Sou de um tempo em que eu reconhecia nas palavras os sentimentos das pessoas
Sou de um tempo já meio esquecido, por isso vivo assim, sempre meio à toa.
Sou de um tempo em que libido era o cumprimento da sexualidade
Sou de um tempo em que a televisão informava de verdade.
Sou de um tempo de outrora, que me faz ficar meio nostálgico.
Sou de um tempo em que nenhum teatro era mágico, mas que todos os circos eram belos.
Sou de um tempo com seu devido preconceito e aversão as formas.
Sou de um tempo com gosto de leite com groselha.
Sou de um tempo onde minha avó não era velha.
Sou de um tempo em que eu ainda era sozinho.
Sou de um tempo em que amor, amor era coisa de outro tempo.
Sou de um tempo em que crescer era palavra de ordem.
Sou de um tempo bom, e quem não achar, que discorde.
E por mais que o tempo passe, não consigo por tudo em ordem.
quarta-feira, 12 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Confacto - são três que ninguem vai ler...
the fury stomp
feel the heat feel the beat
the fury stomp
it's not you it's on me
the fury stomp
i'm an weird kind of grump
the fury stomp
and some crazy stamps
the fury stomp
make moves on the air
the fury stomp
give me creeps on the stairs
the fury stomp
makes us feel the rithym
the fury stomp
it can't stop beating
the fury stomp
grop grogromp
gromp grogroomp
groom grromp
like a groove storm
groom grooom-pe
like a old fyord
ho oh oh
makes me feel allright
oh oh oh
in these night's
when the time stop
quando o tempo para
e não me desampara
vê se não repara
na bagunça
e entra
Mas se eu pergunto
não fuja do assunto
não desvia o olhar e
não inventa
nem tenta tentar me enganar
nem precisa se engasgar ao falar
nem termina que eu já vou desligar
não gagueja que eu não vou perdoar
nem me ouça porque eu já não vou falar
é assim que a vida roda é assim que toca o barco é assim que hasteia bandeira do lado oposto ao mastro
tenhos muitas lembranças do meu tempo de infância mas eu nunca lembro das coisas que faço
a criatividade com ferocidade
ocupou a metade no meu cérebro
que estava reservada
para memória adequada
contas com raiz quadrada
e ao ébrio
Não implique com que eu falo
se eu soldado ralo
se faço e tenho, mostro
não me substime
não acha que eu não sei mais do que aparento
Não é só Levinsky, Nietszche, Almodovar ou julgamento
Não é só cult, pop, non-stop-trance de encantamento
é linguagem médica, cética, ranitidina e omeprazol
novalgina, homeopatia, fitóterápicos e tilenol
Nada cult é fantasma, novela, sertanejo,
carrapto, mato e carambola e sossego
não é hilary, sarcozy, nem obama
não é Reyes, Chaves talvez
o da rede mexicana
it ain't a mess if you know where are you entering
make funny noises with your mouth and try it
we can hablar español se te gusta
we can make um rolê na Augusta
a rua mais velha de rima batida
a cadência é tua a poesia é minha
caminho, pereio, perene, contínuo, contiguo, exato enxame
ensino
Está na minha hora de entrar pra faculdade sempre quis ver como era a cidade
grande do tamanho de uma biblioteca
cheia de livros da "fefeletich" ou da "ECA"
não me resumo que eu sou pressuposto
não me assumo como aposto e ponto
tenho raiva daquele que não enaltece
o pobre o nobre todos que merecem
sou fato descaso
impossivel de mesura
se você era o traço eu sou a rasura
se você era o risco eu sou a "basura"
se eu sou traça vou fazer uma fissura
no seu tecido
cerebral
penetrar nos neurônios movido a gás natural
sou impercepitível sou um lampejo
kriptonita cigana no seu vilarejo
burgues
de algum chatô da frança
dança quem sabe
canta quem manda
você falar ou ficar quieto
sou a onda de frio
na noite do deserto
é bom ficar de olhos bem abertos
sou as quinas no escuro que cobre
seus restos
mortais
ou vivos não importa nem tanto
o quanto
você disfarça o seu pranto
não te acalento ou de acalanto
sou o vento norte sempre avanço
meu objetivo é te fazer perceber
quem é enganado nesse jogo é você
está na hora de para julgar
se nunca sentiu na pele
jamais poderá fazer como
eu
que sou o paradoxo
a palavra entreposta
a veia entrecortada
a adaga nas costas
as palmas das mãos suadas
se nas minhas linhas eu misturo histórias
entendo que você é sábio nas escolhas
e filtra dos simbolos o que for importante
para sua viagem que seja relevante
que caiba num espaço na sua mochila
entre uma lobotomia natural e a morfina
quem me afina
se eu instrumento
de destruição eu sou filamento
na rede elétrica
eu vou fio adentro
até seu monitor
é um caminho denso
lotado de micro-partículas
espelhadas
e conceitos de física que não servem para nada
sempre achei graça nos nomes deles
m.r.u.v. vcs e ele?
cadê ele onde se esconde
híbrido de baphomet e lobisomem
se minha retórica é desvairada
é porque sou esvaido de lógica marcada
já dizia a música e o poeta
cada cabeça uma sentença
cada qual com sua diferença
Se você reclama que não sou refinado
é porque em estado bruto faço valer o recado
que uma hora começa e uma hora termina
como um dragão que sobrevoa a China
Beijing ostenta mais de mil ladrilhos
minha locomotiva subverteu os trilhos
o tornou estrelas descomunais
de proporções espaciais
e se agora entramos via láctea a dentro
não repara
na bagunça do momento
esse é meu jogo é o que eu sei fazer
ordenar as palavras e fazê-las crescer
em sonoridade e significado
é falar bem alto
para tornar um quadrado
oculto
tímido e obscuro
no mais brilhante dos sóis
do mundo
e se você não compreende
não se preocupe
o importante é que você escute
essa batida
que é ancestral
que anseia o bem
e elimina o mal
mas que déspota
que disritimia
esse mundo dual nunca foi
a minha
casa
na árvore
é muito bacana
formiga vermelha e saúva
inflama
quando pica
doi para caramba
se coçar
é que a criança reclama
quando inchou é que acham estranho
a criança cresceu e mudou o tamanho
me diz menina
e na sua infância
quem era a saúva e quem era criança?
Me disseram um dia
impreterivelmente
era uma noite que me lembro raramente
onde comtemplei os céus e acordei de dia
não ressucitei no terceiro filha
mas levantei já passava do meio dia
essa mistura
é o que reflete
esse som que se repete
que é impactante e que diverte
que faz a vida valer a pena
aquele seu momento na cena
dentro do palco
do seu espétaculo
abram a cortina
rufem os tambores
raios e trovões
nessa chuva de cores
sons, formas movimento
estático
eu também aguento
criar essa é a minha diversão
minha função de vida e minha danação
minha maldição resignada com uma observação
tenho
fome
doze e trinta
vou indo então
foi bom te ver
e blablablá
fala garoto
voltamos já...
.
..
...
..
.
A paciência
E o futuro
Em rumo
Expresso
Na xícara do café
Eu confesso
Também
sou réfem
do progresso
Certo?
Mas não cesso
Este processo
Minha rima dribla
Mais um verso
Em velocidade
Não programada
Silenciosamente
Avança pela retaguarda
Quem preveria
Esse recesso?
A profecia ou o inverso?
