enquanto todos dormem, eu escrevo
porque é melhor assim
minhas idéias turbulentas não correm o risco de poluir os seus sonhos
e meus sonhos palavreados não correm o risco de serem poluídos por suas idéias barulhentas
são paulo é uma cidade de vermes
mas, não contei ainda, por isso ninguém sabe
não vermes de cadáver
vermes que consomem, engordam, são cegos, gulosos, famintos, feios, não olham para o céu
São Paulo é linda
a nova yorque do terceiro mundo com o perdão gramatical bem concedido
é a carta de alforria para uma infinidade de vidas
é o poço descabido de balde para uma avalanche de nomes
agora, enquanto uma grande porção dorme
eu escrevo
porque é esse mundo que as palavras habitam
porque, elas não são mudas, como hão de pensar
são sonoras, chatinhas, bobagentas
mas, adoram companhia e café
algumas tem um ar blasé, como ferrorama
outras, como listrado, simplesmente gostam de aparecer
mas, fato, corrente, elo e grilhão, estão sempre aí
elas brincam comigo se eu brincar com elas
o que é justo, é justo
é a lei dos Deuses
até agora, eu tinha lido uns versos que diziam assim:
"Esmagar o mundo com as sandálias calçadas sob seus pés"
faço isso tudo ao contrário
"Desesmago a unidade sem as palavras descalçadas abaixo de minhas mãos"
bonito, né?
isso não é um poema
embora pareça
e também não é um texto
embora pareça
lembrei de outra frase.
Raul, o Seixas, aquele que pedem para tocar:
"Se é mel, não posso afirmar com toda certeza, que parece mel, tem cheiro de mel e gosto de mel, isso eu posso afirmar"
Já reparou como todo mundo olha TV
ninguém assiste a TV
que você faz? perguntam
to assistindo TV
não, tá olhando a TV
no máximo, assiste a vida passar entre os comerciais
entende?
careço de uma falta de compreensão profunda
entende, isso não é uma cilada silábica, é sinceridade injetada numa construção
é, realmente uma cidade de vermes
zumbis, sonâmbulos.
salvem-se todos.
lembrei de trezentos filósofos agora.
não os de Esparta, mas, pelo menos de dois gregos
sócrates e Platão.
e as caixas altas e baixas são propositais
as
vezes
como agora, eu provo que sou mais inteligente do que pareço
porque pareço ser um completo idiota
uma anta de galochas
mas, não sou.
sinto muito
Os deuses forjaram meu espírito assim
livre
montador
desmontador
uno e vuno
tal qual mundos e fundos
que, no momento, não disponho.
uma triste conclusão de neurônios.
sabe o que me faz perder a cabeça?
as mulheres.
é tão prazeroso assim para vocês pensar nas mulheres? ou nos homens? ou vice e versa?
para mim é.
e não é sexual, latente, lascivo, embora, as vezes seja
é natural, enigmático, envolvente.
hmmm... como sinto prazer em pensar nas mulheres
hoje, uma lótus no metrô
ou um sorriso sincero a distância
amanhã, o mundo
uma dimensão
não é a toa que o Conan tem aquela cara, sabia?
Ele é Cimério. Deflorava mulheres como quem come de talher
E comia com as mãos. Em ambos os casos.
Poesia é uma arte.
isso, isso é um amontado de palavras.
poupe seu tempo preocupando-se com você.
Me diz, quantos anos você tem?
O que faz da vida?
O que quer realmente fazer?
Se tivessemos uma régua estariamos todos, sempre, na mesma distância de obter nossos sonhos
pensa bem, seus maiores sonhos
agora, pensa nos maiores sonhos da sua irmã, melhor amiga, avó, ex-namorado, detento do carandiru
pega uma régua imaginária,
mede.
viu?
mesma distância.
hoje em dia, ninguém se preocupa mais em decifrar as coisas
sejam as mulheres
o dia, as nuvems, as pessoas, ou as palavras
ninguém decifra nem a si mesmo
eu me permito tentar
minha esfínge pessoal adora me pregar peças
mas, como as palavras, o que é justo é justo.
