Sou dessa raça distinta
Sem nada muito além de vontade e pouco requinte
Desde criança viciados
Na mastigação voraz sem apetite
Corram, e gritem a todos os ventos
E os incrédulos que acreditem
Está chegando a grande horda
Aí vem os mordedores de caneta bic!
Destroem rapidamente
Todo e qualquer vestígio
De tamposa ou de tampinha
E da paradinha de plástico enfiada no fim do tubo
Que embora todo mundo saiba o que é
Não tem nome a dita coisinha...
A mastigam e fazem vácuo
E ainda há quem prossiga
Prendem com o vácuo a tampinha
E a deixam grudada na língua
Depois atiram no primeiro desavisado
Que seu alcance permita
São grandes temores para todo cidadão
Quando começam a mastigar o plástico
É possível ver os farelinhos no chão
Grandes lascas da caneta são arrancadas a dentadas
E lançadas com a velocidade, força e explosão
De uma dúzia e meia de granadas
Protejam as crianças
Acudam a grávida desmaiada
Os mordedores estão se aproximando
De maneira firme e acelerada
Que os deuses todos nos ajudem
Para que eles logo cheguem na carga
Mastigando o tubinho plástico
Esses devoradores acalmam suas almas
E conseguimos fugir antes do golpe fatal
Quando eles rasgam o invólucro de plástico
E estouram a carga da caneta na boca
Que bom que ninguém mais está por perto
Porque a revolta deles não é pouca
Na verdade, sorte deles que ninguém está por perto
Pra ver todo mundo com a boca roxa...
Sorte deles que ninguém está perto
Para ver aquele sorriso azul escorrendo nas coxas
Que pena que não estou perto
E nem vou poder tirar um sarrinho,
Fazer uma firula, uma gozação
Essa vida de mordedor de caneta bic
O filosófico frustar
De perseguir em vão
De nunca obter
De mastigar e perseguir e galgar
De até se conformar, acabar e saber
Que vive mastigando tudo, sem ao menos saber - por que?
Das rotinas da vida,
Das obrigatoriedades das escolhas
Diárias,
Como atravessar ou não o farol
Das escolhas diárias das
Obrigações,
De ser rotineiro ou viver só...
Pobre de ti mordedor
Que desde criança não largou essa mania
De roer e remoer coisas inúteis
Sem significância na vida
E por mais que falem
E mesmo se alguém legal insistir
Tem guardado em seu peito uma reação de fúria
De morder, rosnar e ganir
Mas o que não sabes mordedor
É que no final, no frustrante momento onde tudo é maresia
Você sairá manchado
Na honra, no orgulho, no âmago
Pra sempre um entristecer azulado
quarta-feira, 2 de julho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
RESUMMA
Hoje eu vi fotos da França
Lindas fotos da França
Hoje eu vi uma garota que eu não conhecia
Ela era jornalista
E uma coisa leva a outra
Por uma matéria bem escrita
Acabei conhecendo o novo apartamento da moça
Na França
Em Paris, na França
Perto do metrô Republique.
Um apartamento térreo, com flores e vãos na entrada,
Com um quarto, sala, cozinha, banheiro e lavabo.
Um apartamento bonitinho, todo decorado.
E vi mais uma porção de fotos da França
Nunca gostei muito da França
Sempre me perguntavam, como é? Não vai a França?
E eu dizia – não! O que há para se ver na França?
Só franceses com croissants doces
Servidos apenas no café da manhã
È um sacre’le bleu colocar queijo num croissant francês
Mas eram lindas as fotos da França
Tantos lugares para se ver na França.
Hoje eu pensei em outros lugares, Japão, Tokyo, Katmandu, Malásia, África, Marraquesh, Berlim, Moscou, Buenos Aires.
Hoje eu pensei num globo, ou num mapa,
Uma mapa seria melhor
Um grande mapa mundi meio amarelado, com gravuras
Onde eu colocaria um alfinetinho por cada um dos lugares que havia passado
Seria um mapa tão grande e bonito.
E com fotos grudadas nos alfinites.
