por um crime que não cometera. Um dia um homem morreu de forma súbita atraiçoado por sua própria maneira. Um dia um homem morreu afogado na própria culpa. Desde então, quando o caminho desses três fantasmas se cruzou, ergueu-se no céu uma lacuna. Uma barreira estreita, suficientemente aterradora para assustar os sentimentos.
Esses três homens a viram por dentro. Desde então, eles cantam essa canção e evocam esse lamento.
Porque só sei gritar em palavras
Só sei chorar em lágrimas
Silábicas e confusas
Não é toda regra que se usa
Mas a mensagem que acusa
Que aquilo que desfruta
Sempre demonstra no fundo
Que a lingua não é tão pura
E se o mundo não é tão belo
Quem, senão as cores
Como o tenro toque dos odores
Para transmutá-lo em arte
E afetá-lo em partes
Tão pequeninas
Que cabem na mão da minha donzela
E ela que sobe dentre as escadas
Ameias e debruçadas
Sob o chão sujo de fardas
Sobre a onda limpa do mar
Ès minha pequena fúria
Minha egoísta clausura de coração
Minha altruísta aqua-marina espelhada
Minha amada vestida de roxo
Minha rainha desocupada de cesto ou trono
Eu sou seu campeão de outono
Só sei lutar quando as folhas caem
Quando o céu da tarde
Coroado do vermelho
Aboboda que incendeia a mais pura e vil arte humana
Quem derá fosse semeado
Tal qual o agosto ressecado
Cada turva alma sã
Despertaria as manhãs
Tocaria as chaves
Trocaria as noites
Desmontaria os luares
Encadearia os risos
Num turbilhão de olhares
Minha mãe me deu um nome
Uma cor e uma razão
Meu irmão se chama fome
Minha irmã lamentação
Meus animais todos em segredo
Me espiam a palma das mãos
Sabem que o que acaricia mata
Sabem da cega paixão
Pela minha amada e lasciva
Pela morte da escuridão
Por todo ser que perambula
Entre as trevas e a penumbra
Que guincha e se contorce
Se desmancha e é forte
Como as cinzas do vulcão
Vem de a mim fruto de todos os bosques
Ventos de todos os nortes
Golpes de todas as sortes
Fantasmas de todas as mortes
Diga-me
Que chamo Ego
Que minhas entranhas entrego
Que o despero que prego
Seja alastrado no seu corpo são
Que essas letras contaminem
Que a metade se inicie
Que se contrariem os nãos
Afinal
Qual é o segredo?
Se sou o consolo azedo
Da sua amarga presunção
*Um dia a muito tempo atrás, um homem morreu de forma injusta, condenado por um crime que não cometera. Um dia um homem morreu de forma súbita atraiçoado por sua própria maneira. Um dia um homem morreu afogado na própria culpa. Desde então, quando o caminho desses três fantasmas se cruzou, ergueu-se no céu uma lacuna. Uma barreira estreita, suficientemente aterradora para assustar os sentimentos.
Esses três homens a viram por dentro. Desde então, eles cantam essa canção e evocam esse lamento.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Em busca da verdade derradeira – a dança cambaleante dos ciclopes
Estou de volta
Empossado deste corpo como um grileiro no norte do Acre
Desmatado e desmorrido,
abrigado num desabrigo de não me obrigar quando a briga se avisa
Me arredeio e me coloniza
Sua metrópole que não tem escrúpulos
Não terá o luxo
Da minha face estampada em sua avenida
Sou recém-batizado num mundo encantado que toda a criatura habita
No alto do cosmo, no frio da estrela cadente mais decaída.
Sou devasso e tirano
Imperador deste plano de duas dimensões e rimas pobres
Sou o ícone piscante o dois cliques do cisco
O olho dos Ciclopes
Poseidon, meu caro me perdoe
Pela ofensa tola a qual rogarei.
Mas este mar tão pouco governa
Que a Petrobras se encarrega de te vasculhar
Ah meu senhor que zombaria...
Que vergonha seria, se ao fim das costas minhas
Encontrassem também, um poço de gás.