Qual a distância dos seus maiores sonhos? De coração...
E, o que é justo para você?
Viu. Entendeu agora, né?
São Paulo é uma cidade de vermes.
não por injustiça, imposição social, temporal ou cultural.
é falta de olhar para o céu.
ou no peito
e se encantar com as estrelas.
Não sou de falar de sentimentos
mas, eu amo certas coisas.
como a incrível habilidade de se fascinar.
amo, e sinto um incrível prazer.
como faço ao brincar com as palavras
ao pensar sobre as mulheres.
Enquanto eu escrevo
todo mundo dorme.
Será que alguém abre o olho porque o dia raia?
não.
Viu?
Você é mais esperto do que parece.
Boa sorte, você vai precisar.
Olha, não esquece a régua.
não esquece o sonho.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Diáspora
fé
é um conjunto de coisas
é vontade
falta de explicação
acontecimentos e não acontecimentos
é necessidade de explicação
e falta de um conjunto de coisas
não sem mede
não se entende
não se pede
se tem ou não
se confia
e se resigna
sabendo que existem males que vem para bem
ainda não perdi os dedos
a esperança devastadora de um único homem
vou, sim, porque, a estrada brilha com meu nome por entre os montes
mas, volto, com novidades para cantar
com canções maiores e mais belas
vivo
e com fé
e com todas essas coisas abstratas que não se entende, não se explica
se crê
no amor, no universo, na música
em você
e, em mim mesmo.
até breve.
é um conjunto de coisas
é vontade
falta de explicação
acontecimentos e não acontecimentos
é necessidade de explicação
e falta de um conjunto de coisas
não sem mede
não se entende
não se pede
se tem ou não
se confia
e se resigna
sabendo que existem males que vem para bem
ainda não perdi os dedos
a esperança devastadora de um único homem
vou, sim, porque, a estrada brilha com meu nome por entre os montes
mas, volto, com novidades para cantar
com canções maiores e mais belas
vivo
e com fé
e com todas essas coisas abstratas que não se entende, não se explica
se crê
no amor, no universo, na música
em você
e, em mim mesmo.
até breve.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Firaga Blizzaga e Acordeon
Hoje minha banda predileta de outro país faz show em São Paulo.
eu não vou.
já fui.
Foi um dos melhores shows da minha vida.
sozinho, dancei e pulei e gritei tanto que no final, cai exausto no show. Levantei só uns 10 minutos depois que a galera tinha começado a ir embora.
Amo a música que eles fazem.
Mas, no momento, não disponho da módica quantia de 60 reais e uma lata de leite em pó para apreciar o show.
Gostaria de entrevistar Eugene, que, além de grande frontman é um dos meus ídolos. O cara fugiu de Chernobyl com 13 anos e, passando por trocentos lugares ao redor do mundo, sobreviveu. E sobrevive, e faz o que gosta e vive disso.
Um puta ucraniano gente fina!
Mas, tem coisas e coisas na vida. Algumas a gente pode fazer, outras, infelizmente, não pode.
Eu não posso fazer uma viagem cruzando todos os estados do Brasil.
Não posso cruzar todas as fronteiras dos países, se eu decidir desembarcar na França e seguir de moto até Bangladesh.
Não posso escrever meus textos e viver pura e simplesmente disso.
Não posso convencer todas as pessoas do mundo, ou da linha verde do metrô, que cara feia não leva a nada e que seria muito melhor começar o dia bem, disposto a conversar e conhecer gente nova.
Não posso tomar sol quando está calor.
Ou chuva quando chove.
Não posso assistir aulas na Escola Livre de Cinema, no MIT ou na Universidade Federal de Santa Catarina, simplesmente porque gosto de determinado assunto.
Não posso andar armado com armas brancas não letais com lâminas maiores de 10 cm.