Muitas fotos lindas de lugares como a França
E diferentes, muitas coisas
Hoje meu mapinha só tem uma meia dúzia de alfinetes, no sudeste do continente sul americano.
Um alfinetinho no nordeste do Brasil e um alfinetinho no Sul...
Meu mapa hoje está desbalanceado
E bem pouco espaçado
Meu mapa que eu não tenho
Mas que ainda ficará na sala da minha casa
Eu espero muito que fique
A realidade tem sido tão áspera ultimamente
Tenho tentado engolir minha dose de animo diário
Guardar a revolta e a preguiça numa caixinha
Vestir meu manto ilusório de satisfação e vir para o trabalho...
Mas as vezes sofro desses temporões de desavontade
..
Fico escrevendo coisas e criando textos.
Só porque hoje eu vi fotos da França
E gostaria de estar lá...
Lindas fotos da França
Hoje eu vi uma garota que eu não conhecia
Ela era jornalista
E uma coisa leva a outra
Por uma matéria bem escrita
Acabei conhecendo o novo apartamento da moça
Na França
Em Paris, na França
Perto do metrô Republique.
Um apartamento térreo, com flores e vãos na entrada,
Com um quarto, sala, cozinha, banheiro e lavabo.
Um apartamento bonitinho, todo decorado.
E vi mais uma porção de fotos da França
Nunca gostei muito da França
Sempre me perguntavam, como é? Não vai a França?
E eu dizia – não! O que há para se ver na França?
Só franceses com croissants doces
Servidos apenas no café da manhã
È um sacre’le bleu colocar queijo num croissant francês
Mas eram lindas as fotos da França
Tantos lugares para se ver na França.
Hoje eu pensei em outros lugares, Japão, Tokyo, Katmandu, Malásia, África, Marraquesh, Berlim, Moscou, Buenos Aires.
Hoje eu pensei num globo, ou num mapa,
Uma mapa seria melhor
Um grande mapa mundi meio amarelado, com gravuras
Onde eu colocaria um alfinetinho por cada um dos lugares que havia passado
Seria um mapa tão grande e bonito.
E com fotos grudadas nos alfinites.
Muitas fotos lindas de lugares como a França
E diferentes, muitas coisas
Hoje meu mapinha só tem uma meia dúzia de alfinetes, no sudeste do continente sul americano.
Um alfinetinho no nordeste do Brasil e um alfinetinho no Sul...
Meu mapa hoje está desbalanceado
E bem pouco espaçado
Meu mapa que eu não tenho
Mas que ainda ficará na sala da minha casa
Eu espero muito que fique
A realidade tem sido tão áspera ultimamente
Tenho tentado engolir minha dose de animo diário
Guardar a revolta e a preguiça numa caixinha
Vestir meu manto ilusório de satisfação e vir para o trabalho...
Mas as vezes sofro desses temporões de desavontade
..
Fico escrevendo coisas e criando textos.
Só porque hoje eu vi fotos da França
E gostaria de estar lá...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O homem de algodão doce
Tanta coisa passa pela vida
Tudo que tinge o algodão
Horas para azul, horas para preto,
oras vermelho, rosa e amarelo varal...
Sou o homem de algodão doce
Não sou o senhor que vende algodão doce
O que é triste, porque não tenho buzina
Mas sou o homem de algodão doce
Pareço maior e mais volumoso
Mas no fim me resumo a um sumo
Tenro, macio e gostoso
Veja o homem de algodão doce
De cabeça branca e braços azuis
De peito rosa e pernas amarelas
Hey, homem de algodão doce
Que voa para longe com um vento
E que nunca para na mão de criança
Homem que sempre se suja
Trespassado com palito sua esperança
Fincada em suas costas, segue o controle dos homens
Uma haste de madeira, e por lá eles te consomem
Segue o homem algodão doce
De leveza e sabor da vida
Poxa homem de algodão doce, não desmanche
Não caminhe
Homem de algodão doce
Que restou de você
Foram os outros que vos devoraram
Porque suculento na vida fora você
Morreu o homem de algodão doce
Virou glicose, sacarose, se foi
Pobre homem de algodão doce
Tudo que tinha perdido, esvaído numa única mordida
Vá homem de algodão doce
Porque outros irão em seguida
“seus problemas são tão pequenos...
