No fim, tudo é um jogo de luzes
Uma caligrafia de padre
Ou um sabor inusitado
Quantos eu não conheci?
Realmente, quantos, eu realmente conheci?
Um universo de amarras, chamado sociedade nos prende e nos liberta
Como um autêntico dharma, uma samsara
E pensar, pequeninos, que nem arranhamos a superfície do tempo deste planeta
250 milhões de anos atrás, éramos todos iguais, tínhamos até um cara engraçada,
Embora, naquela época, humor ainda não existisse
Sabe o que tudo isso simboliza, meus queridos
Que nossas cores tão breves brilharão, como a bandeira que hasteia
Nossos heróis e hinos serão silenciados, tão logo chegue o primeiro suspiro
Ainda que morrêssemos, fugíssemos ou defendêssemos
seria, tudo, jovens alunos, o caminho natural.
Venham, aconcheguem sob a copa reluzente das folhas
Sob o véu turvo dos sonhos, e ouçam essa canção
Mais antiga que o tempo
Sentem-se aos meus pés, subam por meus ombros, aconcheguem-se.
Ouçam-na
Com seus pés bem lavados
Tocou o chão
E ele rugiu
Com seus pés abençoados
Tocou o céu
E ele fugiu
Com sua voz aveludada
Chamou Deus
E ele ouviu
Veio até ele envolvido
Num manto de brilho vivo
Deixando os cabelos dançarem ao sol
Com suas mãos abençoadas
Tocou Deus
E ele sorriu
Com seus pés abençoados
Andou só
Partiu
Com sua mente aveludada
Com o calor de alma pura
Emergiu
Mergulhou no cosmo profundo
Encontrou partiu o mundo
Saiu
Não cansou.
Não dormiu.
Não chorou.
Só reconheceu a beleza
A natureza
O velho pulsar
Só observou a sua teia
As certezas
Deixou lá
Vejam
Vejam
Quem surgiu
No horizonte
Estou de fronte
Sob seus pés
E seu olhar me tocou
E eu nasci
Cantando
Que boa paisagem
Grande viagem
Eu nasci
Sou o som.
Eu nasci.
Sou o som.
segunda-feira, 16 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Letter-o-rama
É nessas noites quentes de verão, que ela torna viva minha lembrança. De mansinho, sem ao menos deixar que eu notasse, lá se faz ela presente, ali, me olhando meio escondida, na tristeza de tela da minha janela.
Esta é a única época do ano que consigo vê-la sem esforço, ou sem ao menos procurá-la, permanece ali, envolta em seu véu brilhante, minha conselheira de tantos dias.
Houve tempo em que ela era mais bajulada, adorada, alvo de rituais, peregrinações, poesias... Hoje, segundo ela mesma, ela apenas contrasta. Contrasta com o Sol, contrasta com as Trevas, embora, vez ou outra inspire um poeta mais eloqüente ou um jovem louco de ácido.
Esses dias, coincidentemente ou não, também são os que meus aposentos ficam mais quentes, dado ao, como vocês sabem, intenso calor. Dessa maneira, são os dias que mais procuro ficar perto da janela, olhando as luzes da cidade, os barulhos da madrugada e meus pensamentos silenciosos. Com sua sorrateira presença, ela ilumina meus momentos de introspecção, de tomar alguma coisa gelada, ou de espiar a vida dos vizinhos. Afinal, sou curioso e não sou santo.
Tomada como amante ou como amiga, houve minhas confissões, devaneios e velho e bom rock’ roll, que me faz companhia com o monitor desligado.
The Descendents, Voodoo Glow Skulls, Gogol, Nofx, Thee Pirates, o reverendo, a coisa toda…
E, enquanto escrevo essas linhas, e ela me sorri meio rabo de olho, eu ouço aquela da Didi sabe?
Whatever Didi wants she’s gone get it, whatever Didi wants she’s gone get it, whatever Didi wants she’s gone get it… ouçam pra sentirem o ritmo que sinto enquanto escrevo essas palavras.
As vezes, gostaria de poder descrever-lhes com precisão o ritmo das coisas que penso, como dessa música. Mas, por mais artifícios gramaticais, líricos e loucos que eu utilize, ainda não consegui chegar no exato momento que gostaria de passar, na exata batida, no exato solo de baixo.
Entender de ritmo, porém, é tarefa para poucos, transmiti-los bem, quanto aos meus, posso afirmar, que ainda não consegui.
É como diz aquela música do H20: because we’re faster than the world, faster than the world, faster than the world, we can’t slow down! Como num pogo gigante sabe? Rodando os cotovelos, ouvindo o grave do baixo levantar poeira do piso, vendo o brilho do buraquinho do cadarço dos coturnos passando como estrelas cadentes, e um mar de desodorante barato, suor e bateria.
A vida é feita das escolhas que fazemos, do ritmo que pensamos, queremos agimos... por isso, não tem nada de errado comigo. Além do que eu acabo de dizer.
Chega uma hora que temos que decidir coisas importantes, coisas que rumam, que podem realmente influenciar o o que e o como do futuro. Não como que roupa escolher ou se vou no pirulito de morango ou no azul com chiclete. Eu escolheria o azul com chiclete. Agora, pro futuro, que escolha eu faria?
