Punk’s not dead
Ratatá ratatatatatatatá
Tatá tatatá
Tatá tatá tá tatáa
Tshi tshiccht...
Oh oh [!]
Tatatá tatatá
Ratatatá
Tatatátátátshcimtatátatátschitschimtáará
Tumdumtudumtumdumtshimtschim
Tatatatátá
Aahn [!]
_______
Ansiedade eletroeletrônica
Viver não é preciso
Navegar é preciso
Navegar é preciso
1,
2,
1-2,
Trêsquatro
Então navegue
Naufrague
Recrie não pare
As ondas curtas em altas horas
Uma freqüência dúbia pra quem está fora
Quem manda quem sabe quem diz e quem é
Quem procura quem acha quem sabe o que quer
Esse povo que é novo, cabelo engraçado
Esse povo que é velho, se veste todo errado
Começar de novo com os meridianos trocados
Me poupe da sua reverberação sinfônica
Ska ska ska ska ska ska ska
Living in a confession
Ska ska ska ska sksa ska
Trumpet
Sax
Trumpet
Dum dum
skaskaska
_________
Cilada silábica
Eu ainda não te escrevi
Você ainda não viu
Você não possui
O que foi ou partiu
O que ficou
Redemoinho
Essa suave sensação
Desacordado eu caminho
Outro rosto na multidão
De inovador e original
Só a leveza do meu traço
Minha retórica ocasional
E as palavras que eu encaixo
Mas chega do meu discurso já cansado
Vamos voltar os olhos para o outro lado
O descaso o abuso
O cenário social
A fome, injustiça
Peste ocasional
Como você se nega a ver
Recusa ajudar um semelhante
Que pessoa é você
Es um ser rastejante
Que não se comove
Com o sentimento
De perda, de dor
E sofrimento
Vem, vem
No raio X da sua vida
Eu sou o palito de dente
Que sangra a sua gengiva
Vida toda criada com carinho amor
Brigas com pais
Do mundo verdadeiro você se retirou
Acesso a rede
msn, orkut
não generalizo
mas não me insulte
não fale que ajude
você não faz nada
sua hipocrisia é só fachada
vai na Ong o diabo
piercing no nariz
enfia a argola no r*7)@%
não quer mais ser feliz
doença tristeza
entra a depressão
o por que? O por que?
molhando o colchão
com lágrimas de vento
sem ter direção
seu problema é pequeno
Seu egoísmo é grande
Cuidado com o veneno
Que percorre seu sangue
Que pinga, respinga
Que sai da sua boca
Víbora, coral, blaquemamba ou outra
No sexo você procura
O carinho que não teve
Seu mal não tem cura
Seu pensamento errôneo
Sua visão de vida em estado catatônico
Não se iluda
Porque o seu mundo eu desmonto
Suas peças de Lego
Eu descarrego
No balde, na caixa, debaixo do sofá
Procura, estica, não vai alcançar
A verdade desmantelada atrai
Como o imã a vida esvaída se vai
Polarizando as escolhas erradas
As mentes mais sãs são as mais perturbadas
Sou um soldado dessa cilada silábica
Sou um sargento nessa cidade sitiada
Sou um som de ésse
Sou essa letra sibiliada
Sou o silvo silfo signo emboscada
Sou um som de tiro
Sou um som de tiro
Sou um som de tiro
____
Epilogo verbal
Vou fazer um texto para você ouvir
De verdana para você ouvir
E se você curtir
Por que quem sabe você vai curtir
E o som repercutir
Se o texto te coagir
O som coagular no seu ouvido
O ritmo batendo movido
Com sílabas amarradas... sentindo
Quero te ver sorrir
Com o som que te faz dançar sozinho
Sozinho
Que começa mudo, baixinho
Vai subindo, bombando, zunindo
Levanta do chão rugindo
Vou fazer um som pra você ouvir
Vou fazer um texto para você ouvir
Esse som vai ser pretexto para agir
E quem sabe se você curtir
Se de verdana você curtir
E o ritmo repercutir
O som coagir o seu ouvido
O ritmo coagular as sílabas amarradas
Com o som que te faz dançar sozinha
Sozinha
Que encadeia, encaminha,
Incendeia... imagina
O som que eu vou fazer para você curtir
Com um texto de verdana para você ouvir
Baixinho, subindo, zunindo, bombando
Mudo
.
..