Pare!
Quais problemas são grandes?
Grande deve ser a sabedoria de viver.
Doce, bela, cheia de cor, sabor e perfume...
De momentos engrandecidos deve ser lembrada a vida
Pois viver é caminhar nas lembranças
E lembrar é imaginar o futuro, que já passou...
Qual tempo não passa?
Pare!
Qual tempo é tão grande?
Grande deve ser a sabedoria de viver.”
Tudo que tinge o algodão
Horas para azul, horas para preto,
oras vermelho, rosa e amarelo varal...
Sou o homem de algodão doce
Não sou o senhor que vende algodão doce
O que é triste, porque não tenho buzina
Mas sou o homem de algodão doce
Pareço maior e mais volumoso
Mas no fim me resumo a um sumo
Tenro, macio e gostoso
Veja o homem de algodão doce
De cabeça branca e braços azuis
De peito rosa e pernas amarelas
Hey, homem de algodão doce
Que voa para longe com um vento
E que nunca para na mão de criança
Homem que sempre se suja
Trespassado com palito sua esperança
Fincada em suas costas, segue o controle dos homens
Uma haste de madeira, e por lá eles te consomem
Segue o homem algodão doce
De leveza e sabor da vida
Poxa homem de algodão doce, não desmanche
Não caminhe
Homem de algodão doce
Que restou de você
Foram os outros que vos devoraram
Porque suculento na vida fora você
Morreu o homem de algodão doce
Virou glicose, sacarose, se foi
Pobre homem de algodão doce
Tudo que tinha perdido, esvaído numa única mordida
Vá homem de algodão doce
Porque outros irão em seguida
“seus problemas são tão pequenos...
Pare!
Quais problemas são grandes?
Grande deve ser a sabedoria de viver.
Doce, bela, cheia de cor, sabor e perfume...
De momentos engrandecidos deve ser lembrada a vida
Pois viver é caminhar nas lembranças
E lembrar é imaginar o futuro, que já passou...
Qual tempo não passa?
Pare!
Qual tempo é tão grande?
Grande deve ser a sabedoria de viver.”
terça-feira, 3 de junho de 2008
Flamin viságe
Já fui criativo
Hoje sou um tolo...
Não ouso, nem crio, nem danço, nem domo
Só tomo, como, demo e sono, tanto sono
As vezes ainda me pego sonhando com Helsinque
Que beleza de cidade, se os finlandeses me permitem
Só faria um comentário, pra acrescentar o meu requinte
Gostaria de morar numa das vielas mais quentes
Que por mais que eu goste de frio
E como gosto do frio, acreditem
Nenhum lugar do mundo é tão frio como Helsinque
Na verdade sim, existem lugares mais frios
Friozíssimos, frigintes
Mas de todos esses outros lugares, eu só moraria em Helsinque
Berlim, Moscou, Petesburgo, Reikjavky
Talvez Edimburgo, Medelin, Oyzumi City
Mas por enquanto é tudo sonho,
Se os finlandeses me permitem
Por enquanto o lance é Brooklin, Bandeirantes, ABC
Muito trabalho, pouco dinheiro e nenhum lazer
Já imaginei que ganharia muito dinheiro, que faria sucesso
E viveria mais tranqüilo, sem agonias pra me perturbar
Para que eu pudesse ao menos um dia da semana
Acordar sem o despertar
Massacrante da musiquinha alegre do meu celular
Esse negócio de telefonia nunca se esforçou pra me agradar
E a minha pessoa por sua vez também nunca se esforçou pra gostar
É útil pra ouvir músicas, tirar fotos e as vezes ligar
Que paradoxo da telefonia ser tudo mais e cada vez menos telefone
Celular
Meu organismo insiste em rejeitar
Os remédios, sacrilégios
Pequenos comprimidos sinceros
Comprometidos em fazer melhorar
Ou pelo menos fazer parte dos efeitos
Que a tal da bula mandar
Tornou-se até corriqueiro
O meu diário desespero
De me sustentar
Em pé
Ou sentado
Mais freqüentemente digitando
Calado
Pensando
Em mais coisas pra me preocupar
Que coisa louca
Essa falta de aventura
Que a rotina atura
Para nos agüentar
Que tolice pura
Falta-me travessura
De subir na arvore
De rir e brincar
De pular na piscina
E de fazer da rima
Uma arte muito mais fina
Que uma fuga vulgar
Hoje sou um tolo...
