não tô
levei minha alma para passear
se foi
perdi como balões na chuva
chá sem açúcar de um templo qualquer
e em todo tempo
chorei
como criança que perde ou que não quer
hesitei
acovardei-me
só fiz o que era certo faltando duas para o segundo tempo
duas mortes
duas vidas,
duas vias
hoje eu to ouvindo aquela música.
e tomando um porre homérico de guaraná zero.
e, eu odeio guaraná zero.
então, se me chamarem
pede para ler o post it
ele não diz nada
porque é só papel
e se perguntarem
peça para enxergar o rosto cansado
que não diz nada, porque é só carne
e quando sentirem, busque apoio
pois na falta da alma
não há chão que resista.
o refrão diz:
"espero o vento apagar..."
sábado, 26 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Minha tatuagem
não era esse
era outro
que vinha em seu lugar
mas que vida
era aquela
e você não soube esperar
1 bilhão de chineses
e você ainda sem jantar
esqueça os filmes franceses
ache as figuras de colar
um imenso ligue-pontos
de acácia e acaso
um imenso disse não disse
de flores lindas e de vasos
pilhas e mais pilhas de gibis
horas de jogo
em quadra, suado
pés, e bolhas e
broncas
e os ouvidos molhados
um pensar quase eloquente
de uma força que derruba a gente
irritação quase vadia
de um tarde sem companhia
que belo sol
incandescente
num caduceu imponente
sem importância ou enfeite
sem Deus nem Deleite
uma prateleira de filmes para adultos
e diversas indicações de filmes para crianças
recomendações para não andar sem camiseta
proibições de alimentos nessas circunstâncias
uma mistura de cocas e tiros
e sabor de conhaque barato
muita, muita cevada
parmegiana para lavar o prato
não é confusão
é um além de clareza dos fatos
também não é tristesa
é um relance
como um cavalo num salto
nunca foi tanta natureza
grutas, cascatas e tudo abaixo
nunca foi tanta proeza
nem nos idos 16, claro
tinha um livro em branco
ganhado de presente
uns pensamentos tortos
um peito batido ritmicamente
uma sociedade de tolos
e tolice o suficiente
para escrever uns versos soltos
e dizer que estou indo em frente
não que isso seja verdade
ou que a mentira seja diferente
é tudo questão de vontade
inspiração e olhar sereno
a paz de espírito que eu tanto busco
continua enfurnada num oceano de teias
a paz de espírito que tanto eu busco
continua conduzida por vozes na areia
a paz e o espírito, que eu tanto busco
continuam reversas as sombras da luz
como cego em um jogo de espelhos
minhas canções
tem partes das suas músicas
meus pensamentos
um cheiro que me lembra você
os seus diversos vocês
muitas vezes me lembram a mim mesmo
minha gramática sem qualquer porquês
está escrita sob rasuras e erros
e meu destino de caminhar sozinho
é a maior dádiva
das maldições que criei primeiro
os outros defeitos todos
que tracei
alma
eu te digo
devorarei inteiro
como um esquadrão de homens suicidas
sou tão voraz
quanto o sol de janeiro
profundezas?
sou uma fenda austral
tentando tocar as pontas
de mim mesmo
quietude
não é desapego
ele me disse, quando criança
siga sempre o caminho do meio
é o Boddidharma, Boddishivata
é a encarnação de um primevo
um Elohim, meu Mahabarahta.
meu mastigar
ósseo
férreo
um magnetismo
mental
credo
nada mais comum
do que um final
começou 1
eram dois
agora
é zero
é um ciclo
é como quando dá fome
é como quando se espera
eu, ruminante
conjunto finito
minha tatuagem
é o meu mistério.