Vai ser o pretexto pra agir
Quero te ver sorrir
Sentindo
Quero te ver sorrir
Vou fazer um texto para você
Sozinho
Levanta do chão
Vou fazer um som pra você
Vai ser o pretexto pra agir
segunda-feira, 28 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Mordedor de caneta bic
Sou dessa raça distinta
Sem nada muito além de vontade e pouco requinte
Desde criança viciados
Na mastigação voraz sem apetite
Corram, e gritem a todos os ventos
E os incrédulos que acreditem
Está chegando a grande horda
Aí vem os mordedores de caneta bic!
Destroem rapidamente
Todo e qualquer vestígio
De tamposa ou de tampinha
E da paradinha de plástico enfiada no fim do tubo
Que embora todo mundo saiba o que é
Não tem nome a dita coisinha...
A mastigam e fazem vácuo
E ainda há quem prossiga
Prendem com o vácuo a tampinha
E a deixam grudada na língua
Depois atiram no primeiro desavisado
Que seu alcance permita
São grandes temores para todo cidadão
Quando começam a mastigar o plástico
É possível ver os farelinhos no chão
Grandes lascas da caneta são arrancadas a dentadas
E lançadas com a velocidade, força e explosão
De uma dúzia e meia de granadas
Protejam as crianças
Acudam a grávida desmaiada
Os mordedores estão se aproximando
De maneira firme e acelerada
Que os deuses todos nos ajudem
Para que eles logo cheguem na carga
Mastigando o tubinho plástico
Esses devoradores acalmam suas almas
E conseguimos fugir antes do golpe fatal
Quando eles rasgam o invólucro de plástico
E estouram a carga da caneta na boca
Que bom que ninguém mais está por perto
Porque a revolta deles não é pouca
Na verdade, sorte deles que ninguém está por perto
Pra ver todo mundo com a boca roxa...
Sorte deles que ninguém está perto
Para ver aquele sorriso azul escorrendo nas coxas
Que pena que não estou perto
E nem vou poder tirar um sarrinho,
Fazer uma firula, uma gozação
Essa vida de mordedor de caneta bic
O filosófico frustar
De perseguir em vão
De nunca obter
De mastigar e perseguir e galgar
De até se conformar, acabar e saber
Que vive mastigando tudo, sem ao menos saber - por que?
Das rotinas da vida,
Das obrigatoriedades das escolhas
Diárias,
Como atravessar ou não o farol
Das escolhas diárias das
Obrigações,
De ser rotineiro ou viver só...
Pobre de ti mordedor
Que desde criança não largou essa mania
De roer e remoer coisas inúteis
Sem significância na vida
E por mais que falem
E mesmo se alguém legal insistir
Tem guardado em seu peito uma reação de fúria
De morder, rosnar e ganir
Mas o que não sabes mordedor
É que no final, no frustrante momento onde tudo é maresia
Você sairá manchado
Na honra, no orgulho, no âmago
Pra sempre um entristecer azulado
Sem nada muito além de vontade e pouco requinte
Desde criança viciados
Na mastigação voraz sem apetite
Corram, e gritem a todos os ventos
E os incrédulos que acreditem
Está chegando a grande horda
Aí vem os mordedores de caneta bic!
Destroem rapidamente
Todo e qualquer vestígio
De tamposa ou de tampinha
E da paradinha de plástico enfiada no fim do tubo
Que embora todo mundo saiba o que é
Não tem nome a dita coisinha...
A mastigam e fazem vácuo
E ainda há quem prossiga
Prendem com o vácuo a tampinha
E a deixam grudada na língua
Depois atiram no primeiro desavisado
Que seu alcance permita
São grandes temores para todo cidadão
Quando começam a mastigar o plástico
É possível ver os farelinhos no chão
Grandes lascas da caneta são arrancadas a dentadas
E lançadas com a velocidade, força e explosão
De uma dúzia e meia de granadas
Protejam as crianças
Acudam a grávida desmaiada
Os mordedores estão se aproximando
De maneira firme e acelerada
Que os deuses todos nos ajudem
Para que eles logo cheguem na carga
Mastigando o tubinho plástico
Esses devoradores acalmam suas almas
E conseguimos fugir antes do golpe fatal
Quando eles rasgam o invólucro de plástico
E estouram a carga da caneta na boca
Que bom que ninguém mais está por perto
Porque a revolta deles não é pouca
Na verdade, sorte deles que ninguém está por perto
Pra ver todo mundo com a boca roxa...