Não posso comer o meat balls do Subway sem ficar com azia.
Tem coisas nessa vida que a gente pode e coisas que não pode fazer. E isso, pra te dizer a real, really sucks!
O Gogol vai voltar outras vezes, porque o Eugene adora o Brasil.
Eu ainda vou ganhar dinheiro suficiente para realizar todas as outras vontades, sem ter qualquer tipo de problema.
O lanche do Subway eu vou continuar comendo, mesmo ficando com azia, porque azia não mata e se matasse, morria, ao menos, de barriga cheia.
Já as pessoas emburradas da linha verde do metrô e do mundo, bem, não se pode ter tudo.
Quem sabe daqui a muitas encarnações os espíritos sejam mais livres, como os pensamentos são, e neste claustro de observar, pensar, agir e fazer, realizar seja o verbo de ação. Realizar.
Intransferível como bilhete único.
Poderoso como uma chuva às 18h em São Paulo.
E meu reino, todo ele, por um centavo de mulher.
"I bet you look good on the dancefloor..."
eu não vou.
já fui.
Foi um dos melhores shows da minha vida.
sozinho, dancei e pulei e gritei tanto que no final, cai exausto no show. Levantei só uns 10 minutos depois que a galera tinha começado a ir embora.
Amo a música que eles fazem.
Mas, no momento, não disponho da módica quantia de 60 reais e uma lata de leite em pó para apreciar o show.
Gostaria de entrevistar Eugene, que, além de grande frontman é um dos meus ídolos. O cara fugiu de Chernobyl com 13 anos e, passando por trocentos lugares ao redor do mundo, sobreviveu. E sobrevive, e faz o que gosta e vive disso.
Um puta ucraniano gente fina!
Mas, tem coisas e coisas na vida. Algumas a gente pode fazer, outras, infelizmente, não pode.
Eu não posso fazer uma viagem cruzando todos os estados do Brasil.
Não posso cruzar todas as fronteiras dos países, se eu decidir desembarcar na França e seguir de moto até Bangladesh.
Não posso escrever meus textos e viver pura e simplesmente disso.
Não posso convencer todas as pessoas do mundo, ou da linha verde do metrô, que cara feia não leva a nada e que seria muito melhor começar o dia bem, disposto a conversar e conhecer gente nova.
Não posso tomar sol quando está calor.
Ou chuva quando chove.
Não posso assistir aulas na Escola Livre de Cinema, no MIT ou na Universidade Federal de Santa Catarina, simplesmente porque gosto de determinado assunto.
Não posso andar armado com armas brancas não letais com lâminas maiores de 10 cm.
Não posso comer o meat balls do Subway sem ficar com azia.
Tem coisas nessa vida que a gente pode e coisas que não pode fazer. E isso, pra te dizer a real, really sucks!
O Gogol vai voltar outras vezes, porque o Eugene adora o Brasil.
Eu ainda vou ganhar dinheiro suficiente para realizar todas as outras vontades, sem ter qualquer tipo de problema.
O lanche do Subway eu vou continuar comendo, mesmo ficando com azia, porque azia não mata e se matasse, morria, ao menos, de barriga cheia.
Já as pessoas emburradas da linha verde do metrô e do mundo, bem, não se pode ter tudo.
Quem sabe daqui a muitas encarnações os espíritos sejam mais livres, como os pensamentos são, e neste claustro de observar, pensar, agir e fazer, realizar seja o verbo de ação. Realizar.
Intransferível como bilhete único.
Poderoso como uma chuva às 18h em São Paulo.
E meu reino, todo ele, por um centavo de mulher.
"I bet you look good on the dancefloor..."