Pena que não estamos no tempo futuro, retificando, que farei?
Eu decidi tantas coisas a tanto tempo que nem me lembro quando se sucederam. Embora, acabe de me ocorrer que, outras grandes decisões, foram feitas no íntimo de um instante inspirado. Num telefonema, numa preguiça ou num “eu compro o celular pra você” rsrs. Boas escolhas, de fato, cada uma no seu tempo ou no seu momento mais preciso.
Nesse momento, mais preciso, eu preciso disso. Novamente, das escolhas e do momento, que vou me dar ao luxo de me dar. Preciso, posso, então, por que não?
Acho que vai ser bom, e, mesmo que não seja, vai me ajudar a decidir, a escolher, a pegar o velho esquadro pra medir a distância das estrelas.
Se me perguntasse o que poderia fazer, diria que poderia vender grandes idéias. Mas, no fim, ninguém as compraria. Mas eu poderia, novamente, me perder dentro do universo do criar, do conceber, do viver segundos, caminhando nessa direção.
E ela lá, endourecendo pro negro, sem chuvas, do seu da minha capital favorita, e, única conhecida, da América.
Sempre me ensinaram, que com, trabalho, esforço e economia, dê pra você arranjar uns trocados. Mas eu sou fissurado em pular essa parte, oras, porque não? Não disse a pouco que venderia grandes idéias? Essa, todos comprariam.
Até eu.
Tenho dois grandes adversários, a organização e o cochilo. Seria eu fraco o suficiente pra deixar que imperassem tanto assim na minha vida? Vos digo, que sou.
Um homem derrotado pela sua mente cômoda e seu organismo vadio. Que há de se fazer? Sincero, ao menos, eu sempre fui. Com tudo. Não me pergunte a resposta que não quer ouvir. Não sou esse tipo de pessoa.
Sou do tipo que tomaria um gelinho agora. Aquele do tio da ETE, que tinha de beijinho, brigadeiro e um outro sabor, acho que era leite condensado, que eu gostava tanto. A essa altura, o velho já morreu e levou pro túmulo a receita das gostosuras. Deus, ele fazia um bom dinheiro nesses verões. A gente passava lá depois da aula, ou no meio dela mesmo, pra pegar uns gelinho e ir no Chicão jogar um basquete.
Os nômades de Copacabana...rsrsrs, com regras da prisão. Só porque o time dos sem camisa, costumava as amarrar na cabeça, o que muitas vezes, impedia nossa visão de jogo, o Renée nos alcunhou de nômades de Copacabana. Uma mente insana de um garoto que aprendeu a falar inglês ouvindo metal... rsrsrs. As regras da prisão vieram alguns minutos depois, quando decidimos, depois de tomar uma lavada, que precisaríamos ser mais diretos, para obter algum tipo de Vitória. Então começaram os empurrões, as joelhadas, e os arremessos contra as grades da quadra... afinal, eram regras da prisão.
Quantas manhãs e tardes não passei da exaustão ao divertimento num único passo. Quantas risadas e momentos não vivi, com uma única escolha que fiz no passado. Desse tipo de escolha que eu falo, desse tipo de momentos que eu digo. Desse ritmo, do solo na minha cabeça agora, que, infelizmente, só eu posso ouvir. Se nada der certo, vou ganhar um rio de dinheiro fazendo vídeo-clipes. Porque eu sou dessa época, sabe? Dos videoclipes.
Lembra não? Shakira, blink 182, nirvana, sabe, essas coisas? Ah, desculpa, você é emo..rsrs
Cada um é cada um, já dizia minha boa mãe.
Se foi, endoureceu por detrás do prédio de frente a minha humilde residência. Volta amanhã e depois, até chegar em meados do mês e ela se encher, e vir brincar de cabra cega as 2 da madrugada.
Quanto mais brilhante ela fica, menos ou durmo. Fechar a janela não está entre as opções... já te falei do calor que faz aqui?
Caminhando a gente envelhece, fica experiente, aumenta a vontade de fazer sexo, enfim, um montão de coisa. Coisa boa e porcaria.
A diferença, a grande diferença, é o ritmo da sua cabeça. Uns engatinham, uma idéia de cada vez. Alguns sustentam umas idéias, por algum tempo. Outros andam, mais ousados, determinados e cabeças dura. Uns poucos fazem “copper”, inconseqüentes, insanos, alegres, ricos... Algumas boas almas correm... Agora eu? Eu faço le parkour. Como naquele momento, antes de começar música, quando o baterista está prestes a bater na caixa e estourar o bumbo, quando a guitarra acabou de fazer aquele tananaam da introdução, naquela paradinha depois de vocalista cantar a primeira estrofe, como o momento que sua mão dói, depois de você acertar aquele murro no queixo, como naqueles segundos que antecedem o gozo, como naquele momento que você está tão feliz, que antes das lágrimas caírem, seus olhos se enchem d’água, como quando você termina um desenho bom ou quando acaba de perceber que alguém está apaixonado por você, como no último suspiro antes do afogamento, como quando te empurram na piscina, como quando o CD faz aquele barulhinho e você espera a música começar, como quando você corre, com todas as forças, pra não perder aquele busão de manhã, como quando a maquininha do tatuador está prestes a tocar sua pele, como quando você recebe aquela má notícia por telefone e finge que não entendeu, como quando você dorme, e acorda sem saber se estava mesmo sonhando, ou se hoje é terça ou é quarta. Como quando você mergulha na cachoeira gelada, antes de ver a temperatura da água.