Não ouso, nem crio, nem danço, nem domo
Só tomo, como, demo e sono, tanto sono
As vezes ainda me pego sonhando com Helsinque
Que beleza de cidade, se os finlandeses me permitem
Só faria um comentário, pra acrescentar o meu requinte
Gostaria de morar numa das vielas mais quentes
Que por mais que eu goste de frio
E como gosto do frio, acreditem
Nenhum lugar do mundo é tão frio como Helsinque
Na verdade sim, existem lugares mais frios
Friozíssimos, frigintes
Mas de todos esses outros lugares, eu só moraria em Helsinque
Berlim, Moscou, Petesburgo, Reikjavky
Talvez Edimburgo, Medelin, Oyzumi City
Mas por enquanto é tudo sonho,
Se os finlandeses me permitem
Por enquanto o lance é Brooklin, Bandeirantes, ABC
Muito trabalho, pouco dinheiro e nenhum lazer
Já imaginei que ganharia muito dinheiro, que faria sucesso
E viveria mais tranqüilo, sem agonias pra me perturbar
Para que eu pudesse ao menos um dia da semana
Acordar sem o despertar
Massacrante da musiquinha alegre do meu celular
Esse negócio de telefonia nunca se esforçou pra me agradar
E a minha pessoa por sua vez também nunca se esforçou pra gostar
É útil pra ouvir músicas, tirar fotos e as vezes ligar
Que paradoxo da telefonia ser tudo mais e cada vez menos telefone
Celular
Meu organismo insiste em rejeitar
Os remédios, sacrilégios
Pequenos comprimidos sinceros
Comprometidos em fazer melhorar
Ou pelo menos fazer parte dos efeitos
Que a tal da bula mandar
Tornou-se até corriqueiro
O meu diário desespero
De me sustentar
Em pé
Ou sentado
Mais freqüentemente digitando
Calado
Pensando
Em mais coisas pra me preocupar
Que coisa louca
Essa falta de aventura
Que a rotina atura
Para nos agüentar
Que tolice pura
Falta-me travessura
De subir na arvore
De rir e brincar
De pular na piscina
E de fazer da rima
Uma arte muito mais fina
Que uma fuga vulgar
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Diálogo improvável e corriqueiro
E o homem disse a seu Deus:
Compreender a grande instância das coisas
Compreender da grandiosidade das pequenas
Deixar as mesquinharias e o usual em seu devido lugar
Alguém quem compreenda a grandeza da realidade
Da divindade do terreno e da diversidade
Alguém que chute o portão dos sete reinos com uma balde de tinta nas mãos
Alguém que corra com botas pesadas no jardim florido
Que respeite minhas palavras sem devaneios
Que coma carne de javali ainda quente
Careço de alguém
Que simplesmente entenda
Entenda meu senhor
E o Deus do homem disse a ele:
Pode repetir? Me distrai aqui...
Me diga, você tomou esse shake sabor verão? Estou pensando em pedir um para o lanche.
E o homem disse a seu Deus:
Nem você...
E o Deus do homem disse a ele:
Só queria um shake.
... realidade absurda das pequenas coisas, realidade absurda das pequenas coisas...
As coisas só terminam com um bom passeio de bicicleta de manhã.