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
dia 1 tomada 22, claquete, ação!
hoje eu faço aniversário.
aniversário é bom, porque a gente chega a um monte de conclusões e faz mas um monte de coisa na cabeça.
cheguei a várias conclusões.
a primeira é que sou importante para as pessoas na mesma proporção que as pessoas são importantes para mim.
quem gosta muito de mim me ligou.
quem não pode ligar, mandou mensagem.
uns até reclamaram da falta de abraço.
quem não pode reclamar, só deu parabéns.
ganhei poucos, mas, bons presentes.
fiquei muito feliz com todos eles.
pelo que as pessoas desejam e falam de mim, descobri muitas coisas.
devo ser um cara legal, embora um pouco idiota.
falaram do meu sorriso e, eu nem sorrir sei, devem haver de ter confundido com a risada.
pelos meus dotes culinários e beberísticos, brigadeiro, doce, conhaque e cerveja devem estar facilmente associados a minha figura. mesa farta!
deve ser alguma coisa no meu cabelo, ou as mulheres começaram a me achar mais interessante?
quanto mais sinto saudades dos meus irmãos, mais eles importam na minha vida.
todo vez que falo obrigado, falo de coração.
e, o mais importante, o importante mesmo, é ser feliz e amar a vida.
porque em gratidão, ela vai te amar de volta. e, quando a vida te ama, é como se você fizesse aniversário.
ainda não dormi, então, ainda estou no primeiro dia desse novo ciclo.
tenho um pedido a fazer.
tenho tantos.
mas, vou pedir um, que, eu acho que vai ser bom.
é uma coisa que eu quero e vai me deixar feliz.
de, resto, é só repetir o que eu mais disse nesse dia, e, provavelmente, vou dizer em todos os dias que ficar feliz como estou agora.
obrigado.
aniversário é bom, porque a gente chega a um monte de conclusões e faz mas um monte de coisa na cabeça.
cheguei a várias conclusões.
a primeira é que sou importante para as pessoas na mesma proporção que as pessoas são importantes para mim.
quem gosta muito de mim me ligou.
quem não pode ligar, mandou mensagem.
uns até reclamaram da falta de abraço.
quem não pode reclamar, só deu parabéns.
ganhei poucos, mas, bons presentes.
fiquei muito feliz com todos eles.
pelo que as pessoas desejam e falam de mim, descobri muitas coisas.
devo ser um cara legal, embora um pouco idiota.
falaram do meu sorriso e, eu nem sorrir sei, devem haver de ter confundido com a risada.
pelos meus dotes culinários e beberísticos, brigadeiro, doce, conhaque e cerveja devem estar facilmente associados a minha figura. mesa farta!
deve ser alguma coisa no meu cabelo, ou as mulheres começaram a me achar mais interessante?
quanto mais sinto saudades dos meus irmãos, mais eles importam na minha vida.
todo vez que falo obrigado, falo de coração.
e, o mais importante, o importante mesmo, é ser feliz e amar a vida.
porque em gratidão, ela vai te amar de volta. e, quando a vida te ama, é como se você fizesse aniversário.
ainda não dormi, então, ainda estou no primeiro dia desse novo ciclo.
tenho um pedido a fazer.
tenho tantos.
mas, vou pedir um, que, eu acho que vai ser bom.
é uma coisa que eu quero e vai me deixar feliz.
de, resto, é só repetir o que eu mais disse nesse dia, e, provavelmente, vou dizer em todos os dias que ficar feliz como estou agora.
obrigado.
sábado, 31 de outubro de 2009
Colher de pau
aprender me deixa feliz
ler me deixa feliz
tardes de sol me deixam feliz
ficar sozinho me deixa feliz
companhia me deixa feliz
fiquei tão feliz que vou fazer um brigadeiro
quer uma colheradinha?
clica ali no botãozinho de comentários
diz que passou aqui
talvez não possa partilhar o brigadeiro
porque ele é bom.
eu gosto muito
e acaba rápido
mas, não se preocupe
pego uma colherada bem cheia de felicidade
para dar para você!
porque tem dia que eu descubro coisas sobre mim
que eu me leio em versos e cílios
que eu me encontro em raios e reatores da lâmpada da cozinha
e, na minha pequenez, isso me deixa feliz.