Sorte deles que ninguém está perto
Para ver aquele sorriso azul escorrendo nas coxas
Que pena que não estou perto
E nem vou poder tirar um sarrinho,
Fazer uma firula, uma gozação
Essa vida de mordedor de caneta bic
O filosófico frustar
De perseguir em vão
De nunca obter
De mastigar e perseguir e galgar
De até se conformar, acabar e saber
Que vive mastigando tudo, sem ao menos saber - por que?
Das rotinas da vida,
Das obrigatoriedades das escolhas
Diárias,
Como atravessar ou não o farol
Das escolhas diárias das
Obrigações,
De ser rotineiro ou viver só...
Pobre de ti mordedor
Que desde criança não largou essa mania
De roer e remoer coisas inúteis
Sem significância na vida
E por mais que falem
E mesmo se alguém legal insistir
Tem guardado em seu peito uma reação de fúria
De morder, rosnar e ganir
Mas o que não sabes mordedor
É que no final, no frustrante momento onde tudo é maresia
Você sairá manchado
Na honra, no orgulho, no âmago
Pra sempre um entristecer azulado
quinta-feira, 19 de junho de 2008
RESUMMA
Hoje eu vi fotos da França
Lindas fotos da França
Hoje eu vi uma garota que eu não conhecia
Ela era jornalista
E uma coisa leva a outra
Por uma matéria bem escrita
Acabei conhecendo o novo apartamento da moça
Na França
Em Paris, na França
Perto do metrô Republique.
Um apartamento térreo, com flores e vãos na entrada,
Com um quarto, sala, cozinha, banheiro e lavabo.
Um apartamento bonitinho, todo decorado.
E vi mais uma porção de fotos da França
Nunca gostei muito da França
Sempre me perguntavam, como é? Não vai a França?
E eu dizia – não! O que há para se ver na França?
Só franceses com croissants doces
Servidos apenas no café da manhã
È um sacre’le bleu colocar queijo num croissant francês
Mas eram lindas as fotos da França
Tantos lugares para se ver na França.
Hoje eu pensei em outros lugares, Japão, Tokyo, Katmandu, Malásia, África, Marraquesh, Berlim, Moscou, Buenos Aires.
Hoje eu pensei num globo, ou num mapa,
Uma mapa seria melhor
Um grande mapa mundi meio amarelado, com gravuras
Onde eu colocaria um alfinetinho por cada um dos lugares que havia passado
Seria um mapa tão grande e bonito.
E com fotos grudadas nos alfinites.
Muitas fotos lindas de lugares como a França
E diferentes, muitas coisas
Hoje meu mapinha só tem uma meia dúzia de alfinetes, no sudeste do continente sul americano.
Um alfinetinho no nordeste do Brasil e um alfinetinho no Sul...
Meu mapa hoje está desbalanceado
E bem pouco espaçado
Meu mapa que eu não tenho
Mas que ainda ficará na sala da minha casa
Eu espero muito que fique
A realidade tem sido tão áspera ultimamente
Tenho tentado engolir minha dose de animo diário
Guardar a revolta e a preguiça numa caixinha
Vestir meu manto ilusório de satisfação e vir para o trabalho...
Mas as vezes sofro desses temporões de desavontade
..
Fico escrevendo coisas e criando textos.
Só porque hoje eu vi fotos da França
E gostaria de estar lá...
Lindas fotos da França
Hoje eu vi uma garota que eu não conhecia
Ela era jornalista
E uma coisa leva a outra
Por uma matéria bem escrita
Acabei conhecendo o novo apartamento da moça
Na França
Em Paris, na França
Perto do metrô Republique.
Um apartamento térreo, com flores e vãos na entrada,
Com um quarto, sala, cozinha, banheiro e lavabo.
Um apartamento bonitinho, todo decorado.
E vi mais uma porção de fotos da França
Nunca gostei muito da França
Sempre me perguntavam, como é? Não vai a França?
E eu dizia – não! O que há para se ver na França?
Só franceses com croissants doces
Servidos apenas no café da manhã
È um sacre’le bleu colocar queijo num croissant francês
Mas eram lindas as fotos da França
Tantos lugares para se ver na França.
Hoje eu pensei em outros lugares, Japão, Tokyo, Katmandu, Malásia, África, Marraquesh, Berlim, Moscou, Buenos Aires.