Não é falácia, te digo
Poseidon meu amigo, não vá se vingar
Embala as nereidas no ninho
Que sigo sozinho
Já sei soluçar
E entre soluço e solução só há saída
Quando a desmedida das mesuras eu ouço galgar
De patinete em milhas náuticas de tiros e dardos não vou te alvejar
Afio minha alma estampada
Tal figura ilustrada
Do Ronaldo ou Kaká
Minha crítica autocolante é dura
e na sua janela vai se destacar
Num ataque no mais puro impulso
Sou eu muito intenso ou você
Fraquejar?
Me diga, levante agora
Tenha ousadia seja petulante
Me diga, pobre criança que fazes agora pra conter o levante?
No Quênia as mortes se somam
Os monstros devoram as almas no altar
As igrejas e pedras em chamas, Deus te clamam
Porque não vai os salvar?
Entre Nietszche e McFarlane
Peça a US pra lhe amparar
O santo das causas perdidas
Minha chuteira da Adidas
Minha canção de ninar!
Sua existência me ofende
Es mais que um afronte tua covardia
Se mexa, se mova, ou se morra
Se castre, se case ou se esconda
Porque até tua sombra tem medo da vida
Seja mais desregrado
Mas não pule do muro sem antes olhar
Seja um Chavéz armado, Sputnik apressado, seja condenado
Mais saiba condenar
O jubilo do julgo é jogado
Atirado ao Hades para o Niflheim habitar
Te juro que nada no mundo
Canhão ou esconjuro
Bala ou muro
Poderá me parar
Sou a resistência indomada
Minha Digressora Vanguarda
Há de sustentar
A bandeira de todas as cores
Hinos de mil letras iremos cantar
Por um fim em sua existência
Sem dó nem clemência
Sua centelha apagar
E quando isso acontecer
Perderei o juízo
Serei consumido pela insanidade de meus atos
Para sempre grato de tudo que fiz
Se ainda não entende
Não se preocupe
Apenas se ocupe
E espere chegar
Ou virá seu tempo
Ou será tarde demais para se lamentar
Não sou grave, nem clave, nem justo
Nem clava, nem pulso, nem nada que possa pensar
Sou membro da Vanguarda Digressora
A Esperança Devastadora
Que irá consumar
A rebeldia e a revolução
No reino em que nenhum irmão vivo ou não ousará reinar.
Empossado deste corpo como um grileiro no norte do Acre
Desmatado e desmorrido,
abrigado num desabrigo de não me obrigar quando a briga se avisa
Me arredeio e me coloniza
Sua metrópole que não tem escrúpulos
Não terá o luxo
Da minha face estampada em sua avenida
Sou recém-batizado num mundo encantado que toda a criatura habita
No alto do cosmo, no frio da estrela cadente mais decaída.
Sou devasso e tirano
Imperador deste plano de duas dimensões e rimas pobres
Sou o ícone piscante o dois cliques do cisco
O olho dos Ciclopes
Poseidon, meu caro me perdoe
Pela ofensa tola a qual rogarei.
Mas este mar tão pouco governa
Que a Petrobras se encarrega de te vasculhar
Ah meu senhor que zombaria...
Que vergonha seria, se ao fim das costas minhas
Encontrassem também, um poço de gás.
Não é falácia, te digo
Poseidon meu amigo, não vá se vingar
Embala as nereidas no ninho
Que sigo sozinho
Já sei soluçar
E entre soluço e solução só há saída
Quando a desmedida das mesuras eu ouço galgar
De patinete em milhas náuticas de tiros e dardos não vou te alvejar
Afio minha alma estampada
Tal figura ilustrada
Do Ronaldo ou Kaká
Minha crítica autocolante é dura
e na sua janela vai se destacar
Num ataque no mais puro impulso
Sou eu muito intenso ou você
Fraquejar?
Me diga, levante agora
Tenha ousadia seja petulante
Me diga, pobre criança que fazes agora pra conter o levante?