Minha vida é assim. Nessa exata medida, sem um por que de saber, mas sabendo um porque de por que não perguntar.
Eu volto logo. Afinal de contas, amanhã a lua vai brilhar de novo na minha janela.
Esta é a única época do ano que consigo vê-la sem esforço, ou sem ao menos procurá-la, permanece ali, envolta em seu véu brilhante, minha conselheira de tantos dias.
Houve tempo em que ela era mais bajulada, adorada, alvo de rituais, peregrinações, poesias... Hoje, segundo ela mesma, ela apenas contrasta. Contrasta com o Sol, contrasta com as Trevas, embora, vez ou outra inspire um poeta mais eloqüente ou um jovem louco de ácido.
Esses dias, coincidentemente ou não, também são os que meus aposentos ficam mais quentes, dado ao, como vocês sabem, intenso calor. Dessa maneira, são os dias que mais procuro ficar perto da janela, olhando as luzes da cidade, os barulhos da madrugada e meus pensamentos silenciosos. Com sua sorrateira presença, ela ilumina meus momentos de introspecção, de tomar alguma coisa gelada, ou de espiar a vida dos vizinhos. Afinal, sou curioso e não sou santo.
Tomada como amante ou como amiga, houve minhas confissões, devaneios e velho e bom rock’ roll, que me faz companhia com o monitor desligado.
The Descendents, Voodoo Glow Skulls, Gogol, Nofx, Thee Pirates, o reverendo, a coisa toda…
E, enquanto escrevo essas linhas, e ela me sorri meio rabo de olho, eu ouço aquela da Didi sabe?
Whatever Didi wants she’s gone get it, whatever Didi wants she’s gone get it, whatever Didi wants she’s gone get it… ouçam pra sentirem o ritmo que sinto enquanto escrevo essas palavras.
As vezes, gostaria de poder descrever-lhes com precisão o ritmo das coisas que penso, como dessa música. Mas, por mais artifícios gramaticais, líricos e loucos que eu utilize, ainda não consegui chegar no exato momento que gostaria de passar, na exata batida, no exato solo de baixo.
Entender de ritmo, porém, é tarefa para poucos, transmiti-los bem, quanto aos meus, posso afirmar, que ainda não consegui.
É como diz aquela música do H20: because we’re faster than the world, faster than the world, faster than the world, we can’t slow down! Como num pogo gigante sabe? Rodando os cotovelos, ouvindo o grave do baixo levantar poeira do piso, vendo o brilho do buraquinho do cadarço dos coturnos passando como estrelas cadentes, e um mar de desodorante barato, suor e bateria.
A vida é feita das escolhas que fazemos, do ritmo que pensamos, queremos agimos... por isso, não tem nada de errado comigo. Além do que eu acabo de dizer.
Chega uma hora que temos que decidir coisas importantes, coisas que rumam, que podem realmente influenciar o o que e o como do futuro. Não como que roupa escolher ou se vou no pirulito de morango ou no azul com chiclete. Eu escolheria o azul com chiclete. Agora, pro futuro, que escolha eu faria?
Pena que não estamos no tempo futuro, retificando, que farei?
Eu decidi tantas coisas a tanto tempo que nem me lembro quando se sucederam. Embora, acabe de me ocorrer que, outras grandes decisões, foram feitas no íntimo de um instante inspirado. Num telefonema, numa preguiça ou num “eu compro o celular pra você” rsrs. Boas escolhas, de fato, cada uma no seu tempo ou no seu momento mais preciso.
Nesse momento, mais preciso, eu preciso disso. Novamente, das escolhas e do momento, que vou me dar ao luxo de me dar. Preciso, posso, então, por que não?
Acho que vai ser bom, e, mesmo que não seja, vai me ajudar a decidir, a escolher, a pegar o velho esquadro pra medir a distância das estrelas.
Se me perguntasse o que poderia fazer, diria que poderia vender grandes idéias. Mas, no fim, ninguém as compraria. Mas eu poderia, novamente, me perder dentro do universo do criar, do conceber, do viver segundos, caminhando nessa direção.
E ela lá, endourecendo pro negro, sem chuvas, do seu da minha capital favorita, e, única conhecida, da América.
Sempre me ensinaram, que com, trabalho, esforço e economia, dê pra você arranjar uns trocados. Mas eu sou fissurado em pular essa parte, oras, porque não? Não disse a pouco que venderia grandes idéias? Essa, todos comprariam.
Até eu.
Tenho dois grandes adversários, a organização e o cochilo. Seria eu fraco o suficiente pra deixar que imperassem tanto assim na minha vida? Vos digo, que sou.
Um homem derrotado pela sua mente cômoda e seu organismo vadio. Que há de se fazer? Sincero, ao menos, eu sempre fui. Com tudo. Não me pergunte a resposta que não quer ouvir. Não sou esse tipo de pessoa.