Hoje eu pensei num globo, ou num mapa,
Uma mapa seria melhor
Um grande mapa mundi meio amarelado, com gravuras
Onde eu colocaria um alfinetinho por cada um dos lugares que havia passado
Seria um mapa tão grande e bonito.
E com fotos grudadas nos alfinites.
Muitas fotos lindas de lugares como a França
E diferentes, muitas coisas
Hoje meu mapinha só tem uma meia dúzia de alfinetes, no sudeste do continente sul americano.
Um alfinetinho no nordeste do Brasil e um alfinetinho no Sul...
Meu mapa hoje está desbalanceado
E bem pouco espaçado
Meu mapa que eu não tenho
Mas que ainda ficará na sala da minha casa
Eu espero muito que fique
A realidade tem sido tão áspera ultimamente
Tenho tentado engolir minha dose de animo diário
Guardar a revolta e a preguiça numa caixinha
Vestir meu manto ilusório de satisfação e vir para o trabalho...
Mas as vezes sofro desses temporões de desavontade
..
Fico escrevendo coisas e criando textos.
Só porque hoje eu vi fotos da França
E gostaria de estar lá...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
O homem de algodão doce
Tanta coisa passa pela vida
Tudo que tinge o algodão
Horas para azul, horas para preto,
oras vermelho, rosa e amarelo varal...
Sou o homem de algodão doce
Não sou o senhor que vende algodão doce
O que é triste, porque não tenho buzina
Mas sou o homem de algodão doce
Pareço maior e mais volumoso
Mas no fim me resumo a um sumo
Tenro, macio e gostoso
Veja o homem de algodão doce
De cabeça branca e braços azuis
De peito rosa e pernas amarelas
Hey, homem de algodão doce
Que voa para longe com um vento
E que nunca para na mão de criança
Homem que sempre se suja
Trespassado com palito sua esperança
Fincada em suas costas, segue o controle dos homens
Uma haste de madeira, e por lá eles te consomem
Segue o homem algodão doce
De leveza e sabor da vida
Poxa homem de algodão doce, não desmanche
Não caminhe
Homem de algodão doce
Que restou de você
Foram os outros que vos devoraram
Porque suculento na vida fora você
Morreu o homem de algodão doce
Virou glicose, sacarose, se foi
Pobre homem de algodão doce
Tudo que tinha perdido, esvaído numa única mordida
Vá homem de algodão doce
Porque outros irão em seguida
“seus problemas são tão pequenos...
Pare!
Quais problemas são grandes?
Grande deve ser a sabedoria de viver.
Doce, bela, cheia de cor, sabor e perfume...
De momentos engrandecidos deve ser lembrada a vida
Pois viver é caminhar nas lembranças
E lembrar é imaginar o futuro, que já passou...
Qual tempo não passa?
Pare!
Qual tempo é tão grande?
Grande deve ser a sabedoria de viver.”
Tudo que tinge o algodão
Horas para azul, horas para preto,
oras vermelho, rosa e amarelo varal...
Sou o homem de algodão doce
Não sou o senhor que vende algodão doce
O que é triste, porque não tenho buzina
Mas sou o homem de algodão doce
Pareço maior e mais volumoso
Mas no fim me resumo a um sumo
Tenro, macio e gostoso
Veja o homem de algodão doce
De cabeça branca e braços azuis
De peito rosa e pernas amarelas
Hey, homem de algodão doce
Que voa para longe com um vento
E que nunca para na mão de criança
Homem que sempre se suja
Trespassado com palito sua esperança
Fincada em suas costas, segue o controle dos homens
Uma haste de madeira, e por lá eles te consomem
Segue o homem algodão doce
De leveza e sabor da vida
Poxa homem de algodão doce, não desmanche
Não caminhe
Homem de algodão doce
Que restou de você
Foram os outros que vos devoraram
Porque suculento na vida fora você
Morreu o homem de algodão doce
Virou glicose, sacarose, se foi
Pobre homem de algodão doce
Tudo que tinha perdido, esvaído numa única mordida
Vá homem de algodão doce
Porque outros irão em seguida
“seus problemas são tão pequenos...
Pare!
Quais problemas são grandes?
Grande deve ser a sabedoria de viver.
Doce, bela, cheia de cor, sabor e perfume...