era outro
que vinha em seu lugar
mas que vida
era aquela
e você não soube esperar
1 bilhão de chineses
e você ainda sem jantar
esqueça os filmes franceses
ache as figuras de colar
um imenso ligue-pontos
de acácia e acaso
um imenso disse não disse
de flores lindas e de vasos
pilhas e mais pilhas de gibis
horas de jogo
em quadra, suado
pés, e bolhas e
broncas
e os ouvidos molhados
um pensar quase eloquente
de uma força que derruba a gente
irritação quase vadia
de um tarde sem companhia
que belo sol
incandescente
num caduceu imponente
sem importância ou enfeite
sem Deus nem Deleite
uma prateleira de filmes para adultos
e diversas indicações de filmes para crianças
recomendações para não andar sem camiseta
proibições de alimentos nessas circunstâncias
uma mistura de cocas e tiros
e sabor de conhaque barato
muita, muita cevada
parmegiana para lavar o prato
não é confusão
é um além de clareza dos fatos
também não é tristesa
é um relance
como um cavalo num salto
nunca foi tanta natureza
grutas, cascatas e tudo abaixo
nunca foi tanta proeza
nem nos idos 16, claro
tinha um livro em branco
ganhado de presente
uns pensamentos tortos
um peito batido ritmicamente
uma sociedade de tolos
e tolice o suficiente
para escrever uns versos soltos
e dizer que estou indo em frente
não que isso seja verdade
ou que a mentira seja diferente
é tudo questão de vontade
inspiração e olhar sereno
a paz de espírito que eu tanto busco
continua enfurnada num oceano de teias
a paz de espírito que tanto eu busco
continua conduzida por vozes na areia
a paz e o espírito, que eu tanto busco
continuam reversas as sombras da luz
como cego em um jogo de espelhos
minhas canções
tem partes das suas músicas
meus pensamentos
um cheiro que me lembra você
os seus diversos vocês
muitas vezes me lembram a mim mesmo
minha gramática sem qualquer porquês
está escrita sob rasuras e erros
e meu destino de caminhar sozinho
é a maior dádiva
das maldições que criei primeiro
os outros defeitos todos
que tracei
alma
eu te digo
devorarei inteiro
como um esquadrão de homens suicidas
sou tão voraz
quanto o sol de janeiro
profundezas?
sou uma fenda austral
tentando tocar as pontas
de mim mesmo
quietude
não é desapego
ele me disse, quando criança
siga sempre o caminho do meio
é o Boddidharma, Boddishivata
é a encarnação de um primevo
um Elohim, meu Mahabarahta.
meu mastigar
ósseo
férreo
um magnetismo
mental
credo
nada mais comum
do que um final
começou 1
eram dois
agora
é zero
é um ciclo
é como quando dá fome
é como quando se espera
eu, ruminante
conjunto finito
minha tatuagem
é o meu mistério.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
alt f5 alt f5 alt f5 divagações de Godammit las hay e punto. f5
Como é?
Perguntavam ao garoto.
Para ele era um misto de doce de abóbora da vó e steady as she goes do raconteurs
sempre dizia para mim mesmo que era a melhor coisa que Jack White fez desde Seven Nation Army
era como aquele gibi do Lanterna, com toda a qualidade de cores, como a tropa alpha sem o estrela polar
as vezes, um sabre de luz desligado. um sabre de luz laranja.
um pedaço da guia da calçada, cheio de chiclete velhos e pegadas de baratas
eram duas partidas de street fighter 2, com a chun li ou o guile. sem essa história de especiais.
eram beijos tão doces que fariam qualquer velhinha diabética desmaiar a um quarteirão de distância
eram piadas engraçadas como aquelas da Phoebe.
de noite, era como ver uma mensagem inesperada do celular
ou era como depois daquele jogo do basquete no colegial, que eu fiz duas cestas de 3
também tinha shang tsung.
as vezes era alto como um rochedo
como um dromedálio que escapou das asas do Roca e acometeou as areias do deserto
era como um daqueles contos incríveis do Bill Willingham.
não era um livro do foucalt mas era um nietszche nos cafés da manhã
como um cookie
já sei.
era suave e saboroso como um hot roll
era aquele primeiro grande livro do Fernando Sabino.
era um carro de vidros fechados e uma tentativa fútil de desatar o cinto
se esse garoto
esse aí, do doce de abóbora
andasse e desce voltas
ele teria uma camiseta roxa do King of All Cosmos e um moleton velho de capuz, uma jaquete de hell's angels
anéis. da tropa, de escorpião, do valknut
unhas assim, curtas, mas, meio pretas.
mão sem calos
braço finos e algumas cicatrizes
uns cabelos meio cacheados meio crespos meio cinzas
um par de olhos de multiverso
e um par de dimensões paralelas de ouvidos
e um diabo de palavras entre a nuca e o pescoço
não teria bigode, só uma barba rala.
porque a maquininha, é legal de passar no número 1.
e vestiria jeans
e um all star preto
e não teria moto ou carro
ou um lobo atroz de cela ou uma bicicleta
escolha simples
e um punhado de acessórios de fazer inventário de diablo ou WoW parecer brincadeira de jardim da infância
e uns livros na mochila
para escalar o conhecimento
e uns fones de ouvidos desligados
porque eu quero mesmo é ouvir o mundo.
como era, perguntaram ao garoto?