e pouca coisa me deixa mais feliz do que um montão de brigadeiro
oba!
ler me deixa feliz
tardes de sol me deixam feliz
ficar sozinho me deixa feliz
companhia me deixa feliz
fiquei tão feliz que vou fazer um brigadeiro
quer uma colheradinha?
clica ali no botãozinho de comentários
diz que passou aqui
talvez não possa partilhar o brigadeiro
porque ele é bom.
eu gosto muito
e acaba rápido
mas, não se preocupe
pego uma colherada bem cheia de felicidade
para dar para você!
porque tem dia que eu descubro coisas sobre mim
que eu me leio em versos e cílios
que eu me encontro em raios e reatores da lâmpada da cozinha
e, na minha pequenez, isso me deixa feliz.
e pouca coisa me deixa mais feliz do que um montão de brigadeiro
oba!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Piloeira
desses dons do café
dessa pele mocaccino
desse latte, leche, liberdad
aquela vontade de te mastigar
de sentir teu corpo morno, quentinho
a fumaça saindo da caneca
e aquele lugar estratégicamente colocado entre a orelha e o pescoço.
sabe, quando eu tomo muita coca e vejo tudo tremendo?
e não consigo ficar parado.
e não consigo parar de pensar.
você é uma coca, com potência de expresso e sabor de chocolate.
me deixa vendo tudo tremendo.
não consigo ficar parado.
não consigo parar de pensar.
seus tons.
porque você é colorida.
e sua meia risada, aquela que você começa e termina com um sorriso.
sua pele é como a espuma de sorver aos poucos
de deixar escorregar sob os lábios
de sabor suave, leve.
esse corpo de montanhas espanholas.
ibéricas.
portuguesas, claro.
tudo culpa daquela mantinha.
que chamo de nossa, mais por possessão que por qualquer outro motivo.
e da minha mente.
que abriga toda a sorte de fantasias.
que você folheia, folheia e deixa permear seus pensamentos, sem querer.
sua única indagação, nem mais me preocupa.
porque, essas coisas não me preocupam.
já construi tudo, aqui dentro da cabeça.
como em um bom café quentinho nos dias de ficar em casa.
me acorda, e também me faz adormecer.
entre cor, sabor e temperatura.
mais de pó ou de grão, tens tudo.
és minha fruta favorita.
cheira a café da manhã.
dessa pele mocaccino
desse latte, leche, liberdad
aquela vontade de te mastigar
de sentir teu corpo morno, quentinho
a fumaça saindo da caneca
e aquele lugar estratégicamente colocado entre a orelha e o pescoço.
sabe, quando eu tomo muita coca e vejo tudo tremendo?
e não consigo ficar parado.
e não consigo parar de pensar.
você é uma coca, com potência de expresso e sabor de chocolate.
me deixa vendo tudo tremendo.
não consigo ficar parado.
não consigo parar de pensar.
seus tons.
porque você é colorida.
e sua meia risada, aquela que você começa e termina com um sorriso.
sua pele é como a espuma de sorver aos poucos
de deixar escorregar sob os lábios
de sabor suave, leve.
esse corpo de montanhas espanholas.
ibéricas.
portuguesas, claro.
tudo culpa daquela mantinha.
que chamo de nossa, mais por possessão que por qualquer outro motivo.
e da minha mente.
que abriga toda a sorte de fantasias.
que você folheia, folheia e deixa permear seus pensamentos, sem querer.
sua única indagação, nem mais me preocupa.
porque, essas coisas não me preocupam.
já construi tudo, aqui dentro da cabeça.
como em um bom café quentinho nos dias de ficar em casa.
me acorda, e também me faz adormecer.
entre cor, sabor e temperatura.
mais de pó ou de grão, tens tudo.
és minha fruta favorita.
cheira a café da manhã.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Memória musical olfativa
Para variar ia escrever outro texto.