Sem fones, sem pensar, só pedal e caminho
Só pedal e caminho
Ouçam: El mato a um policia motorizado, Chica Rutera
Compreender a grande instância das coisas
Compreender da grandiosidade das pequenas
Deixar as mesquinharias e o usual em seu devido lugar
Alguém quem compreenda a grandeza da realidade
Da divindade do terreno e da diversidade
Alguém que chute o portão dos sete reinos com uma balde de tinta nas mãos
Alguém que corra com botas pesadas no jardim florido
Que respeite minhas palavras sem devaneios
Que coma carne de javali ainda quente
Careço de alguém
Que simplesmente entenda
Entenda meu senhor
E o Deus do homem disse a ele:
Pode repetir? Me distrai aqui...
Me diga, você tomou esse shake sabor verão? Estou pensando em pedir um para o lanche.
E o homem disse a seu Deus:
Nem você...
E o Deus do homem disse a ele:
Só queria um shake.
... realidade absurda das pequenas coisas, realidade absurda das pequenas coisas...
As coisas só terminam com um bom passeio de bicicleta de manhã.
Sem fones, sem pensar, só pedal e caminho
Só pedal e caminho
Ouçam: El mato a um policia motorizado, Chica Rutera
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Asteroidía
Cometa, meteoro,
Homenzinho, girassol
Homenzinho, gira solo
Cometeoro - meta sol
Se eu digo que te adoro
Se o seu olhar me dá um nó
Se toco na sua nuca
Um bate-papo nunca só
Uma mesa na padoca
Conversa, lanche, bebidinha
Só quem sabe dos segredos
E da tua companhia
Quando digo e não cedo
E fico perdido na minha
Própria
Ilha
Pensamento
Estrutura
Ousadia
Minha bela minha bela
Minha dama e menina
Eu só digo que te quero
E te desejo, eu queria
Repetir nesse momento
Aquela instante
Em que valiam
Suas palavras, risadas
toques, curvas em medidas
minha vida não é vazia
minha alma já está nua
e o sentimento que eu visto
é vivência pura de imagem sua
Gira homem girassol, gira!
Gira...
Homenzinho, girassol
Homenzinho, gira solo
Cometeoro - meta sol
Se eu digo que te adoro
Se o seu olhar me dá um nó
Se toco na sua nuca
Um bate-papo nunca só
Uma mesa na padoca
Conversa, lanche, bebidinha
Só quem sabe dos segredos
E da tua companhia
Quando digo e não cedo
E fico perdido na minha
Própria
Ilha
Pensamento
Estrutura
Ousadia
Minha bela minha bela
Minha dama e menina
Eu só digo que te quero
E te desejo, eu queria
Repetir nesse momento
Aquela instante
Em que valiam
Suas palavras, risadas
toques, curvas em medidas
minha vida não é vazia
minha alma já está nua
e o sentimento que eu visto
é vivência pura de imagem sua
Gira homem girassol, gira!
Gira...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Psychobilly Joe
Quando você ouve
Não tem como resistir
Hipnótica frequencia
Subcutânea(mente)
Sua mente vai reagir
Se minha rima é pobre
O que falo é nobre
(e você mentalmente)
Tenha tempo para ouvir
A canção do terror do deserto
O relâmpago do desafeto
O psychobilly – Joe, que vive em mim
Dança dance, procurando a cauda dos demônios alados
Entre em transe –transe – transe como se o demônio tivesse sido deixado a seus cuidados
Não deixam de ser baralhos velhos, com velhas mesas e velhos homens,
e carros velhos, e Johnny cash e otros locos nombres
mas nem tudo no Texas é petróleo honey
eu odeia a América mas não my Oklahoma Monday’s
eu gosto de hambúrgueres big e de feijoada
meu gosto é de sobremesa mas sou uma salada
De tudo de bom e ruim que existe neste planeta
Sou o humano mais insano desde o cometa
Halley e até os Harleys e Davison why not?