No Quênia as mortes se somam
Os monstros devoram as almas no altar
As igrejas e pedras em chamas, Deus te clamam
Porque não vai os salvar?
Entre Nietszche e McFarlane
Peça a US pra lhe amparar
O santo das causas perdidas
Minha chuteira da Adidas
Minha canção de ninar!
Sua existência me ofende
Es mais que um afronte tua covardia
Se mexa, se mova, ou se morra
Se castre, se case ou se esconda
Porque até tua sombra tem medo da vida
Seja mais desregrado
Mas não pule do muro sem antes olhar
Seja um Chavéz armado, Sputnik apressado, seja condenado
Mais saiba condenar
O jubilo do julgo é jogado
Atirado ao Hades para o Niflheim habitar
Te juro que nada no mundo
Canhão ou esconjuro
Bala ou muro
Poderá me parar
Sou a resistência indomada
Minha Digressora Vanguarda
Há de sustentar
A bandeira de todas as cores
Hinos de mil letras iremos cantar
Por um fim em sua existência
Sem dó nem clemência
Sua centelha apagar
E quando isso acontecer
Perderei o juízo
Serei consumido pela insanidade de meus atos
Para sempre grato de tudo que fiz
Se ainda não entende
Não se preocupe
Apenas se ocupe
E espere chegar
Ou virá seu tempo
Ou será tarde demais para se lamentar
Não sou grave, nem clave, nem justo
Nem clava, nem pulso, nem nada que possa pensar
Sou membro da Vanguarda Digressora
A Esperança Devastadora
Que irá consumar
A rebeldia e a revolução
No reino em que nenhum irmão vivo ou não ousará reinar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Inverso contigo (a.k.a Pertenesiste a uma raça antiqua)
Em negrito enovado
Plasma liqueifeito é meu estado
Estado bruto - Inalterado
Um soviete socialista
Não-registrado
O capital
brutalizado
A vida escorrida nos cadafalsos
A ilusão
monocromática
O barulho estrondoso da estática
O paradoxo no panorama
E o pindarama, a pátria que não me ama
Embelezado dentre raízes
Operários, raios vesgos e atrizes
Multiplicado de tal maneira
Velocizado
Que o neologismo
se torna sigla no seu descaso
intrometido empoeirado
na força-motriz das diretrizes dos seus cadarços
emudecido - paralisado
inconfundível - indefinível
indefensável
abastecido
motorizado
dó sustenido
pneu de carroça - recauchutado
Se sou movido ou intencionado
O questionamento de rimas pobres é meu aliado
Se estou vencido ou se serei louvável
São meus conceitos os meus diretos não o contrário
Ufanecido e apatriado
Morro por fim em ter assim meu jeito calado
Cabrero firme - Descabelado
Indivisível
Mais que morto-vivo
Vivo amortizado
Em queda plena
Penalizado
Sou destemido
Meu inimigo - Atemorizado
E o meu refúgio
Inalcançável
Recém-criado, gênese pura
Atormentado
Amovível, dissolúvel em água
Quase salgado
Sabor de amor
Cheiro de flor
Versos nos quartos
Plasma liqueifeito é meu estado
Estado bruto - Inalterado
Um soviete socialista
Não-registrado
O capital
brutalizado
A vida escorrida nos cadafalsos
A ilusão
monocromática
O barulho estrondoso da estática
O paradoxo no panorama
E o pindarama, a pátria que não me ama
Embelezado dentre raízes
Operários, raios vesgos e atrizes
Multiplicado de tal maneira
Velocizado
Que o neologismo
se torna sigla no seu descaso
intrometido empoeirado
na força-motriz das diretrizes dos seus cadarços
emudecido - paralisado
inconfundível - indefinível
indefensável
abastecido
motorizado
dó sustenido
pneu de carroça - recauchutado
Se sou movido ou intencionado
O questionamento de rimas pobres é meu aliado
Se estou vencido ou se serei louvável
São meus conceitos os meus diretos não o contrário
Ufanecido e apatriado
Morro por fim em ter assim meu jeito calado
Cabrero firme - Descabelado