era muito alanis, um pouco de shakira e uns Skas que é um ritmo oprimido
o meio irmão do rock, só se deu bem por causa do sax.
era um violão bonito, que escolhi com carinho, num dia de sol na Teodoro.
era a feirinha da Benedito que nunca fui.
mas eram todos os tiros de nave de star wars.
todos.
com explosões e tudo.
eram todos os surrurros que vem do lugar aonde vão parar as tampas de caneta bic
tantos manos que parecia um baile funk na rocinha
era um despredimento.
como se fosse de fato normal separar o mar com as mãos
meus gibis da marvel, empoeirando aqui.
como era garoto?
era como um sonho que se vive.
mas, aí, acordei, meio zumbi. imbuído de meia vida.
Eu era um Solomon Grundy de pessoa. e minha Zatana. não esperava por mim no próximo quadro.
era como meus desenhos
que conversam comigo eternamente da gaveta
ou da minha cabeça
era como tomar uma com os deuses
sem jogar um pouquinho para eles.
o que eu deveria fazer? atirar o conteúdo da taça na face daquele que me abriga em seu coração?
era minha morada do alto
inspiração
era como saber de um segredo sem que ninguém ouvesse contado e, ainda assim, sem descobrir
como era?
perguntavam ao garoto
e ele então, abriu os olhos
questionou-se sobre a luz forte
enxergou um vulto de rostos e formas, e disse:
Já passou?
já.
alguém esteve aqui.
e fecharam a porta.
Perguntavam ao garoto.
Para ele era um misto de doce de abóbora da vó e steady as she goes do raconteurs
sempre dizia para mim mesmo que era a melhor coisa que Jack White fez desde Seven Nation Army
era como aquele gibi do Lanterna, com toda a qualidade de cores, como a tropa alpha sem o estrela polar
as vezes, um sabre de luz desligado. um sabre de luz laranja.
um pedaço da guia da calçada, cheio de chiclete velhos e pegadas de baratas
eram duas partidas de street fighter 2, com a chun li ou o guile. sem essa história de especiais.
eram beijos tão doces que fariam qualquer velhinha diabética desmaiar a um quarteirão de distância
eram piadas engraçadas como aquelas da Phoebe.
de noite, era como ver uma mensagem inesperada do celular
ou era como depois daquele jogo do basquete no colegial, que eu fiz duas cestas de 3
também tinha shang tsung.
as vezes era alto como um rochedo
como um dromedálio que escapou das asas do Roca e acometeou as areias do deserto
era como um daqueles contos incríveis do Bill Willingham.
não era um livro do foucalt mas era um nietszche nos cafés da manhã
como um cookie
já sei.
era suave e saboroso como um hot roll
era aquele primeiro grande livro do Fernando Sabino.
era um carro de vidros fechados e uma tentativa fútil de desatar o cinto
se esse garoto
esse aí, do doce de abóbora
andasse e desce voltas
ele teria uma camiseta roxa do King of All Cosmos e um moleton velho de capuz, uma jaquete de hell's angels
anéis. da tropa, de escorpião, do valknut
unhas assim, curtas, mas, meio pretas.
mão sem calos
braço finos e algumas cicatrizes
uns cabelos meio cacheados meio crespos meio cinzas
um par de olhos de multiverso
e um par de dimensões paralelas de ouvidos
e um diabo de palavras entre a nuca e o pescoço
não teria bigode, só uma barba rala.
porque a maquininha, é legal de passar no número 1.
e vestiria jeans
e um all star preto
e não teria moto ou carro
ou um lobo atroz de cela ou uma bicicleta
escolha simples
e um punhado de acessórios de fazer inventário de diablo ou WoW parecer brincadeira de jardim da infância
e uns livros na mochila
para escalar o conhecimento
e uns fones de ouvidos desligados
porque eu quero mesmo é ouvir o mundo.
como era, perguntaram ao garoto?
era muito alanis, um pouco de shakira e uns Skas que é um ritmo oprimido
o meio irmão do rock, só se deu bem por causa do sax.
era um violão bonito, que escolhi com carinho, num dia de sol na Teodoro.
era a feirinha da Benedito que nunca fui.
mas eram todos os tiros de nave de star wars.
todos.
com explosões e tudo.
eram todos os surrurros que vem do lugar aonde vão parar as tampas de caneta bic
tantos manos que parecia um baile funk na rocinha
era um despredimento.
como se fosse de fato normal separar o mar com as mãos
meus gibis da marvel, empoeirando aqui.
como era garoto?
era como um sonho que se vive.
mas, aí, acordei, meio zumbi. imbuído de meia vida.