Outra coisa. Estava quase terminando. Aí, Bam!Kapow!Splash!Pow!
sonhei com você novamente
e, os deuses sabem como eu entendo de sonhos.
porque, vou te contar um segredo, sonhos não são o que as pessoas pensam que são
são o que as outras pessoas pensam sobre os sonhos.
e aí, aparece você, toda libidinosa e com aquele sorriso que, deus, derreteria o gelo do whiskey.
aquelas mãos que, pelas barbas do velho, parariam uma guerra. chamariam um ônibus, estourariam o estopim de qualquer TNT, bomba nuclear, bandinha de rock para garotas.
que eu faço contigo, me diz?
queria poder desdobrar seus sentimentos pra te dizer, é assim, honey, é a vida, é desse jeito que é, e você sente, isso, isso e isso.
mas, não, se não me deixa.
nem entrar nem sair. fico na soleira da porta, treinando malabares.
até o diabo decorou o cheiro dos teus cabelos.
eu sou só um homem.
versado em certas coisas, idiota em todas as outras, mas, poupe-me dessa prosopéia sentimental.
e me diz, porque você insiste tanto em habitar os meus sonhos?
é teu desejo de se firmar na minha vida, de me deixar entrar e deitar no sofá para ver desenho, como fazíamos quando o sol ficava nublado.
ou é outra coisa. outro diabo de coisa. diabo de cheiro. dos seus cabelos.
e não é só as músicas. porque também tem elas.
guanabatz. sabe? não é só rockabilly, porque, nem disso você gosta.
não é só os favores que você faz para mim, e, que, poxa vida, você nem sabe que nem para mim são.
é algo tão enraizado nesses seus olhos, que vem com aquele seu tom de voz. e como você pensa e mexe nos cabelos.
e quando você me abraça.
não é paixão.
porque de paixão eu estou farto e, sei muito bem identificar os sintomas. doença que se pega mais de uma vez. dois golpes no mesmo cavaleiro de bronze.
é angústia.
uma angústia incessante de te decifrar.
bendita!
uma angústia de te ter na cama ou em qualquer outro lugar. só nós.
é esse cheiro e, deuses sabem como eu quase não sinto cheiros, que impregnou em mim.
cadê você, minha nega.
que eu te chamo e você não vem?
no fundo, no fundo, acho que a ardilosa é você.
que sabe de tudo. que sempre soube.
que me observa desde os tempos que a gente desenhava.
e aí, meio subconscientemente você desenhou essa situação toda.
desenhou para você
e to aqui, tentando ser a pedra roseta.
e aí tudo me diz.
o céu me diz, a salamandra me diz, a serpente me diz, o metrô me diz.
todos os sinais me dizem, falam seu nome.
e você.
você não.
é aquela música do guanabatz. love generator.
queria poder te encontrar em um lugar que não existe mais.
que foi só nosso por 45 minutos, sem você saber.
naquele dia que você viu todas as minhas cicatrizes.
e disse alguma coisa que eu não lembro. mas foi bonita.
queria te pedir também pra trocar de pijama, e vou esvaziar todos os potes de shampoo.
não quero nem saber se são ou não seus.
só para saber de onde vem esse cheiro.
esse maldito cheiro que vem do seu cabelo.
e me faz pensar em você.
mesmo quando você está longe.
e não está nem perto de pensar em mim.
versado em coisa nenhuma.
sou o mesmo idiota de quando te conheci, preta.
o mesmo.
só que a gente já se esqueceu.
me ajuda a lembrar.
e faz como no meu sonho.
me leva para aquela varanda e me mostra porque eu gosto de mulheres como você.
para um amante do mundo.
até que eu não ligo de pousar uma noite.
desde que a cadeira de balanço esteja perto.
e tenha pizza no forno.
se você ler isso um dia.
me ajuda a lembrar.
ou vai ficar tudo meio enevoado, como num sonho, como naquela música do guanabatz.