Sou do tipo que tomaria um gelinho agora. Aquele do tio da ETE, que tinha de beijinho, brigadeiro e um outro sabor, acho que era leite condensado, que eu gostava tanto. A essa altura, o velho já morreu e levou pro túmulo a receita das gostosuras. Deus, ele fazia um bom dinheiro nesses verões. A gente passava lá depois da aula, ou no meio dela mesmo, pra pegar uns gelinho e ir no Chicão jogar um basquete.
Os nômades de Copacabana...rsrsrs, com regras da prisão. Só porque o time dos sem camisa, costumava as amarrar na cabeça, o que muitas vezes, impedia nossa visão de jogo, o Renée nos alcunhou de nômades de Copacabana. Uma mente insana de um garoto que aprendeu a falar inglês ouvindo metal... rsrsrs. As regras da prisão vieram alguns minutos depois, quando decidimos, depois de tomar uma lavada, que precisaríamos ser mais diretos, para obter algum tipo de Vitória. Então começaram os empurrões, as joelhadas, e os arremessos contra as grades da quadra... afinal, eram regras da prisão.
Quantas manhãs e tardes não passei da exaustão ao divertimento num único passo. Quantas risadas e momentos não vivi, com uma única escolha que fiz no passado. Desse tipo de escolha que eu falo, desse tipo de momentos que eu digo. Desse ritmo, do solo na minha cabeça agora, que, infelizmente, só eu posso ouvir. Se nada der certo, vou ganhar um rio de dinheiro fazendo vídeo-clipes. Porque eu sou dessa época, sabe? Dos videoclipes.
Lembra não? Shakira, blink 182, nirvana, sabe, essas coisas? Ah, desculpa, você é emo..rsrs
Cada um é cada um, já dizia minha boa mãe.
Se foi, endoureceu por detrás do prédio de frente a minha humilde residência. Volta amanhã e depois, até chegar em meados do mês e ela se encher, e vir brincar de cabra cega as 2 da madrugada.
Quanto mais brilhante ela fica, menos ou durmo. Fechar a janela não está entre as opções... já te falei do calor que faz aqui?
Caminhando a gente envelhece, fica experiente, aumenta a vontade de fazer sexo, enfim, um montão de coisa. Coisa boa e porcaria.
A diferença, a grande diferença, é o ritmo da sua cabeça. Uns engatinham, uma idéia de cada vez. Alguns sustentam umas idéias, por algum tempo. Outros andam, mais ousados, determinados e cabeças dura. Uns poucos fazem “copper”, inconseqüentes, insanos, alegres, ricos... Algumas boas almas correm... Agora eu? Eu faço le parkour. Como naquele momento, antes de começar música, quando o baterista está prestes a bater na caixa e estourar o bumbo, quando a guitarra acabou de fazer aquele tananaam da introdução, naquela paradinha depois de vocalista cantar a primeira estrofe, como o momento que sua mão dói, depois de você acertar aquele murro no queixo, como naqueles segundos que antecedem o gozo, como naquele momento que você está tão feliz, que antes das lágrimas caírem, seus olhos se enchem d’água, como quando você termina um desenho bom ou quando acaba de perceber que alguém está apaixonado por você, como no último suspiro antes do afogamento, como quando te empurram na piscina, como quando o CD faz aquele barulhinho e você espera a música começar, como quando você corre, com todas as forças, pra não perder aquele busão de manhã, como quando a maquininha do tatuador está prestes a tocar sua pele, como quando você recebe aquela má notícia por telefone e finge que não entendeu, como quando você dorme, e acorda sem saber se estava mesmo sonhando, ou se hoje é terça ou é quarta. Como quando você mergulha na cachoeira gelada, antes de ver a temperatura da água.
Minha vida é assim. Nessa exata medida, sem um por que de saber, mas sabendo um porque de por que não perguntar.
Eu volto logo. Afinal de contas, amanhã a lua vai brilhar de novo na minha janela.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Carbuncle crying in the mountains of Andra Padresh
When i walk by the night
Ou quando acordar de manhã
Em transe, insone, disrupting my neurons
Yeah
Let me out
Qdo eu for dobrar a esquina
Folhear a revista
Olhar nos olhos
Google something
Or laugh alone
Yeah
Drop me in
In this treasure island
Nessa coisa toda
Me deixe lá
Me deixe lá
E então, let me out
Let me out
Let me out
Quando eu pegar aquela moto
Subir naquela pedra
Dormir naquela grama
Tremer daquele frio
When i’m doing that bass solo I’ve made
Drinking with the lights down
Sabe
Let me in
Drop me out
Quando eu estiver praticando yoga
Jogando poker with the Indra God
Yeah
Me deixe levantar da mesa e sair
Levantar os pensamentos
Levantar minha mão
Pra nenhum de vocês
Only that old jass trumpet i know i like
Miss me
Já não tenho rimas
Nem nada
Over over over and over again
The same faces odd places
Make it agora
Moksha
Kanishka
Babur
Akbar
Tails
Robinson
Poe
Well
Na multidão
Que rosto falta e que rosto sobra?