Nem Nostradamus
E nós estamos
Simples urbanos
Sem outros planos
Nesse mundo
Quase moribundo
Sem nenhum destaque
E não há quem ataque
A minha rima
Ponteiro de esgrima
Sobre sua pele
Um golpe desfere
Na sua íris
E não há quem retire
Nem se desespere
Ou se enterre
Se exonere
Se discuta
Se esconda
Filha da puta
Diante da onda
Que tudo consome
A esperança devastadora
De um único homem
A vanguarda digressora
Direto da fonte
Um estouro de manada
No horizonte
O levante da fumaça e na poeira
Some
A revolta condensada
Que você está defronte
Me olhe nos olhos
Se tiver peito
Nunca se humilhe com respeito
A meus inimigos
Mesmo ingratos
Não assino contratos
Não compactuo com ratos
Minha fúria em cada gota de sangue
fervendo
minhas palavras ritmadas traduzindo
eu não aguento
elas afloram e desenrolam
e desengolem
e criam e percorrem
finjem e fogem
desviam desatam redescobrem
reinventam
criação costante
a todo momento....
.
..
...
..
.
Alma mecânica
Acordecedo
Vátrabalhar
Tenhafome
Doiabarriga
Nãotemdinheiro
Afome fica
Vá trabalhar
Vá trabalhar
Trabalhe em doses grandes
Pro ombros cansarem e se perguntar
Porquediabos nomundo tenho que trabalhar
Dinheidinheirodinheiro
A maisvalia
As contas no fim do mês
Agualuzfaculdade – vazio
Na barriga
Estomago doi
É a fome ainda
Trabalha trabalha
Hora de sair
A chefe te chama
Vamos chefa você manda
O que me diz?
Vatrabalharvátrabalhar
Trabalha bastante
Se atrasa pra almoçar
Sai pra comer
Finalmente
Antes da fome tomar
Conta do seu corpo
Chega no restaurante
E percebe
Que todos já se serviram
Antes
Come o resto do alface
Aquele de borda preta
Que ninguem quis pegar
Come meu filho o alface
Porque é a única coisa que sobrou
Pra você matar
A fome
Porque demourou tante
Antes tinha tudo
Lasanhadepalmito
Cenourinha refogada
Agora tem restinho de maionese
E salsão
Puro
Os talos
Mastiga bem se não engasgo
Eu como como como
DEvoRO
Arroz, feijão, ovo, farofa e lingüiça
Preguiça
Doi o estomago
Comeu rápido demais
Doi doi doi
Não aguento mais
Me deixa ir embora
Me deixa ver o sol
Respirar algo que não seja
CO² ou ar condicionado
Me deixe andar, tomar chuva
Sou desgarrado
Porque eu não vou?
Largo e tudo e saio agora
Tenho coragem
Tenho vontade
Que me falta?
Dinheirodinheirodinheiro
Que hora amarga escolhi pra crescer
E pra pagar as contas e comprar as roupas
E ter que viver, e pagar a faculdade,
Água, luz, gás, o fretado, o busão o cinema
Meu ensino
Que recrimino
Na verdade bem na verdade
Não me ensinaram nada que eu não poderia aprender
Sozinho
Dormindo
Que sono
Sono
Se pudesse dormiria
Aqui
Cabeça no prato que não tiraram da mesa
Não ´posso dormir
Tenho que desembolsar esse assalto que me cobram
Sem sobremesa
Agora sim eu dormiriadormiria
Mas não posso dormir
Porque a barrigadóidóidói
Desabafa
Ligo pro meu amor
Que se acha?
Por favor? Me sequestra, vamos fugir?
Me animameanima
Não pode desistir
Não quero desistir
Não sou fraco
Sobre toma remédio remédio
Remédio frasco, tampa verde, tampa azul, tampa vermelha 2
Chefe, reunião,trabalha trabalha...
Saindo daqui vou dormir
Peeeé
Respostaerradaman!
Faculdade
O trabalho
Esqueci
Corre
Estressa
Liga
Descabela
Espera
Agonia
Faz faz
Na última hora
E entrega
.
Dói a cabeça
Em harmonia com a barriga
Doi o pé
Dói a mão
Dói os dedos
Ardem os olhos
Ai
Que sono
Trabalha
Vátrabalhar
Quesono
Dói
Remédio
Dói
Sono
Dói
Trabalho
Trabalho trabalho
Agora sim eu quero ir embora
Não aguento
Chamem outro
Me peçam pra carregar caixas
Pra escrever um jornal
Me peçam para trocar a lampada
Pra fazer um texto legal
Mas isso
Isso me mata
Isso sufoca meu espírito
Isso me enforca
Me espaspera
Eu insisto
Aan
Vai vai.,sai
Sai!
Saisaisai!
Tolivre
Por10min
Viaja
Chacolha
Quem mandou ser grande
E o onibus apertado
Não mexe as pernas
Bate, balança
Chega 1hhoraemeiadepois
Com os dois joelhos inchados
Que fome
Que fome
Padaria
Pega um pão
2 pães
Frances
Baratinho
Come seco
Puro
Hmm quegostinho
Bom
De pão
Sobe correndo pra aula
Conversa
Pensa
Programa
Aprende
Bem pouco
Mas fica
Até o final
Ai sai!
Sai correndo
Pra não perder o busão
Na chuva
De noite
Cansaçado
Com fome
E o velho dói dói dói
Que a essa alturaneincomodamais
Sai sai
Entra sobe
Lotado
Eradeesperar
Mas não de esperar sentado
Chega em casa
Fome
Jantar
Já passa da meia noite
A janta é o café de quem levanta antes
Quase uma da manhã e você comendo
Arroz, feijão, cenoura e bife?
Não é pesado?
Não pro meu vazio, acredite...
Comecomecome
Dá um beijo de boa noite na testa do irmão
Dormindo
No quartinho escuro
Desliga a TV
Tira o carrinho da hot wheels
Do caminh
Para ninguem pisar
Amanhã
Deixa recado pra mãe
Toma banho
Que alivio
Queria viver num banho quente eterno
Sepudesselavarasgravatasascamisassociaispalitos
Inferno
Outro trabalho da faculdade
Liga pra amada liga
Conversa
Conversa gostosa
Casa comigo?
Casa agora?
Não podemos
Eu sei
Dinheirodinheirodinheiro
Eu mato esse dinheiro
Tudo tudo ele complica
Não consigo me sustentar quanto mais
Casar
Quanto mais que sono
Não esquece trabalho da faculdade
Umaepoucasdamnhãevocênocomputador
É, só eu, aqui, cuspindo palavras
Vai vai vai
Chega
Ufa que alivío acabou
Cama
Nossa que sensação boa, quanto?
Duasdamanhã
Trêshoras de sono
Que bom que bom que bom
Vou dormirvou dormir
Péepéepée
Celular
Alarme
Já passou?
Acordar?
Nem vi?
Tão cansado.. tão cansado
Que hora são?
Atrasado?