Outra coisa. Estava quase terminando. Aí, Bam!Kapow!Splash!Pow!
sonhei com você novamente
e, os deuses sabem como eu entendo de sonhos.
porque, vou te contar um segredo, sonhos não são o que as pessoas pensam que são
são o que as outras pessoas pensam sobre os sonhos.
e aí, aparece você, toda libidinosa e com aquele sorriso que, deus, derreteria o gelo do whiskey.
aquelas mãos que, pelas barbas do velho, parariam uma guerra. chamariam um ônibus, estourariam o estopim de qualquer TNT, bomba nuclear, bandinha de rock para garotas.
que eu faço contigo, me diz?
queria poder desdobrar seus sentimentos pra te dizer, é assim, honey, é a vida, é desse jeito que é, e você sente, isso, isso e isso.
mas, não, se não me deixa.
nem entrar nem sair. fico na soleira da porta, treinando malabares.
até o diabo decorou o cheiro dos teus cabelos.
eu sou só um homem.
versado em certas coisas, idiota em todas as outras, mas, poupe-me dessa prosopéia sentimental.
e me diz, porque você insiste tanto em habitar os meus sonhos?
é teu desejo de se firmar na minha vida, de me deixar entrar e deitar no sofá para ver desenho, como fazíamos quando o sol ficava nublado.
ou é outra coisa. outro diabo de coisa. diabo de cheiro. dos seus cabelos.
e não é só as músicas. porque também tem elas.
guanabatz. sabe? não é só rockabilly, porque, nem disso você gosta.
não é só os favores que você faz para mim, e, que, poxa vida, você nem sabe que nem para mim são.
é algo tão enraizado nesses seus olhos, que vem com aquele seu tom de voz. e como você pensa e mexe nos cabelos.
e quando você me abraça.
não é paixão.
porque de paixão eu estou farto e, sei muito bem identificar os sintomas. doença que se pega mais de uma vez. dois golpes no mesmo cavaleiro de bronze.
é angústia.
uma angústia incessante de te decifrar.
bendita!
uma angústia de te ter na cama ou em qualquer outro lugar. só nós.
é esse cheiro e, deuses sabem como eu quase não sinto cheiros, que impregnou em mim.
cadê você, minha nega.
que eu te chamo e você não vem?
no fundo, no fundo, acho que a ardilosa é você.
que sabe de tudo. que sempre soube.
que me observa desde os tempos que a gente desenhava.
e aí, meio subconscientemente você desenhou essa situação toda.
desenhou para você
e to aqui, tentando ser a pedra roseta.
e aí tudo me diz.
o céu me diz, a salamandra me diz, a serpente me diz, o metrô me diz.
todos os sinais me dizem, falam seu nome.
e você.
você não.
é aquela música do guanabatz. love generator.
queria poder te encontrar em um lugar que não existe mais.
que foi só nosso por 45 minutos, sem você saber.
naquele dia que você viu todas as minhas cicatrizes.
e disse alguma coisa que eu não lembro. mas foi bonita.
queria te pedir também pra trocar de pijama, e vou esvaziar todos os potes de shampoo.
não quero nem saber se são ou não seus.
só para saber de onde vem esse cheiro.
esse maldito cheiro que vem do seu cabelo.
e me faz pensar em você.
mesmo quando você está longe.
e não está nem perto de pensar em mim.
versado em coisa nenhuma.
sou o mesmo idiota de quando te conheci, preta.
o mesmo.
só que a gente já se esqueceu.
me ajuda a lembrar.
e faz como no meu sonho.
me leva para aquela varanda e me mostra porque eu gosto de mulheres como você.
para um amante do mundo.
até que eu não ligo de pousar uma noite.
desde que a cadeira de balanço esteja perto.
e tenha pizza no forno.
se você ler isso um dia.
me ajuda a lembrar.
ou vai ficar tudo meio enevoado, como num sonho, como naquela música do guanabatz.
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