Drop me out let me out
Let me in drop me in
Os punks diziam assim
O o oo
Eu gosto
Vou dizer assim
O o ooh
Hey
Yeah
Take
Vai
Sim
Drop
By
Me
I
N
Minhas lembranças à lógica
Ou quando acordar de manhã
Em transe, insone, disrupting my neurons
Yeah
Let me out
Qdo eu for dobrar a esquina
Folhear a revista
Olhar nos olhos
Google something
Or laugh alone
Yeah
Drop me in
In this treasure island
Nessa coisa toda
Me deixe lá
Me deixe lá
E então, let me out
Let me out
Let me out
Quando eu pegar aquela moto
Subir naquela pedra
Dormir naquela grama
Tremer daquele frio
When i’m doing that bass solo I’ve made
Drinking with the lights down
Sabe
Let me in
Drop me out
Quando eu estiver praticando yoga
Jogando poker with the Indra God
Yeah
Me deixe levantar da mesa e sair
Levantar os pensamentos
Levantar minha mão
Pra nenhum de vocês
Only that old jass trumpet i know i like
Miss me
Já não tenho rimas
Nem nada
Over over over and over again
The same faces odd places
Make it agora
Moksha
Kanishka
Babur
Akbar
Tails
Robinson
Poe
Well
Na multidão
Que rosto falta e que rosto sobra?
Drop me out let me out
Let me in drop me in
Os punks diziam assim
O o oo
Eu gosto
Vou dizer assim
O o ooh
Hey
Yeah
Take
Vai
Sim
Drop
By
Me
I
N
Minhas lembranças à lógica
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
revisão e senso é para os fracos
Ler a porra dos gibis derrete meu cérebro
Me dá vontade de escrever diálogos inteligíveis
Aeronave encantada
Tantas vezes mencionada
Entre anjos amparadas
Na abóbora celeste
Entre verduras e ciprestes
Tamanha fúria cresce
Velocidade inerte
Um fluxo fértil
De corrente, pensamento, razão
E quando me desviro, num pulo de salmão
Estou novamente no mundo
Plumas e asas, unhas no chão
Calcanhar ralado e roído
Barulho de sono, trovão
Bocejo pálido, alvo, pedindo
Benção, e consagração
Sorte de não dormir com travesseiro
E desse calor nos meses de janeiro
Das monções israelenses e palestinas
E das gomas e do pastar das sucupiras
E T.S. Elliot e dos menos conhecidos
Das prateleiras imensas e das brochuras entorpecidos
De sangue, suor e linhas, e tinta, tinta sem tecidos
É pragmático, arquétipo, estereotipo, sincrético
Lótus caseira, vendo em ramos, dois reais a dúzia
São os alquimistas de
Kalderan
Mexem com as minhas torturas
Pintam meus sonhos com incensos em pedra
Fazem aquele barulho de doer ao subir a serra
Fadas confinadas em marca-passos
Dedos muito grossos no manejo do compasso
Mapas muito velhos para olhos muito novos
Tempestade e violência numa encosta caudalosa
Atlantes, lemurianos, são nazistas são kryptonianos
É Galactus se masturbando no céu
São meus poemas mais parecidos com os da Cris.
É a rebelião das letras MAISCÚLAS
Ou aquela propaganda nova da APAE
O que será tudo isso?
Que grande merda é essa?
São os malditos gibis, que estão derretendo meu cérebro.
Depois dessa página, já é tarde demais.
O universo conspira
Fato
Com quem?
Nunca soube de uma conspiração de um individuo só
Fato 2
O universo não está sozinho
Opções?
Acompanhante
Colega de quarto
Amigo de infância
Esposa
Divorciado, caneca de cerveja no balcão do bar
Bêbados conversam com a bebida
Fato 3
Não pode ser uma caneca de cerveja
Seria universalmente ridículo demais se fosse
O universo não conspiraria junto a uma caneca de cerveja
Fato 4
O universo não está bêbado
Pode ter feito compras
Estar com a cutícula inflamada
Estar vendo o domingão da Faustão
Mas, bêbado não.
Talvez tenha parado
Talvez tenha medo da nova lei
Última opção descartada
O universo não tem medo de leis
É o universo
E ele conspira
Aposto que ele gosta de filmes de máfia
Tipo corleone.
Seria o universo italiano?
Mezzo calabreza?
Não
Fato 5 o universo não faz parte do crime organizado
Ele é muito ingênuo
Já teriam conspirado contra ele
Afinal, famiglia é famiglia
Talvez ele conspire com algo mais numeroso
Olhos e ouvidos, formigas, golfinhos, países subdesenvolvidos
Espíritos foras-da-lei?
Gibis
Aposto que ele conspira com os gibis
10 reais que o superhomem perde feio pro universo
Já te disse que fizemos o super-herói imbatível?
Chamamos de adversário supremo
É o Flash (Wally, meu predileto) com o Yoda nos ombros.
Ahn, o Yoda ta armado com um sabre de luz com cristal de kryptonita
É pra garantir, pq a merda do Kal El é tão rápido quando o flash.
Enfim, esse é o adversário imbatível
Mandem sugestões. Não chegamos a ninguém que vença dele, só alguns possíveis empates
Ikki, pq ele sempre volta
Porra ele foi pro inferno, foi pra outra dimensão e voltou, não dá, o cara é chato!
O seya tbm, mas o flash mata a Athena primeiro.
3 nano segundos primeira volta ao mundo explode o peito da Athena com um murro
Mais 3 milionésimos de segundo mais uma volta ao mundo e já era, pisou na cabeça do seya
O Yoda até fez crochê.