Eu era um Solomon Grundy de pessoa. e minha Zatana. não esperava por mim no próximo quadro.
era como meus desenhos
que conversam comigo eternamente da gaveta
ou da minha cabeça
era como tomar uma com os deuses
sem jogar um pouquinho para eles.
o que eu deveria fazer? atirar o conteúdo da taça na face daquele que me abriga em seu coração?
era minha morada do alto
inspiração
era como saber de um segredo sem que ninguém ouvesse contado e, ainda assim, sem descobrir
como era?
perguntavam ao garoto
e ele então, abriu os olhos
questionou-se sobre a luz forte
enxergou um vulto de rostos e formas, e disse:
Já passou?
já.
alguém esteve aqui.
e fecharam a porta.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Ignição
Ritmo e velocidade
Nas longínquas tramas dançantes
Ou na rota quente do asfalto da cidade
Entre toneladas de concreto aquecido
Entre frios e penosos olhares
Naquela paisagem deslumbrante entra as montanhas
Nas trilhas, perdidas, exóticas, estranhas
Ou no meu emaranhado de vontades
Não sou desses fãs de motores
Mas, apóio de todo peito essa desventura de sabores
O amarelo de amor, o verde de esbravejar, o perseguir
Almejar, alcançar
Poucas, pouquíssimas pessoas partilham
Essa minha vontade de viver a vida
A gana de engolir os momentos em largas doses
Para não perder um segundo da maratona divina
Para bater a cabeça e aprender errando
E para me sufocar num mar de cabelos, suor ou pranto
Então, quando eu passo, tudo soa assim, silencioso
E desfocado
Como borrões no pára-brisa
Reflexos de um dia nublado
Viver num mar de cinza, num “gran pri” de curvas certas
Não importa a quantidade, tudo foge, seca.
Nada de óculos bacana de piloto
Como o Rei no calhambeque
Nada que me salte aos olhos
Que me instiga
Que me merece.
Fico, aqui pensando, se é um dom acelerado
Uma força centrípeta distorcida
Se é alguma cousa estranha
Ou puro olhar alienígena
Daria para criar toda uma ciência
Baseada em enxergar as coisas como vejo
Em discernir obstáculos na pista
Ou um macaco com bocejo
E por mais sentido que faça
E quando surge um rival no carro vermelho
Seja o corredor X ou fumaça
Apenas uma sombra no espelho
Meu ar todo se enche de graça
Os pedais se tornam meus dedos
E na largada a vida toda eu encalço
Perseguindo ser meu próprio meio.
Se chegar entre os três primeiros
Levar taça ou champanhe, não importa
Quero mesmo é ultrapassar o limite
Que separa o normal, e viver de anseios
Quero ser combustível para, acredite,
Ser a ignição no estalar dos dedos.
E aí, me tornarei, sem fim, o cometa harley dos novos tempos.
'só porque a lua estava magnífica, nesse exato momento, e vale, ao menos, minha oferenda de um punhado de sorrisos. Aos herdeiros da Terra, um maravilhoso sonhar.'
eu.ogami
Nas longínquas tramas dançantes
Ou na rota quente do asfalto da cidade
Entre toneladas de concreto aquecido
Entre frios e penosos olhares
Naquela paisagem deslumbrante entra as montanhas
Nas trilhas, perdidas, exóticas, estranhas
Ou no meu emaranhado de vontades
Não sou desses fãs de motores
Mas, apóio de todo peito essa desventura de sabores
O amarelo de amor, o verde de esbravejar, o perseguir
Almejar, alcançar
Poucas, pouquíssimas pessoas partilham
Essa minha vontade de viver a vida
A gana de engolir os momentos em largas doses
Para não perder um segundo da maratona divina
Para bater a cabeça e aprender errando
E para me sufocar num mar de cabelos, suor ou pranto
Então, quando eu passo, tudo soa assim, silencioso
E desfocado
Como borrões no pára-brisa
Reflexos de um dia nublado
Viver num mar de cinza, num “gran pri” de curvas certas
Não importa a quantidade, tudo foge, seca.
Nada de óculos bacana de piloto
Como o Rei no calhambeque
Nada que me salte aos olhos
Que me instiga
Que me merece.