Indivisível
Mais que morto-vivo
Vivo amortizado
Em queda plena
Penalizado
Sou destemido
Meu inimigo - Atemorizado
E o meu refúgio
Inalcançável
Recém-criado, gênese pura
Atormentado
Amovível, dissolúvel em água
Quase salgado
Sabor de amor
Cheiro de flor
Versos nos quartos
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Ode das mil letras
Rompante ígneo
Furacão de cores
É minha dor
Que lhe envolverá e engolfará em chamas e rochas
Sua vil milícia
Meus cães lhe roeram os calcanhares
E as garras das criaturas que conheço romperão seus tendões
Num estalo tão alusivo que a própria morte se afastará de ti
E você permanecerá inerte entre a barreira dos mundos
Vulnerável o bastante para que o metal atinja seu espírito
Tolo o bastante para se opor a luz que se irradia todas as manhãs
Minha mãe e meu pai são esse solo, o tempo soprou meus ouvidos até que pudesse caminhar
E conhecer os livros e folhas que sustentam as músicas dos relâmpagos
Afastei-vos, ante nossa bandeira
Ouçam meu chamado meus irmãos
Aproximem nossa ilha, nossos canhões
Distintos como o gelo das profundezas da terra e o vapor quente das montanhas
Nos unidos podemos ultrapassar o limite de vossa sanidade
Arrancaremos a carne de teu corpo e a devolveremos ao grande fluxo que tudo percorre
Meu espírito ruge
Tenho a visão e o brilho
A sensação e o instinto
Rasgarei tua vontade
Quebrarei teu poder em mil pedaços
Esta luta não é só minha
Criação e filhos partilham dessa vontade
Somos além da explicação
Somos o mais complexo paradoxo
Meu passo é profundo
Sinta o medo ruir com força das explosões
Somos ousados e prudentes
Rebeldes e indolentes
Punhos, sangue e dentes
Somos todos filhos de uma entidade dormente
Irmãos da flâmula da aurora espectral
Corpo e espírito da Revolução Mágica
Brados e gritos somados
Ouvi meu irmão o chamado
E vislumbre-se diante da esperança devastadora
De todos nós, a verdadeira força
A Vanguarda Digressora.
Furacão de cores
É minha dor
Que lhe envolverá e engolfará em chamas e rochas
Sua vil milícia
Meus cães lhe roeram os calcanhares
E as garras das criaturas que conheço romperão seus tendões
Num estalo tão alusivo que a própria morte se afastará de ti
E você permanecerá inerte entre a barreira dos mundos
Vulnerável o bastante para que o metal atinja seu espírito
Tolo o bastante para se opor a luz que se irradia todas as manhãs
Minha mãe e meu pai são esse solo, o tempo soprou meus ouvidos até que pudesse caminhar
E conhecer os livros e folhas que sustentam as músicas dos relâmpagos
Afastei-vos, ante nossa bandeira
Ouçam meu chamado meus irmãos
Aproximem nossa ilha, nossos canhões
Distintos como o gelo das profundezas da terra e o vapor quente das montanhas
Nos unidos podemos ultrapassar o limite de vossa sanidade
Arrancaremos a carne de teu corpo e a devolveremos ao grande fluxo que tudo percorre
Meu espírito ruge
Tenho a visão e o brilho
A sensação e o instinto
Rasgarei tua vontade
Quebrarei teu poder em mil pedaços
Esta luta não é só minha
Criação e filhos partilham dessa vontade
Somos além da explicação
Somos o mais complexo paradoxo
Meu passo é profundo
Sinta o medo ruir com força das explosões
Somos ousados e prudentes
Rebeldes e indolentes
Punhos, sangue e dentes
Somos todos filhos de uma entidade dormente
Irmãos da flâmula da aurora espectral
Corpo e espírito da Revolução Mágica
Brados e gritos somados
Ouvi meu irmão o chamado
E vislumbre-se diante da esperança devastadora
De todos nós, a verdadeira força
A Vanguarda Digressora.
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