O Galactus também empata e o Manhatan, e só.
É uma dupla praticamente imbatível.
O flash é mais rápido que o pensamento, vibra as moléculas da coisa até explodir, muda a freqüência vibratória e volta no tempo, muda de dimensão. É demais.
O Yoda é o Yoda, porra! O myagi verde com a força. E ele é muuuuito foda com a Força.
E ainda tem o sabre de cristal de kryptonita. Mata o mais apelão dos apelões.
Não adianta vir com batmam, ele não teria plano para matar o Yoda.
Ele mexeria a mãozinha de três dedos dele e adeus homem morcego
O flash poderia até coçar o dedão do pé.
Já sei.
O universo conspira com o Flash com o Yoda nos ombros armado com um sabre de luz de cristal de kryptonita
Certeza
Quando vc menos espera, vrrum vem o flash, vc nem percebe, acha que é uma brisa
Quando é o ar preenchendo o vácuo que ele deixou.
E alguma coisa na sua vida muda
Vc acha uma moeda de 10 centavos
Aquela menina bonita olha pra você
Vai amarrar o tênis e desvia de uma bala perdida.
Simples assim, o universo conspira a seu favor.
E nem comecei a falar do multiverso ainda.
Prolixo.
Não vale nada, mas minha mente é um ecossistema
Até meu ronco cria.
Me dá vontade de escrever diálogos inteligíveis
Aeronave encantada
Tantas vezes mencionada
Entre anjos amparadas
Na abóbora celeste
Entre verduras e ciprestes
Tamanha fúria cresce
Velocidade inerte
Um fluxo fértil
De corrente, pensamento, razão
E quando me desviro, num pulo de salmão
Estou novamente no mundo
Plumas e asas, unhas no chão
Calcanhar ralado e roído
Barulho de sono, trovão
Bocejo pálido, alvo, pedindo
Benção, e consagração
Sorte de não dormir com travesseiro
E desse calor nos meses de janeiro
Das monções israelenses e palestinas
E das gomas e do pastar das sucupiras
E T.S. Elliot e dos menos conhecidos
Das prateleiras imensas e das brochuras entorpecidos
De sangue, suor e linhas, e tinta, tinta sem tecidos
É pragmático, arquétipo, estereotipo, sincrético
Lótus caseira, vendo em ramos, dois reais a dúzia
São os alquimistas de
Kalderan
Mexem com as minhas torturas
Pintam meus sonhos com incensos em pedra
Fazem aquele barulho de doer ao subir a serra
Fadas confinadas em marca-passos
Dedos muito grossos no manejo do compasso
Mapas muito velhos para olhos muito novos
Tempestade e violência numa encosta caudalosa
Atlantes, lemurianos, são nazistas são kryptonianos
É Galactus se masturbando no céu
São meus poemas mais parecidos com os da Cris.
É a rebelião das letras MAISCÚLAS
Ou aquela propaganda nova da APAE
O que será tudo isso?
Que grande merda é essa?
São os malditos gibis, que estão derretendo meu cérebro.
Depois dessa página, já é tarde demais.
O universo conspira
Fato
Com quem?
Nunca soube de uma conspiração de um individuo só
Fato 2
O universo não está sozinho
Opções?
Acompanhante
Colega de quarto
Amigo de infância
Esposa
Divorciado, caneca de cerveja no balcão do bar
Bêbados conversam com a bebida
Fato 3
Não pode ser uma caneca de cerveja
Seria universalmente ridículo demais se fosse
O universo não conspiraria junto a uma caneca de cerveja
Fato 4
O universo não está bêbado
Pode ter feito compras
Estar com a cutícula inflamada
Estar vendo o domingão da Faustão
Mas, bêbado não.
Talvez tenha parado
Talvez tenha medo da nova lei
Última opção descartada
O universo não tem medo de leis
É o universo
E ele conspira
Aposto que ele gosta de filmes de máfia
Tipo corleone.
Seria o universo italiano?
Mezzo calabreza?
Não
Fato 5 o universo não faz parte do crime organizado
Ele é muito ingênuo
Já teriam conspirado contra ele
Afinal, famiglia é famiglia
Talvez ele conspire com algo mais numeroso
Olhos e ouvidos, formigas, golfinhos, países subdesenvolvidos
Espíritos foras-da-lei?
Gibis
Aposto que ele conspira com os gibis
10 reais que o superhomem perde feio pro universo
Já te disse que fizemos o super-herói imbatível?
Chamamos de adversário supremo
É o Flash (Wally, meu predileto) com o Yoda nos ombros.
Ahn, o Yoda ta armado com um sabre de luz com cristal de kryptonita
É pra garantir, pq a merda do Kal El é tão rápido quando o flash.
Enfim, esse é o adversário imbatível
Mandem sugestões. Não chegamos a ninguém que vença dele, só alguns possíveis empates
Ikki, pq ele sempre volta
Porra ele foi pro inferno, foi pra outra dimensão e voltou, não dá, o cara é chato!
O seya tbm, mas o flash mata a Athena primeiro.