Wrestling and others american sports
And punk rock, and country core, and weird love
And far west, mc Donald’s and a hot dog
Certeiro, por inteiro, estou inteiramente certo que primeiro
Não há nada no mundo de devaneio
Nada mais certeiro do que o empaco do burro e a baba na barba do carneiro
De cartola com listras, o uncle is not “god” to you
But star wars is cool and they say that is not good too
And if you like this bizarre saloon
Come to get some shots, drink something, and make love
Because I’m only saying the true
Releasing the pyschobilly freak joe cindy mandy willy
Deep on you
E se meu discurso não convence
Essa retórica indecente e mal estruturada
Essas letras dementes que não dizem nada
Então me desculpe meu caro
É a hora errada de ler esses versos e seguir na estrada
Se a highway é grande
Não há quem agüenta
Se o motor esquenta
Se sua fúria aumenta
Se você se arrebenta se tentar segurar
Então abra seus pensamentos
Para aquele pub em Nashville
Aquele bosque em Minessota
E você com uma guitarra, um ampli e a voz solta
Solta
Pra gritar, cantar, e fazerem todos ouvirem
E quebrar os vidros, e esmurrar os narizes
E jogar garrafas e rolar pelo balcão
Quebrar o taco de bilhar e deixar sangue no chão.
Falando sério, quem não gosta de caminhão
Oeste, dos filmes trash dos 80, de bebida e direção
Pode não entender bem esse refrão
Quem nunca ouviu o Reverendo, Pussies, um baixo acústico bem solado
Ou aquela guitarra de arranhão, tocada até o pobre músico se contorcer no chão
De prazer desenfreado
Pra quem nunca ouviu um Motorhead, um A.C.D.C. ...
Quem nunca comeu um cookie ou um Donut não vai encontrar sentido aqui
Porque eu estou soltando o Psychobilly – Joe que existe em mim
E pra quem não curte um psychobilly, não tira a onda do cabelo
Pra quem não sabe que sou eclético, que sou o hip do rock e roll do violão celo
Que sou o acústico do samba, o batuque africano, as raízes a bossa
E sul-americano, que sou o latino europeu, que tenho meu sangue gitano
Pra quem não sabe nada, continue buscando
Mas fica aqui meu sinal de respeito
Pra quem na big highway foi trilhando
O caminho da areia e seguiu tropeçando
Eu tenho desprezo
E odeio muita coisa
Nascida em solo norte-americano
Mas o extremismo eu também odeio
Por eles não conseguirem enxergar
Nada além da fuça
Que insistem em roncar
Então não vou reclamar
Vou ficar com o que eu gosto
E o resto, meu american dream, me permite estragar
Ser livre para tirar o que não curto
De ficar puto, beber e brigar
A aproveitar para viver num mundo livre
Que não seja tão pouca a terra, tão pouco ao mar
Viver não é preciso, o que vale é navegar
E o se o mar é de asfalto, é pilotando um cadilac seventy-five
É que eu chego lá
Pra terminar em grande estilo
Tatuarei um totem: o urso, o castor, esquilo,
Búfalo e o alce pra finalizar
Sou o lobo do inverno de olho na águia que já está no ar.
“Tire suas listras e encubra-me, debaixo da sombra dos seus crimes, você perdeu a sua doçura
Debaixo desta nogueira de três galhos, eu cavei sua sepultura,
Tenha passo, tenha tempo, tudo segue na penúria
Erguerão seus inimigos, armadas ante precedida vingança sua
A morte é certa, assim como no caule é contada cada fissura
Logo será lembrança sua arqueológica figura
Eu tomarei seu crânio e sua carcaça,
Para afina minha guitar
Psycho Psycho Billy Jhony Joe,
A partir de agora, você já pode gritar...”
Psychobilly Joe – O zumbi que matou a Ámerica, Cap. 19 – Os nós já foram soltos.
Não tem como resistir
Hipnótica frequencia
Subcutânea(mente)
Sua mente vai reagir
Se minha rima é pobre
O que falo é nobre
(e você mentalmente)
Tenha tempo para ouvir
A canção do terror do deserto
O relâmpago do desafeto
O psychobilly – Joe, que vive em mim
Dança dance, procurando a cauda dos demônios alados
Entre em transe –transe – transe como se o demônio tivesse sido deixado a seus cuidados
Não deixam de ser baralhos velhos, com velhas mesas e velhos homens,
e carros velhos, e Johnny cash e otros locos nombres
mas nem tudo no Texas é petróleo honey
eu odeia a América mas não my Oklahoma Monday’s
eu gosto de hambúrgueres big e de feijoada
meu gosto é de sobremesa mas sou uma salada
De tudo de bom e ruim que existe neste planeta
Sou o humano mais insano desde o cometa
Halley e até os Harleys e Davison why not?