De momentos engrandecidos deve ser lembrada a vida
Pois viver é caminhar nas lembranças
E lembrar é imaginar o futuro, que já passou...
Qual tempo não passa?
Pare!
Qual tempo é tão grande?
Grande deve ser a sabedoria de viver.”
terça-feira, 3 de junho de 2008
Flamin viságe
Já fui criativo
Hoje sou um tolo...
Não ouso, nem crio, nem danço, nem domo
Só tomo, como, demo e sono, tanto sono
As vezes ainda me pego sonhando com Helsinque
Que beleza de cidade, se os finlandeses me permitem
Só faria um comentário, pra acrescentar o meu requinte
Gostaria de morar numa das vielas mais quentes
Que por mais que eu goste de frio
E como gosto do frio, acreditem
Nenhum lugar do mundo é tão frio como Helsinque
Na verdade sim, existem lugares mais frios
Friozíssimos, frigintes
Mas de todos esses outros lugares, eu só moraria em Helsinque
Berlim, Moscou, Petesburgo, Reikjavky
Talvez Edimburgo, Medelin, Oyzumi City
Mas por enquanto é tudo sonho,
Se os finlandeses me permitem
Por enquanto o lance é Brooklin, Bandeirantes, ABC
Muito trabalho, pouco dinheiro e nenhum lazer
Já imaginei que ganharia muito dinheiro, que faria sucesso
E viveria mais tranqüilo, sem agonias pra me perturbar
Para que eu pudesse ao menos um dia da semana
Acordar sem o despertar
Massacrante da musiquinha alegre do meu celular
Esse negócio de telefonia nunca se esforçou pra me agradar
E a minha pessoa por sua vez também nunca se esforçou pra gostar
É útil pra ouvir músicas, tirar fotos e as vezes ligar
Que paradoxo da telefonia ser tudo mais e cada vez menos telefone
Celular
Meu organismo insiste em rejeitar
Os remédios, sacrilégios
Pequenos comprimidos sinceros
Comprometidos em fazer melhorar
Ou pelo menos fazer parte dos efeitos
Que a tal da bula mandar
Tornou-se até corriqueiro
O meu diário desespero
De me sustentar
Em pé
Ou sentado
Mais freqüentemente digitando
Calado
Pensando
Em mais coisas pra me preocupar
Que coisa louca
Essa falta de aventura
Que a rotina atura
Para nos agüentar
Que tolice pura
Falta-me travessura
De subir na arvore
De rir e brincar
De pular na piscina
E de fazer da rima
Uma arte muito mais fina
Que uma fuga vulgar
Hoje sou um tolo...
Não ouso, nem crio, nem danço, nem domo
Só tomo, como, demo e sono, tanto sono
As vezes ainda me pego sonhando com Helsinque
Que beleza de cidade, se os finlandeses me permitem
Só faria um comentário, pra acrescentar o meu requinte
Gostaria de morar numa das vielas mais quentes
Que por mais que eu goste de frio
E como gosto do frio, acreditem
Nenhum lugar do mundo é tão frio como Helsinque
Na verdade sim, existem lugares mais frios
Friozíssimos, frigintes
Mas de todos esses outros lugares, eu só moraria em Helsinque
Berlim, Moscou, Petesburgo, Reikjavky
Talvez Edimburgo, Medelin, Oyzumi City
Mas por enquanto é tudo sonho,
Se os finlandeses me permitem
Por enquanto o lance é Brooklin, Bandeirantes, ABC
Muito trabalho, pouco dinheiro e nenhum lazer
Já imaginei que ganharia muito dinheiro, que faria sucesso
E viveria mais tranqüilo, sem agonias pra me perturbar
Para que eu pudesse ao menos um dia da semana
Acordar sem o despertar
Massacrante da musiquinha alegre do meu celular
Esse negócio de telefonia nunca se esforçou pra me agradar
E a minha pessoa por sua vez também nunca se esforçou pra gostar
É útil pra ouvir músicas, tirar fotos e as vezes ligar
Que paradoxo da telefonia ser tudo mais e cada vez menos telefone
Celular
Meu organismo insiste em rejeitar
Os remédios, sacrilégios
Pequenos comprimidos sinceros
Comprometidos em fazer melhorar
Ou pelo menos fazer parte dos efeitos
Que a tal da bula mandar
Tornou-se até corriqueiro
O meu diário desespero
De me sustentar
Em pé
Ou sentado
Mais freqüentemente digitando
Calado
Pensando
Em mais coisas pra me preocupar
Que coisa louca
Essa falta de aventura
Que a rotina atura
Para nos agüentar
Que tolice pura
Falta-me travessura
De subir na arvore
De rir e brincar
De pular na piscina
E de fazer da rima
Uma arte muito mais fina
Que uma fuga vulgar
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Diálogo improvável e corriqueiro
E o homem disse a seu Deus:
Compreender a grande instância das coisas
Compreender da grandiosidade das pequenas
Deixar as mesquinharias e o usual em seu devido lugar
Alguém quem compreenda a grandeza da realidade
Da divindade do terreno e da diversidade
Alguém que chute o portão dos sete reinos com uma balde de tinta nas mãos
Alguém que corra com botas pesadas no jardim florido
Que respeite minhas palavras sem devaneios
Que coma carne de javali ainda quente
Careço de alguém
Que simplesmente entenda
Entenda meu senhor
E o Deus do homem disse a ele:
Pode repetir? Me distrai aqui...