3 nano segundos primeira volta ao mundo explode o peito da Athena com um murro
Mais 3 milionésimos de segundo mais uma volta ao mundo e já era, pisou na cabeça do seya
O Yoda até fez crochê.
O Galactus também empata e o Manhatan, e só.
É uma dupla praticamente imbatível.
O flash é mais rápido que o pensamento, vibra as moléculas da coisa até explodir, muda a freqüência vibratória e volta no tempo, muda de dimensão. É demais.
O Yoda é o Yoda, porra! O myagi verde com a força. E ele é muuuuito foda com a Força.
E ainda tem o sabre de cristal de kryptonita. Mata o mais apelão dos apelões.
Não adianta vir com batmam, ele não teria plano para matar o Yoda.
Ele mexeria a mãozinha de três dedos dele e adeus homem morcego
O flash poderia até coçar o dedão do pé.
Já sei.
O universo conspira com o Flash com o Yoda nos ombros armado com um sabre de luz de cristal de kryptonita
Certeza
Quando vc menos espera, vrrum vem o flash, vc nem percebe, acha que é uma brisa
Quando é o ar preenchendo o vácuo que ele deixou.
E alguma coisa na sua vida muda
Vc acha uma moeda de 10 centavos
Aquela menina bonita olha pra você
Vai amarrar o tênis e desvia de uma bala perdida.
Simples assim, o universo conspira a seu favor.
E nem comecei a falar do multiverso ainda.
Prolixo.
Não vale nada, mas minha mente é um ecossistema
Até meu ronco cria.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Cascata de coagulação
Cada um tem sua marca
Ninguém pode saber o que representa tudo aquilo que constrói você
Cada experiência, história ou sentimento
Unidade a partir do múltiplo
Assim somos todos nós
Teias e mais teias de pensamentos, lembranças, sensações
Hoje, vou adicionar um corte mais profundo a minha marca
Assim como ontem eu já o fiz
E no dia anterior a ontem
E no anterior a este
Que colcha de retalhos...
se indagado rapidamente, diria:
os deuses realmente gostam de costurar.
Hoje eu ganharei um troféu
E alguns dias de cama
Porque a vida, de fato é assim Benjamim
Nunca se sabe o que vem pela frente...
Ninguém pode saber o que representa tudo aquilo que constrói você
Cada experiência, história ou sentimento
Unidade a partir do múltiplo
Assim somos todos nós
Teias e mais teias de pensamentos, lembranças, sensações
Hoje, vou adicionar um corte mais profundo a minha marca
Assim como ontem eu já o fiz
E no dia anterior a ontem
E no anterior a este
Que colcha de retalhos...
se indagado rapidamente, diria:
os deuses realmente gostam de costurar.
Hoje eu ganharei um troféu
E alguns dias de cama
Porque a vida, de fato é assim Benjamim
Nunca se sabe o que vem pela frente...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Silvestre
Cada passo um novo olhar
em cada rosto um novo significado
Acolhimento
liberdade
Não são sentimentos antagônicos
são complementares
Eu, sob a benção da titã Antares
sigo na escuridão
As vozes, os sonhos
Sou lápis e papel, apenas
e a chama do lampião
Na grama, onde me deito
no riacho, onde sacio minha sede
na cabana simples, eu mesmo construí
Quando a tempestade se anuncia no fim da tarde
É na gruta que vou acender as velas e ler os mistérios encadernados
A cabana só me poupa do sol das tardes incessantes
e a rede abriga meu sono com sonhos de suave balançar
A noite, cozinho alguma carne, guardada no isopor geladinho, amarrado no fundo da gruta
o eterno tic tic da goteira, a mantêm gelada.
Os morcegos já se acostumaram com minha presença.
As cobras ainda assustam minhas madrugadas.
Os insetos não gostam da fumaça do meu incenso de pedra
E os deuses me visitam na alvorada para falar sobre símbolos e plantas.
E quando numa manhã sólida de vento rápido
caminho algumas milhas até a civilização, eu compro pão, leite e vinagre
Queijo de coalho, rapadura e milho. Sabão, sal e dois sacos de pano.
E passo rápido pela banca de jornais, leio as notícias, ali, na vitrininha.
No caminho de volta, quebro cana, roubo uns maços de almeirão e salsinha.
À noite, faço um sopão. Espanta o frio depois da garoa. Os sapos coacham alto e eu durmo feliz.
Amanhã, vou cozer um panelão de milho com canela e sal.
Pescar alguma coisa para a janta.
E rabiscar estas palavras num pedaço de papel.
Meu coração é assim. Encontra calma nos braços da terra. Contempla a Terra nos braços do céu.
em cada rosto um novo significado
Acolhimento
liberdade
Não são sentimentos antagônicos
são complementares
Eu, sob a benção da titã Antares
sigo na escuridão
As vozes, os sonhos
Sou lápis e papel, apenas
e a chama do lampião
Na grama, onde me deito
no riacho, onde sacio minha sede
na cabana simples, eu mesmo construí
Quando a tempestade se anuncia no fim da tarde
É na gruta que vou acender as velas e ler os mistérios encadernados
A cabana só me poupa do sol das tardes incessantes
e a rede abriga meu sono com sonhos de suave balançar
A noite, cozinho alguma carne, guardada no isopor geladinho, amarrado no fundo da gruta
o eterno tic tic da goteira, a mantêm gelada.