Corre corre para pegar o fretado
Vá trabalharvátrabalharvátrabalhar
Não estou reclamando
Só estou cuspindo as palavras
Que teimam em me engasgar
feel the heat feel the beat
the fury stomp
it's not you it's on me
the fury stomp
i'm an weird kind of grump
the fury stomp
and some crazy stamps
the fury stomp
make moves on the air
the fury stomp
give me creeps on the stairs
the fury stomp
makes us feel the rithym
the fury stomp
it can't stop beating
the fury stomp
grop grogromp
gromp grogroomp
groom grromp
like a groove storm
groom grooom-pe
like a old fyord
ho oh oh
makes me feel allright
oh oh oh
in these night's
when the time stop
quando o tempo para
e não me desampara
vê se não repara
na bagunça
e entra
Mas se eu pergunto
não fuja do assunto
não desvia o olhar e
não inventa
nem tenta tentar me enganar
nem precisa se engasgar ao falar
nem termina que eu já vou desligar
não gagueja que eu não vou perdoar
nem me ouça porque eu já não vou falar
é assim que a vida roda é assim que toca o barco é assim que hasteia bandeira do lado oposto ao mastro
tenhos muitas lembranças do meu tempo de infância mas eu nunca lembro das coisas que faço
a criatividade com ferocidade
ocupou a metade no meu cérebro
que estava reservada
para memória adequada
contas com raiz quadrada
e ao ébrio
Não implique com que eu falo
se eu soldado ralo
se faço e tenho, mostro
não me substime
não acha que eu não sei mais do que aparento
Não é só Levinsky, Nietszche, Almodovar ou julgamento
Não é só cult, pop, non-stop-trance de encantamento
é linguagem médica, cética, ranitidina e omeprazol
novalgina, homeopatia, fitóterápicos e tilenol
Nada cult é fantasma, novela, sertanejo,
carrapto, mato e carambola e sossego
não é hilary, sarcozy, nem obama
não é Reyes, Chaves talvez
o da rede mexicana
it ain't a mess if you know where are you entering
make funny noises with your mouth and try it
we can hablar español se te gusta
we can make um rolê na Augusta
a rua mais velha de rima batida
a cadência é tua a poesia é minha
caminho, pereio, perene, contínuo, contiguo, exato enxame
ensino
Está na minha hora de entrar pra faculdade sempre quis ver como era a cidade
grande do tamanho de uma biblioteca
cheia de livros da "fefeletich" ou da "ECA"
não me resumo que eu sou pressuposto
não me assumo como aposto e ponto
tenho raiva daquele que não enaltece
o pobre o nobre todos que merecem
sou fato descaso
impossivel de mesura
se você era o traço eu sou a rasura
se você era o risco eu sou a "basura"
se eu sou traça vou fazer uma fissura
no seu tecido
cerebral
penetrar nos neurônios movido a gás natural
sou impercepitível sou um lampejo
kriptonita cigana no seu vilarejo
burgues
de algum chatô da frança
dança quem sabe
canta quem manda
você falar ou ficar quieto
sou a onda de frio
na noite do deserto
é bom ficar de olhos bem abertos
sou as quinas no escuro que cobre
seus restos
mortais
ou vivos não importa nem tanto
o quanto
você disfarça o seu pranto
não te acalento ou de acalanto
sou o vento norte sempre avanço
meu objetivo é te fazer perceber
quem é enganado nesse jogo é você
está na hora de para julgar
se nunca sentiu na pele
jamais poderá fazer como
eu
que sou o paradoxo
a palavra entreposta
a veia entrecortada
a adaga nas costas
as palmas das mãos suadas
se nas minhas linhas eu misturo histórias
entendo que você é sábio nas escolhas
e filtra dos simbolos o que for importante
para sua viagem que seja relevante
que caiba num espaço na sua mochila
entre uma lobotomia natural e a morfina
quem me afina
se eu instrumento
de destruição eu sou filamento
na rede elétrica
eu vou fio adentro
até seu monitor
é um caminho denso
lotado de micro-partículas
espelhadas
e conceitos de física que não servem para nada
sempre achei graça nos nomes deles
m.r.u.v. vcs e ele?
cadê ele onde se esconde
híbrido de baphomet e lobisomem
se minha retórica é desvairada
é porque sou esvaido de lógica marcada
já dizia a música e o poeta
cada cabeça uma sentença
cada qual com sua diferença
Se você reclama que não sou refinado
é porque em estado bruto faço valer o recado
que uma hora começa e uma hora termina
como um dragão que sobrevoa a China
Beijing ostenta mais de mil ladrilhos
minha locomotiva subverteu os trilhos
o tornou estrelas descomunais
de proporções espaciais
e se agora entramos via láctea a dentro
não repara
na bagunça do momento
esse é meu jogo é o que eu sei fazer
ordenar as palavras e fazê-las crescer
em sonoridade e significado
é falar bem alto
para tornar um quadrado
oculto
tímido e obscuro
no mais brilhante dos sóis
do mundo
e se você não compreende
não se preocupe
o importante é que você escute
essa batida
que é ancestral
que anseia o bem
e elimina o mal
mas que déspota
que disritimia
esse mundo dual nunca foi
a minha
casa
na árvore
é muito bacana
formiga vermelha e saúva
inflama
quando pica
doi para caramba
se coçar
é que a criança reclama
quando inchou é que acham estranho
a criança cresceu e mudou o tamanho
me diz menina
e na sua infância
quem era a saúva e quem era criança?
Me disseram um dia
impreterivelmente
era uma noite que me lembro raramente
onde comtemplei os céus e acordei de dia
não ressucitei no terceiro filha
mas levantei já passava do meio dia
essa mistura
é o que reflete
esse som que se repete
que é impactante e que diverte
que faz a vida valer a pena
aquele seu momento na cena
dentro do palco
do seu espétaculo
abram a cortina
rufem os tambores
raios e trovões
nessa chuva de cores
sons, formas movimento
estático
eu também aguento
criar essa é a minha diversão
minha função de vida e minha danação
minha maldição resignada com uma observação
tenho
fome
doze e trinta
vou indo então
foi bom te ver
e blablablá
fala garoto
voltamos já...
.
..
...
..
.
A paciência
E o futuro
Em rumo
Expresso
Na xícara do café
Eu confesso
Também
sou réfem
do progresso
Certo?
Mas não cesso
Este processo
Minha rima dribla
Mais um verso
Em velocidade
Não programada
Silenciosamente
Avança pela retaguarda
Quem preveria
Esse recesso?
A profecia ou o inverso?
Nem Nostradamus
E nós estamos
Simples urbanos
Sem outros planos
Nesse mundo
Quase moribundo
Sem nenhum destaque
E não há quem ataque
A minha rima
Ponteiro de esgrima
Sobre sua pele
Um golpe desfere
Na sua íris
E não há quem retire
Nem se desespere
Ou se enterre
Se exonere
Se discuta
Se esconda
Filha da puta
Diante da onda
Que tudo consome
A esperança devastadora
De um único homem
A vanguarda digressora
Direto da fonte
Um estouro de manada
No horizonte
O levante da fumaça e na poeira
Some
A revolta condensada
Que você está defronte
Me olhe nos olhos
Se tiver peito
Nunca se humilhe com respeito
A meus inimigos
Mesmo ingratos
Não assino contratos
Não compactuo com ratos
Minha fúria em cada gota de sangue
fervendo
minhas palavras ritmadas traduzindo
eu não aguento
elas afloram e desenrolam
e desengolem
e criam e percorrem
finjem e fogem
desviam desatam redescobrem
reinventam
criação costante
a todo momento....
.
..
...
..
.
Alma mecânica
Acordecedo
Vátrabalhar
Tenhafome
Doiabarriga
Nãotemdinheiro
Afome fica
Vá trabalhar
Vá trabalhar
Trabalhe em doses grandes
Pro ombros cansarem e se perguntar
Porquediabos nomundo tenho que trabalhar
Dinheidinheirodinheiro
A maisvalia
As contas no fim do mês
Agualuzfaculdade – vazio
Na barriga
Estomago doi
É a fome ainda
Trabalha trabalha
Hora de sair
A chefe te chama
Vamos chefa você manda
O que me diz?
Vatrabalharvátrabalhar
Trabalha bastante
Se atrasa pra almoçar
Sai pra comer
Finalmente
Antes da fome tomar
Conta do seu corpo
Chega no restaurante
E percebe
Que todos já se serviram
Antes
Come o resto do alface
Aquele de borda preta
Que ninguem quis pegar
Come meu filho o alface
Porque é a única coisa que sobrou
Pra você matar
A fome
Porque demourou tante
Antes tinha tudo
Lasanhadepalmito
Cenourinha refogada
Agora tem restinho de maionese
E salsão
Puro
Os talos
Mastiga bem se não engasgo
Eu como como como
DEvoRO
Arroz, feijão, ovo, farofa e lingüiça
Preguiça
Doi o estomago
Comeu rápido demais
Doi doi doi
Não aguento mais
Me deixa ir embora
Me deixa ver o sol
Respirar algo que não seja
CO² ou ar condicionado
Me deixe andar, tomar chuva
Sou desgarrado
Porque eu não vou?