Fico, aqui pensando, se é um dom acelerado
Uma força centrípeta distorcida
Se é alguma cousa estranha
Ou puro olhar alienígena
Daria para criar toda uma ciência
Baseada em enxergar as coisas como vejo
Em discernir obstáculos na pista
Ou um macaco com bocejo
E por mais sentido que faça
E quando surge um rival no carro vermelho
Seja o corredor X ou fumaça
Apenas uma sombra no espelho
Meu ar todo se enche de graça
Os pedais se tornam meus dedos
E na largada a vida toda eu encalço
Perseguindo ser meu próprio meio.
Se chegar entre os três primeiros
Levar taça ou champanhe, não importa
Quero mesmo é ultrapassar o limite
Que separa o normal, e viver de anseios
Quero ser combustível para, acredite,
Ser a ignição no estalar dos dedos.
E aí, me tornarei, sem fim, o cometa harley dos novos tempos.
'só porque a lua estava magnífica, nesse exato momento, e vale, ao menos, minha oferenda de um punhado de sorrisos. Aos herdeiros da Terra, um maravilhoso sonhar.'
eu.ogami
terça-feira, 9 de junho de 2009
Retina Parallax
Passa o tempo
tic tac
piui piuí
trec trec trec trec
fruoom..fruooomm...
e a vida da gente vai tomando forma
separa ingredientes
mistura
amassa, com carinho, se possível
aguarda
e vai crescendo
invariavelmente, esquenta, ferve
seca
no fim
é tudo crunch crunch cronch.
alguns, mais nhami nhami
outros, hmm nananaam.
Eu partilho cada segundo com uma multidão
pensamentos
idéias
vontades
sentimentos
se não fosse algo abstrato
seria muita gente para pouco espaço
mas, tudo é tão lúdico e verdadeiro como queremos que seja
tão ilusório ou real quanto nosso umbervision interno permite
como a vida é boa, não é?
se você acha ruim, te aconselharia a imaginar que é, no mínimo, interessante
mesmo que, para você, nesse momentinho aí, não seja.
dialogar é tão fácil quanto abrir os olhos
escrever é tão simples quanto estender a mão
mas numa multidão de sonâmbulos e insônes
de relógios, cucos, marca-passos, e passatempos
quem consegue enxergar?
sentar, em cima do vagão
deixando o vento bater nos cabelos
e as linhas de alta tensão estalando por sobre a cabeça
ver os campos não tão verdejantes
e as cidades não tão esplendorosas
um, narigudão
outro, antipático
o velho, carrancudo
o outro, sorrisão
um, fone de ouvido
outro, fone no ouvido
um, só suspiro
alguns, só latido
muitos, só rotina
os cansados, já vão dormindo
se poesia não fosse algo tão abstrato
como aquelas coisas que listei lá em cima
diria que você está quase me entendendo
processo
criação
e proliferação, são ações naturais
expontâneas ou provocadas
refletir
escutar
descobrir
se encantar
sao ações simples
normais
porém, titânicas
explicar,
entender,
desvendar,
gargalhar e se encantar
são presentes magníficos
de uma realidade tão grande
quanto pode caber nas palavras
tic tac
piui piuí
trec trec trec trec
fruoom..fruooomm...
e a vida da gente vai tomando forma
separa ingredientes
mistura
amassa, com carinho, se possível
aguarda
e vai crescendo
invariavelmente, esquenta, ferve
seca
no fim
é tudo crunch crunch cronch.
alguns, mais nhami nhami
outros, hmm nananaam.
Eu partilho cada segundo com uma multidão
pensamentos
idéias
vontades
sentimentos
se não fosse algo abstrato
seria muita gente para pouco espaço
mas, tudo é tão lúdico e verdadeiro como queremos que seja
tão ilusório ou real quanto nosso umbervision interno permite
como a vida é boa, não é?
se você acha ruim, te aconselharia a imaginar que é, no mínimo, interessante
mesmo que, para você, nesse momentinho aí, não seja.
dialogar é tão fácil quanto abrir os olhos
escrever é tão simples quanto estender a mão
mas numa multidão de sonâmbulos e insônes
de relógios, cucos, marca-passos, e passatempos
quem consegue enxergar?