Os morcegos já se acostumaram com minha presença.
As cobras ainda assustam minhas madrugadas.
Os insetos não gostam da fumaça do meu incenso de pedra
E os deuses me visitam na alvorada para falar sobre símbolos e plantas.
E quando numa manhã sólida de vento rápido
caminho algumas milhas até a civilização, eu compro pão, leite e vinagre
Queijo de coalho, rapadura e milho. Sabão, sal e dois sacos de pano.
E passo rápido pela banca de jornais, leio as notícias, ali, na vitrininha.
No caminho de volta, quebro cana, roubo uns maços de almeirão e salsinha.
À noite, faço um sopão. Espanta o frio depois da garoa. Os sapos coacham alto e eu durmo feliz.
Amanhã, vou cozer um panelão de milho com canela e sal.
Pescar alguma coisa para a janta.
E rabiscar estas palavras num pedaço de papel.
Meu coração é assim. Encontra calma nos braços da terra. Contempla a Terra nos braços do céu.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Trovão calado
Como um trovão calado
um calafrio tornado
como um demônio alado
eu passo
Uma tempestade seca
uma árvore sem folhas
um passo
Um degrau
uma escada
um ramo
um rumo
Eu faço
Toda estrada escolhida é um caminho sem volta
cada dom concedido é um conselho déspota
sobre as 9 chaves do paraíso
o que faz sentido?
o que faz sentido?
Quem faz sentindo o que anda sentido?
sente-se, salte, surja, soe
Liberando as válvulas para os novos fluídos
destrancando a chave dos baús escondidos
alimentando os monstros enclausurados vivos
serpenteante orbe cintilante
que singela emoção lhe ofereço neste instante
cosmo caráter
cauda de cometa
reflexo de ampulheta
inverso avesso ambienta
sussurra floresce fornece enaltece
aumenta
sob a flâmula prismática um rompante
envolvido em sua aura mágica cativante
subjetividade
Como véu, faixa, que encobre
recua a luz, recua o mar
Rejuvenesce a vontade
navega, peleja, garimpa, viajar
eterna acolhida define
o recomeçar
todos os sóis que sempre quis
Mais uma vez ouvindo sua canção
Seu refrão suave envolvido feitiço em profusão
Com olhos radiativos
De poderes desconhecidos
Deslumbro um novo continente
Que até então jaz perdido
Na neblina consciente
Da mente camuflada
Sinais de uma aurora roxa
Cajado, capa e espada
Adentrai a dimensão
O espaço a amplitude planetária
Eleva-se
Dogma de retina e córnea
Portal de alma e nada
Como um trovão calado
Que momentâneo se faz presente
Barulho alto inexistente
Esse incômodo, esse arrepio
Esse sopro de ar
Escalando as costelas
Cada fio
De cabelo em pé
O corpo puro de estática
Foi
Há passado
O tempo de feras brandas
De reduto covil e recato
Um brilho
ramo de cor
flor entre as ervas
de ponta-cabeça no topo de mundo
de vento no rosto
braços abertos
passado sombra caverna
futuro fluxo explosão cratera
segue
homem-totem
trovão das eras
um calafrio tornado
como um demônio alado
eu passo
Uma tempestade seca
uma árvore sem folhas
um passo
Um degrau
uma escada
um ramo
um rumo
Eu faço
Toda estrada escolhida é um caminho sem volta
cada dom concedido é um conselho déspota
sobre as 9 chaves do paraíso
o que faz sentido?
o que faz sentido?
Quem faz sentindo o que anda sentido?
sente-se, salte, surja, soe
Liberando as válvulas para os novos fluídos
destrancando a chave dos baús escondidos
alimentando os monstros enclausurados vivos
serpenteante orbe cintilante
que singela emoção lhe ofereço neste instante
cosmo caráter
cauda de cometa
reflexo de ampulheta
inverso avesso ambienta
sussurra floresce fornece enaltece
aumenta
sob a flâmula prismática um rompante
envolvido em sua aura mágica cativante
subjetividade
Como véu, faixa, que encobre
recua a luz, recua o mar
Rejuvenesce a vontade
navega, peleja, garimpa, viajar
eterna acolhida define
o recomeçar
todos os sóis que sempre quis
Mais uma vez ouvindo sua canção
Seu refrão suave envolvido feitiço em profusão
Com olhos radiativos
De poderes desconhecidos
Deslumbro um novo continente
Que até então jaz perdido
Na neblina consciente
Da mente camuflada
Sinais de uma aurora roxa
Cajado, capa e espada
Adentrai a dimensão
O espaço a amplitude planetária
Eleva-se
Dogma de retina e córnea
Portal de alma e nada
Como um trovão calado
Que momentâneo se faz presente
Barulho alto inexistente
Esse incômodo, esse arrepio
Esse sopro de ar
Escalando as costelas
Cada fio
De cabelo em pé
O corpo puro de estática
Foi
Há passado
O tempo de feras brandas
De reduto covil e recato
Um brilho
ramo de cor
flor entre as ervas
de ponta-cabeça no topo de mundo
de vento no rosto
braços abertos
passado sombra caverna
futuro fluxo explosão cratera
segue
homem-totem
trovão das eras
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