Largo e tudo e saio agora
Tenho coragem
Tenho vontade
Que me falta?
Dinheirodinheirodinheiro
Que hora amarga escolhi pra crescer
E pra pagar as contas e comprar as roupas
E ter que viver, e pagar a faculdade,
Água, luz, gás, o fretado, o busão o cinema
Meu ensino
Que recrimino
Na verdade bem na verdade
Não me ensinaram nada que eu não poderia aprender
Sozinho
Dormindo
Que sono
Sono
Se pudesse dormiria
Aqui
Cabeça no prato que não tiraram da mesa
Não ´posso dormir
Tenho que desembolsar esse assalto que me cobram
Sem sobremesa
Agora sim eu dormiriadormiria
Mas não posso dormir
Porque a barrigadóidóidói
Desabafa
Ligo pro meu amor
Que se acha?
Por favor? Me sequestra, vamos fugir?
Me animameanima
Não pode desistir
Não quero desistir
Não sou fraco
Sobre toma remédio remédio
Remédio frasco, tampa verde, tampa azul, tampa vermelha 2
Chefe, reunião,trabalha trabalha...
Saindo daqui vou dormir
Peeeé
Respostaerradaman!
Faculdade
O trabalho
Esqueci
Corre
Estressa
Liga
Descabela
Espera
Agonia
Faz faz
Na última hora
E entrega
.
Dói a cabeça
Em harmonia com a barriga
Doi o pé
Dói a mão
Dói os dedos
Ardem os olhos
Ai
Que sono
Trabalha
Vátrabalhar
Quesono
Dói
Remédio
Dói
Sono
Dói
Trabalho
Trabalho trabalho
Agora sim eu quero ir embora
Não aguento
Chamem outro
Me peçam pra carregar caixas
Pra escrever um jornal
Me peçam para trocar a lampada
Pra fazer um texto legal
Mas isso
Isso me mata
Isso sufoca meu espírito
Isso me enforca
Me espaspera
Eu insisto
Aan
Vai vai.,sai
Sai!
Saisaisai!
Tolivre
Por10min
Viaja
Chacolha
Quem mandou ser grande
E o onibus apertado
Não mexe as pernas
Bate, balança
Chega 1hhoraemeiadepois
Com os dois joelhos inchados
Que fome
Que fome
Padaria
Pega um pão
2 pães
Frances
Baratinho
Come seco
Puro
Hmm quegostinho
Bom
De pão
Sobe correndo pra aula
Conversa
Pensa
Programa
Aprende
Bem pouco
Mas fica
Até o final
Ai sai!
Sai correndo
Pra não perder o busão
Na chuva
De noite
Cansaçado
Com fome
E o velho dói dói dói
Que a essa alturaneincomodamais
Sai sai
Entra sobe
Lotado
Eradeesperar
Mas não de esperar sentado
Chega em casa
Fome
Jantar
Já passa da meia noite
A janta é o café de quem levanta antes
Quase uma da manhã e você comendo
Arroz, feijão, cenoura e bife?
Não é pesado?
Não pro meu vazio, acredite...
Comecomecome
Dá um beijo de boa noite na testa do irmão
Dormindo
No quartinho escuro
Desliga a TV
Tira o carrinho da hot wheels
Do caminh
Para ninguem pisar
Amanhã
Deixa recado pra mãe
Toma banho
Que alivio
Queria viver num banho quente eterno
Sepudesselavarasgravatasascamisassociaispalitos
Inferno
Outro trabalho da faculdade
Liga pra amada liga
Conversa
Conversa gostosa
Casa comigo?
Casa agora?
Não podemos
Eu sei
Dinheirodinheirodinheiro
Eu mato esse dinheiro
Tudo tudo ele complica
Não consigo me sustentar quanto mais
Casar
Quanto mais que sono
Não esquece trabalho da faculdade
Umaepoucasdamnhãevocênocomputador
É, só eu, aqui, cuspindo palavras
Vai vai vai
Chega
Ufa que alivío acabou
Cama
Nossa que sensação boa, quanto?
Duasdamanhã
Trêshoras de sono
Que bom que bom que bom
Vou dormirvou dormir
Péepéepée
Celular
Alarme
Já passou?
Acordar?
Nem vi?
Tão cansado.. tão cansado
Que hora são?
Atrasado?
Corre corre para pegar o fretado
Vá trabalharvátrabalharvátrabalhar
Não estou reclamando
Só estou cuspindo as palavras
Que teimam em me engasgar
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
I'm my own Kingdom... King and Doom! Meu reino por uma rúpia
Mira
Me mira
Me revista
Me revira
Absolve meus pesadelos
Minha sina me resigna
Sou o sigilo desonesto
Debaixo da sua retina
A versão do homem suburbano
Subvertendo as versões debaixo dos panos
Avesso as atrocidades do caos mundano
Submerso nas imagens
Da inércia das vontades que me garantem
A fúria, a rebeldia, e o rompante
Que enchem meu peito de
Ar e monóxido de carbono
No asfalto esburacado e canônico
Quase como o ozônio crônico
Perfurando as camadas finas
Sou a opressão de quem respira e reprima
Das letras de quem imprime
A expressão que me anima
Em sua redenção latina e sulista
De uma américa oitentista
Cheias de indies na paulista
E das putas de Calcutá.
E mi hermanos
Como és bueno estar de vuelta
Fui a Cuba por uma vela de sete
Dias sobre a porta
Onde o se tem pro - messa (ias)
Setembro ness (a) h-ora
Parece tão longe mas há de vir
Agora
Laranja e preceder o outubro
Não mais roxo da revolução
No sentido mais antigo
E utópico da evolução
Das rimas que criam
Como os lobos que uivam fundo
Nos preâmbulos dos livros
Que um dia haverão
De forrar o fundo do meu caix-ão
Erra quem acha que meu desleixo
É um acaso
Como os seixos que cobrem os lagos
Mais brilhantes de Reikjavyk
Há quem duvide
Mas você acredite
Que minha dodecania sinfônica
É uninanimaeunanicamente atônita
Quase sem voz diante do brutal
Que eu algoz
Da voz
Farei
Porque os sons que eu suprimo
Se repetem sob os trilhos
E as teias que eu enlaço
São trabalhos dos pés descalços honrados
De todo honesto agricultor
E não me venha com a sua dor,
Sua lamúria
Você não é nada diante da fúria
Que consumirá seu coração
Você não é nada diante do mundo
Você é areia
Nós o vulcão, você não é nada
Nada nesse mundo meu pobre irmão
Você é fruto do descaso
Ocasionado pelo sistema
Enaltecido pela televisão
Você é a vida consumida em
Outras porque seu espírito
Grita mas você não
Ouve
Reage
Retome
Escale
Equacione
Eu sou um poema de muitas linhas
E nunca foi um problema grande escrever
Conceber
Descender
Como descendo
E ascenderemos
irmão
Do nosso humilde nada
Para o panteão
Contemplaremos os Montes Urais
Respiraremos a paz que será exalada
Do carvão queimado
Do sangue derramado
E da vontade dos que não desejam mais nada
Em vão
Antes mesmo de nós
Já tentaram
E morreram
E se arrependeram
E lamentaram sua escolha
No momento final
Para cada covarde morto
Eu cavei um poço para enterrar a tristeza
Para cada estupro violento
Eu criei um besouro comedor de carne
Para consumi-lo por dentro
Para cada desgraça sob os olhos de Rá
Eu visto uma capa para quando o sangue espirrar
E não se assuste diante da minha vassal crueldade
Não é nada diferente do que você vive na sua cidade
Do que você sente quando deita para dormir
E não tenta omitir porque eu sei que sente
Não tente se esconder
Pois você vive
Dormente
Acordado querendo fugir
Querendo paz procurando sair o local
Onde pudesse contemplar o
O Sol
Sol
Ol
O
Ohm
Ohn
Oh
Ostrich
È bom estar de volta
Numa epifania bem humorada
Meu irmão estragou minha entrada
Mas eu não importo com nada
Eu sou a gargalhada condensada
Numa latinha de leite moça
- Hey, moça!