sentar, em cima do vagão
deixando o vento bater nos cabelos
e as linhas de alta tensão estalando por sobre a cabeça
ver os campos não tão verdejantes
e as cidades não tão esplendorosas
um, narigudão
outro, antipático
o velho, carrancudo
o outro, sorrisão
um, fone de ouvido
outro, fone no ouvido
um, só suspiro
alguns, só latido
muitos, só rotina
os cansados, já vão dormindo
se poesia não fosse algo tão abstrato
como aquelas coisas que listei lá em cima
diria que você está quase me entendendo
processo
criação
e proliferação, são ações naturais
expontâneas ou provocadas
refletir
escutar
descobrir
se encantar
sao ações simples
normais
porém, titânicas
explicar,
entender,
desvendar,
gargalhar e se encantar
são presentes magníficos
de uma realidade tão grande
quanto pode caber nas palavras
quarta-feira, 29 de abril de 2009
We are all wolves
Lembro-me da primeira vez que nos conhecemos, aquela alcova escura e suja, lar de ratos, de todos piratas expatriados e assassinos do lado oeste do Tamisa. Depois de muito sangue derramado, formando novas poças sobre o negrume do sangue seco e velho das madeiras do assoalho, você se aproximou da minha mesa. Teria atacado antes da luz das tochas iluminarem seu rosto, se não caminhasse a sua frente aquele nosso amigo, do qual você sempre reclama. Continuei a mastigar, enquanto limpava o sangue da cimitarra, e perguntei despreocupado: Vai um cookie, dona?
Simples assim. Daquele biscoito em diante muitas desventuras cruzariam nosso caminho, tantos balanços, suaves e fortes, tempestades e calmarias, que, imagino eu, as pessoas comuns não devem passar. Mas, pra ser bem sincero, eu não sei, nunca fui exatamente uma pessoa comum.
Eis, que chega o derradeiro momento. Hora ou outra, me perguntava aonde tua impaciência iria conduzir-nos. Não que impaciência não seja uma coisa boa, ou ruim, é apenas um sentimento, que todos sentimos em algum momento da vida. Torna-se um problema apenas quando ela nubla nossas visões dos fatos, como a forte neblina das florestas da Estônia.
De fato, muitas coisas me passam pela cabeça agora. Arrependimento, ou culpa, não é uma delas. Com certeza, não da minha parte. Mas, não tenho presunção de imaginar como sua mente se comportará daqui em diante, apenas sou curioso quanto as atitudes humanas. Sempre fui assim, isso que me faz ser quem eu sou. Aliado ao meu comportamento, nem sempre torna-se uma coisa boa, como a impaciência, porém, como diz o francês: É o que temos pra hoje...
Os anos no mar, capitã, me deram muito mais experiência do que apenas saques e pilhagens. E as feridas, muito mais honrarias que os espólios. Quando era pequeno, treinava os olhos para caçar, afinal, sobrevivência dependia de comida, e um filhote de lince ou um coelho gordo eram comida pra semana inteira. Depois de anos, quando nossos olhos já estão treinados para enxergar o movimento, as reações e os resultados, passamos a vislumbrar as coisas de modo diferente. E eu passei tempo demais caçando para deixar de enxergar assim. A vida é simples e não conta com grandes mistérios ocultos, o mundo é daqueles que sabem enxergá-lo.
Contemplação é papo para monges e estudiosos, não para nós, que levamos essa vida. Não para quem tem o vento salgado do oceano, chacoalhando a nau dos pensamentos. Nós nem mesmo conseguimos ficar parados no mesmo lugar, o balanço sempre existe, o eterno ir e vir. A calmaria, o estático, sempre foi a maior aflição de qualquer mandrião que conheço, até mesmo dos grandes, como Jennet ou Drake.
Muitas palavras para tentar explicar aos seus muitos pensamentos uma coisa, como disse acima, relativamente simples: estou desertando, capitã.
Quando vislumbrar essas linhas, muito provavelmente já estarei tão longe do navio, quanto o garoto Galága de um banho de água doce.
Não me preocuparei com as explicações, nem com os porquês. As ações falam tanto quanto esses hieróglifos, rabiscados num diário velho. Como de praxe, levo tudo que me é de direito, espero que não se importe.
Não encontrará o baú com prata sob a soleira da cama, as conversas sobre o vento da popa ou as histórias inacabadas, das noites de lua cheia, que tanto fazíamos questão de contar, para o turno passar mais depressa. Vigília, nunca foi meu forte, afinal.
Espero que sua arrogância não encontre na minha objeção. Livreza de espírito, sempre norteou a bússola matriz desse velho lobo do mar, jamais o deixaria de fazer agora.
Onde, quando e se nos encontraremos novamente, não posso te afirmar com toda certeza. Talvez no próximo aporte saqueador, ou naquela caravela da frota inglesa, nas mesas de jogo de Reykjavík ou na velha cabana no ducado de Liechtenstein.
Afinal, você bem sabe: uma vez caminhante, nenhum pouso jamais domará teu semblante.