Wrestling and others american sports
And punk rock, and country core, and weird love
And far west, mc Donald’s and a hot dog
Certeiro, por inteiro, estou inteiramente certo que primeiro
Não há nada no mundo de devaneio
Nada mais certeiro do que o empaco do burro e a baba na barba do carneiro
De cartola com listras, o uncle is not “god” to you
But star wars is cool and they say that is not good too
And if you like this bizarre saloon
Come to get some shots, drink something, and make love
Because I’m only saying the true
Releasing the pyschobilly freak joe cindy mandy willy
Deep on you
E se meu discurso não convence
Essa retórica indecente e mal estruturada
Essas letras dementes que não dizem nada
Então me desculpe meu caro
É a hora errada de ler esses versos e seguir na estrada
Se a highway é grande
Não há quem agüenta
Se o motor esquenta
Se sua fúria aumenta
Se você se arrebenta se tentar segurar
Então abra seus pensamentos
Para aquele pub em Nashville
Aquele bosque em Minessota
E você com uma guitarra, um ampli e a voz solta
Solta
Pra gritar, cantar, e fazerem todos ouvirem
E quebrar os vidros, e esmurrar os narizes
E jogar garrafas e rolar pelo balcão
Quebrar o taco de bilhar e deixar sangue no chão.
Falando sério, quem não gosta de caminhão
Oeste, dos filmes trash dos 80, de bebida e direção
Pode não entender bem esse refrão
Quem nunca ouviu o Reverendo, Pussies, um baixo acústico bem solado
Ou aquela guitarra de arranhão, tocada até o pobre músico se contorcer no chão
De prazer desenfreado
Pra quem nunca ouviu um Motorhead, um A.C.D.C. ...
Quem nunca comeu um cookie ou um Donut não vai encontrar sentido aqui
Porque eu estou soltando o Psychobilly – Joe que existe em mim
E pra quem não curte um psychobilly, não tira a onda do cabelo
Pra quem não sabe que sou eclético, que sou o hip do rock e roll do violão celo
Que sou o acústico do samba, o batuque africano, as raízes a bossa
E sul-americano, que sou o latino europeu, que tenho meu sangue gitano
Pra quem não sabe nada, continue buscando
Mas fica aqui meu sinal de respeito
Pra quem na big highway foi trilhando
O caminho da areia e seguiu tropeçando
Eu tenho desprezo
E odeio muita coisa
Nascida em solo norte-americano
Mas o extremismo eu também odeio
Por eles não conseguirem enxergar
Nada além da fuça
Que insistem em roncar
Então não vou reclamar
Vou ficar com o que eu gosto
E o resto, meu american dream, me permite estragar
Ser livre para tirar o que não curto
De ficar puto, beber e brigar
A aproveitar para viver num mundo livre
Que não seja tão pouca a terra, tão pouco ao mar
Viver não é preciso, o que vale é navegar
E o se o mar é de asfalto, é pilotando um cadilac seventy-five
É que eu chego lá
Pra terminar em grande estilo
Tatuarei um totem: o urso, o castor, esquilo,
Búfalo e o alce pra finalizar
Sou o lobo do inverno de olho na águia que já está no ar.
“Tire suas listras e encubra-me, debaixo da sombra dos seus crimes, você perdeu a sua doçura
Debaixo desta nogueira de três galhos, eu cavei sua sepultura,
Tenha passo, tenha tempo, tudo segue na penúria
Erguerão seus inimigos, armadas ante precedida vingança sua
A morte é certa, assim como no caule é contada cada fissura
Logo será lembrança sua arqueológica figura
Eu tomarei seu crânio e sua carcaça,
Para afina minha guitar
Psycho Psycho Billy Jhony Joe,
A partir de agora, você já pode gritar...”
Psychobilly Joe – O zumbi que matou a Ámerica, Cap. 19 – Os nós já foram soltos.
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