- Nossa! Você por aqui
- Eu já te vi, ali, de onde vim...
Eu sou quase um Noé
Um Enoque e não me provoque
Porque eu sei cantar Raul
Talvez não seja nenhum mal
Mas algum karma
Você
Calma...
Assim
Devagar
Se você sente o ritmo
Então eu acredito
...
Se dança comigo
Então eu me sinto
Vivo
Eu consigo
Pisei no seu pé
Sorry
Mas não demore
Eu gosto de Dominguinhos
Desse shot mansinho
Que vem rodear...
È minha eterna busca para o infinito
Lendo teen titans e Foucault
Ao som do motorhead
Sou born to kill
Se rola um offspring
Me tragam o Vinil
Com a Maria Rita e a Roberta de Sá
Calma!
Se o Brasil é nosso
Não é educado atravessar o samba
A quem bole, mas quem é bamba
Sabe o que rola, sabe quem manda
Sabe da saudade que eu sinto dela
A que bom seria e os beijinhos e os carinhos
E dela bossa que me arrepia
Do violão no cantinho que é pra vir devagarzinho
Nublando a sua visão
Calma
Me segure e repita:
-
A calopsita não é reptante!
Nesse instante eu repudio os répteis
De mentes férteis e os quelontes
De dura fronte e quem demonstre
Que não é amigo do Onça
Mamífero
Umas pitas e uma fita
Caleidoscopeante
Sou a jibóia no circundante
Devorando suas idéias num abraço delirante
Segura a Tatu-bolA é sua
Já guaranti ricA que a sua risCa
valoU uni córneA transplante
Aracnizou o meu instinto
Belo de Libelular
Vamos o neogilizar?
Vamos pintar um grafite
Fazer um filme
Escutar um CD
Deixa de mp que?
Lá no pantanal é só viola
Na Mato Grosso atola
No Oklahoma não pega
A minha geografia mental
Nega
E aceita
O consumismo
A pirataria
De corsários que residem no vigário
Mas jamais de vigários que nos acham
Mais o – claro que essa rima é batida
Mas os padres que batem nas crianças
E abusam nas bebidas também
Todo mundo tá cansado de saber
Então deixa de reclamar da minha vida
E vai reclamar você!
Vai corre pro Procom
Pra você nada tá bom!
Mas se ta bom demais é
Conformismo
Eu não convivo
Eu sou o domador de um circo sem animais
Mas eu sempre tenho mais
De onde essa saiu
E se você chegou até essa estrofe
Garanto-lhe que estou em choque
Pois você se mostrou interessado
Mais que a hipotenusa ao quadrado
Aos quadrados
Posso ser útil
Num ângulo circunflexo agudo
Eu sou o til na matemática lógica
Eu também adoro aquela pipoca do Cinemark
Que é um roubo
Um assalto
Um tiro no peito
Mais respeito!
Quanto você acha que eu ganho?
Se você sabe, não acha no mínimo
Estranho assim
Querer me extorquir
Nem me venha
Desço lenha!
Fez pouco caso!?
Desço o braço!
Nado raso
Duzentosmetros
Não sou bom eu confesso
Mas eu insisto em tentar
Eu sou o complexo da sílaba
Na medida certa para te desorientar
Minha parabólica estava fincada na lama
Mas a última enchente fez o favor de carregar
Só ficou um último poema enquadrado
Que consegui salvar
E divido contigo esse último regalo
Num convescote mesclado
De letra imagem e olhar
SERIA
EU
RINDO
INDO
ADORMECER
SONHANDO
...
concretismo é pra quem gosta de coisas estáticas
minhas palavras são arenosas
suaves de deitar e ficar pensando sobre
Me mira
Me revista
Me revira
Absolve meus pesadelos
Minha sina me resigna
Sou o sigilo desonesto
Debaixo da sua retina
A versão do homem suburbano
Subvertendo as versões debaixo dos panos
Avesso as atrocidades do caos mundano
Submerso nas imagens
Da inércia das vontades que me garantem
A fúria, a rebeldia, e o rompante
Que enchem meu peito de
Ar e monóxido de carbono
No asfalto esburacado e canônico
Quase como o ozônio crônico
Perfurando as camadas finas
Sou a opressão de quem respira e reprima
Das letras de quem imprime
A expressão que me anima
Em sua redenção latina e sulista
De uma américa oitentista
Cheias de indies na paulista
E das putas de Calcutá.
E mi hermanos
Como és bueno estar de vuelta
Fui a Cuba por uma vela de sete
Dias sobre a porta
Onde o se tem pro - messa (ias)
Setembro ness (a) h-ora
Parece tão longe mas há de vir
Agora
Laranja e preceder o outubro
Não mais roxo da revolução
No sentido mais antigo
E utópico da evolução
Das rimas que criam
Como os lobos que uivam fundo
Nos preâmbulos dos livros
Que um dia haverão
De forrar o fundo do meu caix-ão
Erra quem acha que meu desleixo
É um acaso
Como os seixos que cobrem os lagos
Mais brilhantes de Reikjavyk
Há quem duvide
Mas você acredite
Que minha dodecania sinfônica
É uninanimaeunanicamente atônita
Quase sem voz diante do brutal
Que eu algoz
Da voz
Farei
Porque os sons que eu suprimo
Se repetem sob os trilhos
E as teias que eu enlaço
São trabalhos dos pés descalços honrados
De todo honesto agricultor
E não me venha com a sua dor,
Sua lamúria
Você não é nada diante da fúria
Que consumirá seu coração
Você não é nada diante do mundo
Você é areia
Nós o vulcão, você não é nada
Nada nesse mundo meu pobre irmão
Você é fruto do descaso
Ocasionado pelo sistema
Enaltecido pela televisão
Você é a vida consumida em
Outras porque seu espírito
Grita mas você não
Ouve
Reage
Retome
Escale
Equacione
Eu sou um poema de muitas linhas
E nunca foi um problema grande escrever
Conceber
Descender
Como descendo
E ascenderemos
irmão
Do nosso humilde nada
Para o panteão
Contemplaremos os Montes Urais
Respiraremos a paz que será exalada
Do carvão queimado
Do sangue derramado
E da vontade dos que não desejam mais nada
Em vão
Antes mesmo de nós
Já tentaram
E morreram
E se arrependeram
E lamentaram sua escolha
No momento final
Para cada covarde morto
Eu cavei um poço para enterrar a tristeza
Para cada estupro violento
Eu criei um besouro comedor de carne
Para consumi-lo por dentro
Para cada desgraça sob os olhos de Rá
Eu visto uma capa para quando o sangue espirrar
E não se assuste diante da minha vassal crueldade
Não é nada diferente do que você vive na sua cidade
Do que você sente quando deita para dormir
E não tenta omitir porque eu sei que sente
Não tente se esconder
Pois você vive
Dormente
Acordado querendo fugir
Querendo paz procurando sair o local
Onde pudesse contemplar o
O Sol
Sol
Ol
O
Ohm
Ohn
Oh
Ostrich
È bom estar de volta
Numa epifania bem humorada
Meu irmão estragou minha entrada
Mas eu não importo com nada
Eu sou a gargalhada condensada
Numa latinha de leite moça
- Hey, moça!
- Nossa! Você por aqui
- Eu já te vi, ali, de onde vim...
Eu sou quase um Noé
Um Enoque e não me provoque
Porque eu sei cantar Raul
Talvez não seja nenhum mal
Mas algum karma
Você
Calma...
Assim
Devagar
Se você sente o ritmo
Então eu acredito
...