No final das contas, somos todos lobos.
Will W.
PS: Não quito dívidas, mas também não mantenho laços. Para todos barris que beber daqui pra frente, lembra sempre daquelas duas canecas que me deve. E quando o tilintar lhe pesar a mente, dá os rincões ao primeiro pedinte que vês e considerarei a dívida paga. Assim, quem sabe, os próximos barris terão pra ti, gostos melhores ou sabor mais leve... Adeus
Simples assim. Daquele biscoito em diante muitas desventuras cruzariam nosso caminho, tantos balanços, suaves e fortes, tempestades e calmarias, que, imagino eu, as pessoas comuns não devem passar. Mas, pra ser bem sincero, eu não sei, nunca fui exatamente uma pessoa comum.
Eis, que chega o derradeiro momento. Hora ou outra, me perguntava aonde tua impaciência iria conduzir-nos. Não que impaciência não seja uma coisa boa, ou ruim, é apenas um sentimento, que todos sentimos em algum momento da vida. Torna-se um problema apenas quando ela nubla nossas visões dos fatos, como a forte neblina das florestas da Estônia.
De fato, muitas coisas me passam pela cabeça agora. Arrependimento, ou culpa, não é uma delas. Com certeza, não da minha parte. Mas, não tenho presunção de imaginar como sua mente se comportará daqui em diante, apenas sou curioso quanto as atitudes humanas. Sempre fui assim, isso que me faz ser quem eu sou. Aliado ao meu comportamento, nem sempre torna-se uma coisa boa, como a impaciência, porém, como diz o francês: É o que temos pra hoje...
Os anos no mar, capitã, me deram muito mais experiência do que apenas saques e pilhagens. E as feridas, muito mais honrarias que os espólios. Quando era pequeno, treinava os olhos para caçar, afinal, sobrevivência dependia de comida, e um filhote de lince ou um coelho gordo eram comida pra semana inteira. Depois de anos, quando nossos olhos já estão treinados para enxergar o movimento, as reações e os resultados, passamos a vislumbrar as coisas de modo diferente. E eu passei tempo demais caçando para deixar de enxergar assim. A vida é simples e não conta com grandes mistérios ocultos, o mundo é daqueles que sabem enxergá-lo.
Contemplação é papo para monges e estudiosos, não para nós, que levamos essa vida. Não para quem tem o vento salgado do oceano, chacoalhando a nau dos pensamentos. Nós nem mesmo conseguimos ficar parados no mesmo lugar, o balanço sempre existe, o eterno ir e vir. A calmaria, o estático, sempre foi a maior aflição de qualquer mandrião que conheço, até mesmo dos grandes, como Jennet ou Drake.
Muitas palavras para tentar explicar aos seus muitos pensamentos uma coisa, como disse acima, relativamente simples: estou desertando, capitã.
Quando vislumbrar essas linhas, muito provavelmente já estarei tão longe do navio, quanto o garoto Galága de um banho de água doce.
Não me preocuparei com as explicações, nem com os porquês. As ações falam tanto quanto esses hieróglifos, rabiscados num diário velho. Como de praxe, levo tudo que me é de direito, espero que não se importe.
Não encontrará o baú com prata sob a soleira da cama, as conversas sobre o vento da popa ou as histórias inacabadas, das noites de lua cheia, que tanto fazíamos questão de contar, para o turno passar mais depressa. Vigília, nunca foi meu forte, afinal.
Espero que sua arrogância não encontre na minha objeção. Livreza de espírito, sempre norteou a bússola matriz desse velho lobo do mar, jamais o deixaria de fazer agora.
Onde, quando e se nos encontraremos novamente, não posso te afirmar com toda certeza. Talvez no próximo aporte saqueador, ou naquela caravela da frota inglesa, nas mesas de jogo de Reykjavík ou na velha cabana no ducado de Liechtenstein.
Afinal, você bem sabe: uma vez caminhante, nenhum pouso jamais domará teu semblante.
No final das contas, somos todos lobos.
Will W.
PS: Não quito dívidas, mas também não mantenho laços. Para todos barris que beber daqui pra frente, lembra sempre daquelas duas canecas que me deve. E quando o tilintar lhe pesar a mente, dá os rincões ao primeiro pedinte que vês e considerarei a dívida paga. Assim, quem sabe, os próximos barris terão pra ti, gostos melhores ou sabor mais leve... Adeus
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Esfinge Bahamut
como um sátiro de lira
levante que afirma
flámula que instiga
a honrar o saldo
ao saudar a vida
interando o canto
sem débitos
me fita
na altura certa
do metro
no comprimento reto
és linda.
escreve
palavreia
cria
querer
transmutar
bem vinda
são índios
nosso destino
são anjos
- com um só tiro, delira?