Me diga, você tomou esse shake sabor verão? Estou pensando em pedir um para o lanche.
E o homem disse a seu Deus:
Nem você...
E o Deus do homem disse a ele:
Só queria um shake.
... realidade absurda das pequenas coisas, realidade absurda das pequenas coisas...
As coisas só terminam com um bom passeio de bicicleta de manhã.
Sem fones, sem pensar, só pedal e caminho
Só pedal e caminho
Ouçam: El mato a um policia motorizado, Chica Rutera
Compreender a grande instância das coisas
Compreender da grandiosidade das pequenas
Deixar as mesquinharias e o usual em seu devido lugar
Alguém quem compreenda a grandeza da realidade
Da divindade do terreno e da diversidade
Alguém que chute o portão dos sete reinos com uma balde de tinta nas mãos
Alguém que corra com botas pesadas no jardim florido
Que respeite minhas palavras sem devaneios
Que coma carne de javali ainda quente
Careço de alguém
Que simplesmente entenda
Entenda meu senhor
E o Deus do homem disse a ele:
Pode repetir? Me distrai aqui...
Me diga, você tomou esse shake sabor verão? Estou pensando em pedir um para o lanche.
E o homem disse a seu Deus:
Nem você...
E o Deus do homem disse a ele:
Só queria um shake.
... realidade absurda das pequenas coisas, realidade absurda das pequenas coisas...
As coisas só terminam com um bom passeio de bicicleta de manhã.
Sem fones, sem pensar, só pedal e caminho
Só pedal e caminho
Ouçam: El mato a um policia motorizado, Chica Rutera
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Asteroidía
Cometa, meteoro,
Homenzinho, girassol
Homenzinho, gira solo
Cometeoro - meta sol
Se eu digo que te adoro
Se o seu olhar me dá um nó
Se toco na sua nuca
Um bate-papo nunca só
Uma mesa na padoca
Conversa, lanche, bebidinha
Só quem sabe dos segredos
E da tua companhia
Quando digo e não cedo
E fico perdido na minha
Própria
Ilha
Pensamento
Estrutura
Ousadia
Minha bela minha bela
Minha dama e menina
Eu só digo que te quero
E te desejo, eu queria
Repetir nesse momento
Aquela instante
Em que valiam
Suas palavras, risadas
toques, curvas em medidas
minha vida não é vazia
minha alma já está nua
e o sentimento que eu visto
é vivência pura de imagem sua
Gira homem girassol, gira!
Gira...
Homenzinho, girassol
Homenzinho, gira solo
Cometeoro - meta sol
Se eu digo que te adoro
Se o seu olhar me dá um nó
Se toco na sua nuca
Um bate-papo nunca só
Uma mesa na padoca
Conversa, lanche, bebidinha
Só quem sabe dos segredos
E da tua companhia
Quando digo e não cedo
E fico perdido na minha
Própria
Ilha
Pensamento
Estrutura
Ousadia
Minha bela minha bela
Minha dama e menina
Eu só digo que te quero
E te desejo, eu queria
Repetir nesse momento
Aquela instante
Em que valiam
Suas palavras, risadas
toques, curvas em medidas
minha vida não é vazia
minha alma já está nua
e o sentimento que eu visto
é vivência pura de imagem sua
Gira homem girassol, gira!
Gira...
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