Se dança comigo
Então eu me sinto
Vivo
Eu consigo
Pisei no seu pé
Sorry
Mas não demore
Eu gosto de Dominguinhos
Desse shot mansinho
Que vem rodear...
È minha eterna busca para o infinito
Lendo teen titans e Foucault
Ao som do motorhead
Sou born to kill
Se rola um offspring
Me tragam o Vinil
Com a Maria Rita e a Roberta de Sá
Calma!
Se o Brasil é nosso
Não é educado atravessar o samba
A quem bole, mas quem é bamba
Sabe o que rola, sabe quem manda
Sabe da saudade que eu sinto dela
A que bom seria e os beijinhos e os carinhos
E dela bossa que me arrepia
Do violão no cantinho que é pra vir devagarzinho
Nublando a sua visão
Calma
Me segure e repita:
-
A calopsita não é reptante!
Nesse instante eu repudio os répteis
De mentes férteis e os quelontes
De dura fronte e quem demonstre
Que não é amigo do Onça
Mamífero
Umas pitas e uma fita
Caleidoscopeante
Sou a jibóia no circundante
Devorando suas idéias num abraço delirante
Segura a Tatu-bolA é sua
Já guaranti ricA que a sua risCa
valoU uni córneA transplante
Aracnizou o meu instinto
Belo de Libelular
Vamos o neogilizar?
Vamos pintar um grafite
Fazer um filme
Escutar um CD
Deixa de mp que?
Lá no pantanal é só viola
Na Mato Grosso atola
No Oklahoma não pega
A minha geografia mental
Nega
E aceita
O consumismo
A pirataria
De corsários que residem no vigário
Mas jamais de vigários que nos acham
Mais o – claro que essa rima é batida
Mas os padres que batem nas crianças
E abusam nas bebidas também
Todo mundo tá cansado de saber
Então deixa de reclamar da minha vida
E vai reclamar você!
Vai corre pro Procom
Pra você nada tá bom!
Mas se ta bom demais é
Conformismo
Eu não convivo
Eu sou o domador de um circo sem animais
Mas eu sempre tenho mais
De onde essa saiu
E se você chegou até essa estrofe
Garanto-lhe que estou em choque
Pois você se mostrou interessado
Mais que a hipotenusa ao quadrado
Aos quadrados
Posso ser útil
Num ângulo circunflexo agudo
Eu sou o til na matemática lógica
Eu também adoro aquela pipoca do Cinemark
Que é um roubo
Um assalto
Um tiro no peito
Mais respeito!
Quanto você acha que eu ganho?
Se você sabe, não acha no mínimo
Estranho assim
Querer me extorquir
Nem me venha
Desço lenha!
Fez pouco caso!?
Desço o braço!
Nado raso
Duzentosmetros
Não sou bom eu confesso
Mas eu insisto em tentar
Eu sou o complexo da sílaba
Na medida certa para te desorientar
Minha parabólica estava fincada na lama
Mas a última enchente fez o favor de carregar
Só ficou um último poema enquadrado
Que consegui salvar
E divido contigo esse último regalo
Num convescote mesclado
De letra imagem e olhar
SERIA
EU
RINDO
INDO
ADORMECER
SONHANDO
...
concretismo é pra quem gosta de coisas estáticas
minhas palavras são arenosas
suaves de deitar e ficar pensando sobre
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
La rompante
Longa vida comandante
Buena sorte
A la malavida
Tienes tempos tuya estrada
Longevidad enaltecida
Longa vida comandante
Patria nuestra as esculpido
La formosa niña blanca
La verdad ja a vencido
Y si yo tengo una plata
Una fuente de los pedidos
A ti desejo una bela muerte
En su tempo e su destino
Cambiando de las regras tolas
Mi capitán adormecido
Cuerpo fraco la cara dura
El pelo blanco entorpecido
Verdes fardas verdes almas
Sierra Madre de los santos Dios
Escuchai com atencion
Mira el pueblo todo unido
Son tu hijos comandante
Espirito siempre fortalecido
Si necessito
No hesitarei
A las armas mi amigos!
Buena sorte
A la malavida
Tienes tempos tuya estrada
Longevidad enaltecida
Longa vida comandante
Patria nuestra as esculpido
La formosa niña blanca
La verdad ja a vencido
Y si yo tengo una plata
Una fuente de los pedidos
A ti desejo una bela muerte
En su tempo e su destino
Cambiando de las regras tolas
Mi capitán adormecido
Cuerpo fraco la cara dura
El pelo blanco entorpecido
Verdes fardas verdes almas
Sierra Madre de los santos Dios
Escuchai com atencion
Mira el pueblo todo unido
Son tu hijos comandante
Espirito siempre fortalecido
Si necessito
No hesitarei
A las armas mi amigos!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
De quem você fala quando não consegue impedir seus olhos de pararem de sorrir
Sou humilde de ambições. E nesse momento sou um personagem. Como outros mil, mas nenhum é igual a mim. Ninguem é igual a mim. As pessoas ignoram minha capacidade de escrever e de falar de coisas simples. Mas eu gosto de coisas simples. As coisas simples são as mais belas. Eu gosto muito. Mas, mesmo que eu fale de coisas simples, as pessoas insistirão em complicar. As pessoas insistem e complicam, e isso não é bom. Isso é ruim, ruim como alguns pensamentos que passam na minha cabeça algumas vezes. Vuupt... já se foi.
Agora não há mais nenhum pensamento ruim, somente as coisas simples. Sabe, não sei se já te disse, mas poderia escrever assim por horas, dias... Criar jeitos, estilos, músicas... consigo criar uma porção de coisas.
Só não sei fazer barquinhos de papel. Me enrolo com as dobraduras. Mas faço aviões. Já é um avanço, deve ter alguma vantagem nisso não é?
A gente sempre quer tirar vantagem das coisas, todas as horas, somos egoístas e estúpidos. Somos o Gollum e tudo aquilo que nos interessa é o Um anel. Somos mesquinhos, o ser humano é um baita bicho mesquinho. Droga... já estão começando minhas críticas, se não parar e pensar agora, de nada adiantará. Logo minha revolta e indignação tomarão o meu corpo, renderão meu cérebro com as mãos para cima e eles têm lenços enrolados no pescoço. Pelo menos é assim que eu imagino. Depois, a revolução e a rima tomarão conta do meu ser e será difícil me desvencilhar.
Poucas pessoas me ligaram no meu aniversário. Menos ainda no Natal, mas isso não quer dizer nada. Só fico um pouco triste. Eu fico triste às vezes, triste porque sou mesquinho, queria tudo para mim. Felicidades, ligações e tudo mais. Pena que não tenho. Só tenho pena do meu egoísmo.
Meu jeito de aprender é escrevendo, meu jeito de conhecer é escrevendo. Redigir e raciocinar são sinonimos no meu Aurélio. E Aurélio para mim é lutador de Judô. É assim que eu penso. Não aprendi a ter vergonha do meu mundo.
Não aprendi muita coisa ainda. Mas tenho redigido bastante...
Pare e pensa!
Imagina quantas pessoas passam por você na rua, no metrô, no trem. Você nunca se pegou perguntando o que elas fazem, o que pensam, porque agem assim ou assado? Sem julgamento, por pura curiosidade, você já parou pra pensar quantas pessoas são importantes na vida daquela pessoa ali, sentada no banco do busão? As pessoas se perguntam pouco. Ou talvez seja eu que me pergunte demais...
Em todos os casos, nada ainda foi resolvido.
Redenção e redação também têm o mesmo sentido.
Se sou ou não ouvido.
Se você vem aqui comigo.
Não guardo mais sigilo
Não guardo mais cilada.
Minha experiência não é nada.
Além de palavras desordenadas em telas brancas recém-tocadas
Pelo pisque-clique de um cursor
Eu sou o condutor da minha vida
Mas na minha linha
Eu sou o som.
Que você pronuncia em sua mente.