- levantou essa firma!
- Flá, a mulher que o diga!
como um sátiro de lira
levante que afirma
flámula que instiga
- com um só, tiro de linha
- Pela honra do Saulo!
a saldar a dívida
- internato!? quando?
Sim, é tú!
- Me filma?
- Não é tu, na certa...
na altura certa
como um sátiro de lira
com um só tiro, delira...
do metodo
dá me tudo.
- Levantou essa firma!
levante que afirma
adianta, acima, arriba
- Tem um cumprimento certo?
- Tem um cumprimento, certo?
- Não compro, vendo reto..
és linda.
languida.
és li, nda.
- É, li, nda.
escreve.
palavreia.
fonática.
gramática.
Você, sabe o que é um parser?
gosta de banana split?
- gosta de banana split?
- gosta de, de... de, banana split?
- banana split!?
banada, split.
split.
...
split.
isplitte
is pli te
is plite
is plet
is plentiful
is plite
isplite
sprite
drink?
- I've seen the sprite dancing...
- And a satyr with a lyre
And I saw Tyr with a lier?
?
!
pelegrinaje miracolousité - ladin
...
cria
quer
transmuta
bem
vida
son hijos
our destiny
son anjos
YAHVEH
ADONAI
YHVH ADNI
Kabbalah
?!
acaba lá
a cabala
acaba-lá!
start sefirah sefer
2,3,10 - Malchut
chochmahbinahmalchut
shivabrahma
creative
cria.
repito pra você
gitã
gitano
domain
domínio
rom
romano?
-não.
repito pra você
como um sátiro de lira
com um só tiro, delira
a satyr with a lyre
I saw Tyr with a lier?
como um sátiro de lira
levante que afirma
flámula que instiga
a honrar o saldo
ao saudar a vida
interando o canto
sem débitos
me fita
na altura certa
do metro
no comprimento reto
és linda.
escreve
palavreia
cria
querer
transmutar
bem vinda
são índios
nosso destino
eu.ogami.
levante que afirma
flámula que instiga
a honrar o saldo
ao saudar a vida
interando o canto
sem débitos
me fita
na altura certa
do metro
no comprimento reto
és linda.
escreve
palavreia
cria
querer
transmutar
bem vinda
são índios
nosso destino
são anjos
- com um só tiro, delira?
- levantou essa firma!
- Flá, a mulher que o diga!
como um sátiro de lira
levante que afirma
flámula que instiga
- com um só, tiro de linha
- Pela honra do Saulo!
a saldar a dívida
- internato!? quando?
Sim, é tú!
- Me filma?
- Não é tu, na certa...
na altura certa
como um sátiro de lira
com um só tiro, delira...
do metodo
dá me tudo.
- Levantou essa firma!
levante que afirma
adianta, acima, arriba
- Tem um cumprimento certo?
- Tem um cumprimento, certo?
- Não compro, vendo reto..
és linda.
languida.
és li, nda.
- É, li, nda.
escreve.
palavreia.
fonática.
gramática.
Você, sabe o que é um parser?
gosta de banana split?
- gosta de banana split?
- gosta de, de... de, banana split?
- banana split!?
banada, split.
split.
...
split.
isplitte
is pli te
is plite
is plet
is plentiful
is plite
isplite
sprite
drink?
- I've seen the sprite dancing...
- And a satyr with a lyre
And I saw Tyr with a lier?
?
!
pelegrinaje miracolousité - ladin
...
cria
quer
transmuta
bem
vida
son hijos
our destiny
son anjos
YAHVEH
ADONAI
YHVH ADNI
Kabbalah
?!
acaba lá
a cabala
acaba-lá!
start sefirah sefer
2,3,10 - Malchut
chochmahbinahmalchut
shivabrahma
creative
cria.
repito pra você
gitã
gitano
domain
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rom
romano?
-não.
repito pra você
como um sátiro de lira
com um só tiro, delira
a satyr with a lyre
I saw Tyr with a lier?
como um sátiro de lira
levante que afirma
flámula que instiga
a honrar o saldo
ao saudar a vida
interando o canto
sem débitos
me fita
na altura certa
do metro
no comprimento reto
és linda.
escreve
palavreia
cria
querer
transmutar
bem vinda
são índios
nosso destino
eu.ogami.
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