Secretamente, quando lê o visor
Eu sou uma coisa abstrata
Mas aceito cartas, carinho e calor
Mas na verdade, acredite
Sou só um homem simples
que já conheceu a dor
Agora não há mais nenhum pensamento ruim, somente as coisas simples. Sabe, não sei se já te disse, mas poderia escrever assim por horas, dias... Criar jeitos, estilos, músicas... consigo criar uma porção de coisas.
Só não sei fazer barquinhos de papel. Me enrolo com as dobraduras. Mas faço aviões. Já é um avanço, deve ter alguma vantagem nisso não é?
A gente sempre quer tirar vantagem das coisas, todas as horas, somos egoístas e estúpidos. Somos o Gollum e tudo aquilo que nos interessa é o Um anel. Somos mesquinhos, o ser humano é um baita bicho mesquinho. Droga... já estão começando minhas críticas, se não parar e pensar agora, de nada adiantará. Logo minha revolta e indignação tomarão o meu corpo, renderão meu cérebro com as mãos para cima e eles têm lenços enrolados no pescoço. Pelo menos é assim que eu imagino. Depois, a revolução e a rima tomarão conta do meu ser e será difícil me desvencilhar.
Poucas pessoas me ligaram no meu aniversário. Menos ainda no Natal, mas isso não quer dizer nada. Só fico um pouco triste. Eu fico triste às vezes, triste porque sou mesquinho, queria tudo para mim. Felicidades, ligações e tudo mais. Pena que não tenho. Só tenho pena do meu egoísmo.
Meu jeito de aprender é escrevendo, meu jeito de conhecer é escrevendo. Redigir e raciocinar são sinonimos no meu Aurélio. E Aurélio para mim é lutador de Judô. É assim que eu penso. Não aprendi a ter vergonha do meu mundo.
Não aprendi muita coisa ainda. Mas tenho redigido bastante...
Pare e pensa!
Imagina quantas pessoas passam por você na rua, no metrô, no trem. Você nunca se pegou perguntando o que elas fazem, o que pensam, porque agem assim ou assado? Sem julgamento, por pura curiosidade, você já parou pra pensar quantas pessoas são importantes na vida daquela pessoa ali, sentada no banco do busão? As pessoas se perguntam pouco. Ou talvez seja eu que me pergunte demais...
Em todos os casos, nada ainda foi resolvido.
Redenção e redação também têm o mesmo sentido.
Se sou ou não ouvido.
Se você vem aqui comigo.
Não guardo mais sigilo
Não guardo mais cilada.
Minha experiência não é nada.
Além de palavras desordenadas em telas brancas recém-tocadas
Pelo pisque-clique de um cursor
Eu sou o condutor da minha vida
Mas na minha linha
Eu sou o som.
Que você pronuncia em sua mente.
Secretamente, quando lê o visor
Eu sou uma coisa abstrata
Mas aceito cartas, carinho e calor
Mas na verdade, acredite
Sou só um homem simples
que já conheceu a dor
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Esse eu fingi que era um e-mail para Barbara. Eevon ele se chama.
Renuncia é um tipo de devolução amarga.
É um engasgo comprido misturado com falta de ar.
Renúncia é não desejar ter o desejo do que pulsa, é ousar morder a própria carne, é uma pronuncia sem anunciar.
Renúncia não é a mais forte das dores, mas é tão lastiante quanto tudo mais que posso enfrentar.
A ti eu renuncio
A ti eu não aceito
Pretexto e preconceito
Enganos que conceberá
Mundano
Será sempre mundano
Reforçado de prantos
Enforcado no manto
Que um dia arrastou
Quem sou eu senão a dor?
Solidão
Tu que foste sempre meu consolo
Apoiai minha cabeça no seu colo
Porque é você tudo que tenho
Escureceu
Tudo que era lindo se apaga
Tudo que era oposto se pos às claras
Me forçando a voltar por onde eu já passei
Minha amarga solidão composta de valores
Tão cheia de temores
Que me recuso aceitar
A verdade tão cheia de malícia
Sua falta premissa
De me esquecer e deitar
O olhar indignado do seu semblante
O momento tortuoso naquele instante em ouso não querer mais falar
Minha pronuncia
Foi renunciada
In these dark days
Without any cloud in the sky
Who am I to ask?
Who are you that try...
I do not want to see you cry
Not anymore
Please leave me no pleasure
Our tresaure
Or give to me that message
The papers over the floor
The hand that cleans the musk out
The man that closes the door
Speaker that only laughs
Laugh that last for hours
Isn’t all my fault
Isn’t a clever hint
Please don’t make my speak
Your name forever more
At this very moment
I only wanna chose the fountain
To spend my last romance
Deep in outlaw trance
Away in my mind to dance
A construção está completa
Se propaga em linha reta
As profecias estão certas
Jamais saberei sonetar
Pois pegue todos os sonetos
E todos mais os seus concertos
Todo o fluxo de cultura
Toda a carne humana crua
Toda erva daninha suja
Que brota do seu altar
Toda lama negra e viscosa
Que escorre de onde brotam rosas
Que suas filhas vem cheirar
Aumente meu poder de foco
Desprove o que eu provoco
Ou desprovoque o que vou provar
Pois a palavra expande
E entende
Que todo esse encadaiamento
Que cada letra que respeito
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res peito
Falar
Aumente pois a palavra expande
Peito o que vou provocar
Ou desencadeio o que eu provo
Entende que cada letra respeito
Meu poder de foco
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res
Rés
Peitos
Lances
Lanças
Prumos
Meios
Ameadas
Gargulas
Criaturas
Terra
Chão
Fissura
Maldição
Da
Rima
Sobre
Minha
Figura
Não
Me
Deixa
Pensar
Res pei tar
Eu sei que você chega nessa hora. Como as crituras preguiçosas.Eis que chega minha vontade dissertativa.Alusões a cerca de vida, vontade de mostrar o que sei, de passar para qualquer alguem a mensagem que estou a teclar.
E como fazem barulho as teclas
E como fazem barulho as teclas
Res pei tar
Res pecto
Res peito
Respeito
Ei de falar
Guardo você pra outra hora
Deixo, a górgona me devora
Vem a vírgula, o silêncio, a hora
Eles vem me fazer calar.
Nas noites que despido busca a solidão em seus braços.
São os diabos dos grafites e os traços que solamente vou me afastar
E nesse pérfido romance me enebrio aluviante.
Não sou só eu que vou falar.
São as dezenas em mim perdidas.
São as centenas e as medidas
São as vontades de todo o lugar
As teclas falam a mim.
Res pei tar. Tak, tar, tak...
Nem sempre o ponto é fim.
Nunca paro de pensar.
É um engasgo comprido misturado com falta de ar.
Renúncia é não desejar ter o desejo do que pulsa, é ousar morder a própria carne, é uma pronuncia sem anunciar.
Renúncia não é a mais forte das dores, mas é tão lastiante quanto tudo mais que posso enfrentar.
A ti eu renuncio
A ti eu não aceito
Pretexto e preconceito
Enganos que conceberá
Mundano
Será sempre mundano
Reforçado de prantos
Enforcado no manto
Que um dia arrastou
Quem sou eu senão a dor?
Solidão
Tu que foste sempre meu consolo
Apoiai minha cabeça no seu colo
Porque é você tudo que tenho
Escureceu
Tudo que era lindo se apaga
Tudo que era oposto se pos às claras
Me forçando a voltar por onde eu já passei
Minha amarga solidão composta de valores
Tão cheia de temores
Que me recuso aceitar
A verdade tão cheia de malícia
Sua falta premissa
De me esquecer e deitar
O olhar indignado do seu semblante
O momento tortuoso naquele instante em ouso não querer mais falar
Minha pronuncia
Foi renunciada
In these dark days
Without any cloud in the sky
Who am I to ask?
Who are you that try...
I do not want to see you cry
Not anymore
Please leave me no pleasure
Our tresaure
Or give to me that message
The papers over the floor
The hand that cleans the musk out
The man that closes the door
Speaker that only laughs
Laugh that last for hours
Isn’t all my fault
Isn’t a clever hint
Please don’t make my speak
Your name forever more
At this very moment
I only wanna chose the fountain
To spend my last romance
Deep in outlaw trance
Away in my mind to dance
A construção está completa
Se propaga em linha reta
As profecias estão certas
Jamais saberei sonetar
Pois pegue todos os sonetos
E todos mais os seus concertos
Todo o fluxo de cultura
Toda a carne humana crua
Toda erva daninha suja
Que brota do seu altar
Toda lama negra e viscosa
Que escorre de onde brotam rosas
Que suas filhas vem cheirar
Aumente meu poder de foco
Desprove o que eu provoco
Ou desprovoque o que vou provar
Pois a palavra expande
E entende
Que todo esse encadaiamento
Que cada letra que respeito
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res peito
Falar
Aumente pois a palavra expande
Peito o que vou provocar
Ou desencadeio o que eu provo
Entende que cada letra respeito
Meu poder de foco
Res peito
Res pecto
Res peito
Ei de falar
Res
Rés
Peitos
Lances
Lanças
Prumos
Meios
Ameadas
Gargulas
Criaturas
Terra
Chão
Fissura
Maldição
Da
Rima
Sobre
Minha
Figura
Não
Me
Deixa
Pensar
Res pei tar
Eu sei que você chega nessa hora. Como as crituras preguiçosas.Eis que chega minha vontade dissertativa.Alusões a cerca de vida, vontade de mostrar o que sei, de passar para qualquer alguem a mensagem que estou a teclar.
E como fazem barulho as teclas
E como fazem barulho as teclas
Res pei tar
Res pecto
Res peito
Respeito
Ei de falar
Guardo você pra outra hora
Deixo, a górgona me devora
Vem a vírgula, o silêncio, a hora
Eles vem me fazer calar.
Nas noites que despido busca a solidão em seus braços.
São os diabos dos grafites e os traços que solamente vou me afastar
E nesse pérfido romance me enebrio aluviante.
Não sou só eu que vou falar.
São as dezenas em mim perdidas.
São as centenas e as medidas
São as vontades de todo o lugar
As teclas falam a mim.
Res pei tar. Tak, tar, tak...
Nem sempre o ponto é fim.
Nunca paro de pensar.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Lacuna de um mundo desavisado. A vitória do lírio branco. A marca da extrumunção. O jubilo da tristeza.
Escrevo
Porque só sei gritar em palavras
Só sei chorar em lágrimas
Silábicas e confusas
Não é toda regra que se usa
Mas a mensagem que acusa
Que aquilo que desfruta
Sempre demonstra no fundo
Que a lingua não é tão pura
E se o mundo não é tão belo
Quem, senão as cores
Como o tenro toque dos odores
Para transmutá-lo em arte
E afetá-lo em partes
Tão pequeninas
Que cabem na mão da minha donzela
E ela que sobe dentre as escadas
Ameias e debruçadas
Sob o chão sujo de fardas
Sobre a onda limpa do mar
Ès minha pequena fúria
Minha egoísta clausura de coração
Minha altruísta aqua-marina espelhada
Minha amada vestida de roxo
Minha rainha desocupada de cesto ou trono
Eu sou seu campeão de outono
Só sei lutar quando as folhas caem
Quando o céu da tarde
Coroado do vermelho
Aboboda que incendeia a mais pura e vil arte humana
Quem derá fosse semeado
Tal qual o agosto ressecado
Cada turva alma sã
Despertaria as manhãs
Tocaria as chaves
Trocaria as noites
Desmontaria os luares
Encadearia os risos
Num turbilhão de olhares
Minha mãe me deu um nome
Uma cor e uma razão
Meu irmão se chama fome
Minha irmã lamentação
Meus animais todos em segredo
Me espiam a palma das mãos
Sabem que o que acaricia mata
Sabem da cega paixão
Pela minha amada e lasciva
Pela morte da escuridão
Por todo ser que perambula
Entre as trevas e a penumbra
Que guincha e se contorce
Se desmancha e é forte
Como as cinzas do vulcão
Vem de a mim fruto de todos os bosques
Ventos de todos os nortes
Golpes de todas as sortes
Fantasmas de todas as mortes
Diga-me
Que chamo Ego
Que minhas entranhas entrego
Que o despero que prego
Seja alastrado no seu corpo são
Que essas letras contaminem
Que a metade se inicie
Que se contrariem os nãos
Afinal
Qual é o segredo?
Se sou o consolo azedo
Da sua amarga presunção
*Um dia a muito tempo atrás, um homem morreu de forma injusta, condenado por um crime que não cometera. Um dia um homem morreu de forma súbita atraiçoado por sua própria maneira. Um dia um homem morreu afogado na própria culpa. Desde então, quando o caminho desses três fantasmas se cruzou, ergueu-se no céu uma lacuna. Uma barreira estreita, suficientemente aterradora para assustar os sentimentos.
Esses três homens a viram por dentro. Desde então, eles cantam essa canção e evocam esse lamento.
Porque só sei gritar em palavras
Só sei chorar em lágrimas
Silábicas e confusas
Não é toda regra que se usa
Mas a mensagem que acusa
Que aquilo que desfruta
Sempre demonstra no fundo
Que a lingua não é tão pura
E se o mundo não é tão belo
Quem, senão as cores
Como o tenro toque dos odores
Para transmutá-lo em arte
E afetá-lo em partes
Tão pequeninas
Que cabem na mão da minha donzela
E ela que sobe dentre as escadas
Ameias e debruçadas
Sob o chão sujo de fardas
Sobre a onda limpa do mar
Ès minha pequena fúria
Minha egoísta clausura de coração
Minha altruísta aqua-marina espelhada
Minha amada vestida de roxo
Minha rainha desocupada de cesto ou trono
Eu sou seu campeão de outono
Só sei lutar quando as folhas caem
Quando o céu da tarde
Coroado do vermelho
Aboboda que incendeia a mais pura e vil arte humana
Quem derá fosse semeado
Tal qual o agosto ressecado
Cada turva alma sã
Despertaria as manhãs
Tocaria as chaves
Trocaria as noites
Desmontaria os luares
Encadearia os risos
Num turbilhão de olhares
Minha mãe me deu um nome
Uma cor e uma razão
Meu irmão se chama fome
Minha irmã lamentação
Meus animais todos em segredo
Me espiam a palma das mãos
Sabem que o que acaricia mata
Sabem da cega paixão
Pela minha amada e lasciva
Pela morte da escuridão
Por todo ser que perambula
Entre as trevas e a penumbra
Que guincha e se contorce
Se desmancha e é forte
Como as cinzas do vulcão
Vem de a mim fruto de todos os bosques
Ventos de todos os nortes
Golpes de todas as sortes
Fantasmas de todas as mortes
Diga-me
Que chamo Ego
Que minhas entranhas entrego
Que o despero que prego
Seja alastrado no seu corpo são
Que essas letras contaminem
Que a metade se inicie
Que se contrariem os nãos
Afinal
Qual é o segredo?
Se sou o consolo azedo
Da sua amarga presunção
*Um dia a muito tempo atrás, um homem morreu de forma injusta, condenado por um crime que não cometera. Um dia um homem morreu de forma súbita atraiçoado por sua própria maneira. Um dia um homem morreu afogado na própria culpa. Desde então, quando o caminho desses três fantasmas se cruzou, ergueu-se no céu uma lacuna. Uma barreira estreita, suficientemente aterradora para assustar os sentimentos.
Esses três homens a viram por dentro. Desde então, eles cantam essa canção e evocam esse lamento.
Assinar:
Postagens (Atom)